14 de dezembro de 2014

Nota de repúdio as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro


O Coletivo O Estopim! vem a público repudiar veementemente as declarações machistas e misóginas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), proferidas contra a também parlamentar Maria do Rosário (PT/RS), ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, no Plenário da Câmara dos Deputados essa semana.

10 de dezembro de 2014

Nota Pública: Pela punição dos torturadores da Ditadura Militar

Ato de entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade


As organizações políticas se manifestam para expressar a importância do dia 10 de dezembro de 2014 que marca um esforço concentrado de 2 anos na luta por memória e verdade.

5 de dezembro de 2014

Arte e movimento estudantil na UFBA

*Alexandro Nascimento

A arte deve apenas ter valor estético ou também social/político? Nesse texto, proponho alguns nortes de pensamentos e ações para vincular a Arte ao movimento estudantil dentro da UFBA.

Frente a questões sobre o fomento a produção artística na UFBA, percebe-se a falta de espaços artísticos em nossa Universidade; pouco diálogo entre os estudantes de artes sobre seus quereres e produções artísticas; pouco diálogo entre as escolas de arte e a falta de um Centro de Cultura e Arte para que os artistas debatam Arte e movimento artístico/estudantil.

21 de novembro de 2014

Coletivo O Estopim! nas Eleições do DCE-UFBA ‏ 2014


O Coletivo O Estopim! vem a público posicionar-se acerca das Eleições do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal da Bahia.

25 de outubro de 2014

Incendiando Corações e Mentes na UFBA



Somos do Coletivo O Estopim!. Nos organizamos nas Universidades brasileiras há mais de 6 anos. Somos negr@s, do interior e da capital, jovens homens e mulheres que lutam por uma Universidade 100% Pública, Gratuita e de Qualidade.

18 de outubro de 2014

Não é a primeira vez, quando será a ultima?

Sobre o fechamento do RU

Mais uma vez os estudantes da Ufba sofrem o fechamento do restaurante universitário pela vigilância sanitária. Esse problema não é novo e a solução já foi indicada há muito tempo. A pergunta nova que se faz é: qual a dificuldade de implementação dessa solução indicada? Os pontos de distribuição do restaurante universitário do Canela, São Lazaro e Politécnica já foram estudados, sob ótica da viabilização, os locais de construção já apontados. O que mais falta? 

Conforme Processo n° 23066.064538/13-81 de 06/2013 referente Contratação de empresa especializada em engenharia para execução, mediante o regime de empreitada por preço global, da obra de construção do Ponto de Distribuição de Refeições do Canela, localizado na Avenida Reitor Miguel Calmon, s/n – Vale do Canela, Campus Canela, Salvador/BA. No  Valor de  R$ 670.056,93 vencido pela empresa DMX CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS DE LOCAÇÃO LTDA consulta em https://www.ufba.br/licitacoes?tid=All&field_year_text_value=2013&term_node_tid_depth=All. E processo n° 23066.002571/14-06 de 02/2014  referente a Contratação de empresa especializada em engenharia para execução, mediante o regime de empreitada por preço global, da obra de Construção do Restaurante Universitário de São Lázaro – 1ª Etapa (Ponto de Distribuição), localizado na Avenida Aristides Novis, 197, Campus de São Lázaro, Salvador/BA. Vencido pela empresa Potencial Engenharia e Instalações Ltda. https://www.ufba.br/licitacoes?tid=All&field_year_text_value=2014&term_node_tid_depth=All.

22 de setembro de 2014

Novos rumos para a Escola Politécnica da UFBA


 
Da coordenação

Nos dias 17 e 18 de setembro ocorreu na Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia a Consulta Pública para escolha da sua nova direção para o quadriênio 2014-2018. 

A Chapa 2, Muda Poli, encabeçada pelas professoras Tatiana Durmêt e Sílvia Regina, foi a vencedora desse pleito. Mas para além da consulta, esse processo serviu para promover um qualificado debate acerca da atual situação da escola. Assim, um fato notório e merecedor de destaque ocorreu durante esse período: a ampla discussão acerca do papel social das engenharias na sociedade.

14 de setembro de 2014

Nota sobre o ocorrido nas imediações da Escola Politécnica da UFBA


O Coletivo O Estopim! vem a público esclarecer e posicionar-se acerca do lamentável ocorrido nas imediações da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia nessa semana.  
 
Entenda o caso: um estudante de Ciências Sociais, que preferimos preservar sua identidade, foi baleado próximo a escadaria da Poli por volta do meio-dia da última quinta-feira (11). Relatos dão conta de que esse estudante promovia uma pichação nesse local e foi baleado por um vigilante que promovia a “segurança” nessa região.  

24 de agosto de 2014

Porque apoiamos e construímos o Plebiscito Popular pela Constituinte



As manifestações de junho e julho de 2013 mostraram como @s brasileir@s estão ávid@s por mudanças. Nesse período as ruas foram tomadas por um forte sentimento de descrédito em relação as atuais instituições representativas. Como motivo, dentre outros elementos, apontamos a transição conservadora vivida no Brasil a partir do fim da ditadura, que, apesar dos avanços, pouco rompeu com a lógica militar vigente em muitas dessas instituições na atualidade.

No espectro político isso não foge a regra. Temos um sistema político viciado e excludente, que consolida a hegemonia da burguesia em detrimento da classe trabalhadora. Esse mesmo sistema é responsável por colocar nas mãos dos empresários o poder de eleger grande parte dos nossos representantes, influenciando, assim, a atuação desses no exercício de suas funções. Trocando em miúdos: as eleições se tornaram um grande balcão de negócios.

12 de agosto de 2014

Por que as pessoas me perguntam se eu não sinto falta de carne?

Rafa Cardoso

Não estou aqui para fazer apologia ao vegetarianismo ou veganismo, só gostaria de partilhar um desabafo e quem sabe refletirmos juntos. 
Eu tenho um bichinho de estimação. O nome dele é Jhon e está conosco há 13 anos. Confesso que converso com ele milhares de vezes ao dia e ele parece entender e responder com latidos, gestos, formas que facilitam a compreensão. Ele faz parte da minha família, tanto quanto a minha mãe, irmã e avó.
Não como carne há muitos anos e peixe deixei de comer há uns 3 anos. Muitos perguntam se foi uma opção minha. E explico que nunca gostei do gosto da carne e a gota d'água foi quando eu tive uma anemia e fui obrigada a comer bife de figado.

26 de julho de 2014

Por que provocar a Palestina ajuda a resolver os problemas internos do Estado Sionista?


* Diego Rabello

Mais uma vez perplexo, o mundo acompanha pelas redes alternativas de informação o massacre da ocupação israelense a gaza. Até aí, nada de muito novo, muita desinformação – quando não informações falsificadas – sobre a investida de um dos exércitos regulares mais bem equipados do planeta. Mas, de fato, o que há de novo nessa nova provocação de Israel contra o povo palestino? O mísseis tomahawk? O sequestro de três jovens judeus? O Hamas?

A máquina de propaganda do imperialismo norte-americano foi capaz de manter durante décadas a opinião pública mundial sob uma absoluta confusão com o que se passa no oriente médio. É muito difícil compreender todos aqueles conflitos, que envolvem lutas internas encarniçadas, mas que se tornaram relevantes – pode-se dizer vitais - para o xadrez global por conta do petróleo, elemento fundamental para a existência da produção mundial tal como a conhecemos.

22 de julho de 2014

Moção de solidariedade ao Povo Palestino




O Coletivo O Estopim! vem a público demonstrar seu irrestrito apoio ao Povo Palestino e repudiar veementemente os ataques orquestrados pelo governo israelense que estão sendo responsáveis por um verdadeiro massacre na Palestina. 
  
Os motivos dessa investida transcende o sequestro e morte dos três israelenses na Cisjordânia e remonta ao século passado. Com a criação do Estado de Israel, em 1948, os palestinos vem gradualmente perdendo seu território, bem como sofrendo duras restrições econômicas e de circulação de pessoas em Gaza. Esses ataques, que fique claro, vem também no sentido de enfraquecer a unidade das forças políticas que lutam pela independência do Estado Palestino.

20 de julho de 2014

Comunidade do ICI aponta novos rumos para sua direção

Apoiadores da chapa 1 logo após a apuração

Ocorreu nos dias 17 e 18 de julho a Consulta Pública para escolha da nova direção do Instituto de Ciência da Informação, quadriênio 2014-2018. A Chapa 1, Tod@s por um novo ICI, encabeçada pelas docentes Hildenise Novo e Henriette Gomes, ganhou a preferência da comunidade e assumirá após os tramites legais a direção da unidade em setembro.

É indispensável fazer um resgate histórico para compreender a importância dessa consulta. Iniciada em 2010, a gestão do Prof. Dr. Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva, atual diretor, acumula uma série de problemas, sobretudo de ordem interpessoal. Perseguições a professores e servidores, ofensas e abusos de poder são comuns em seu mandato, levando a comunidade, que há tempos sofre com as mazelas de seu diretor, a levantar-se e pedir um basta.

6 de junho de 2014

Representa


Aquela natureza humana pronta para olhar, pensar e mudar.
Aquela que pode nascer de qualquer um desenvolvido dos neurônios dos primatas.
O incômodo daquilo que nos incomoda e a possibilidade de mudança são irmãs.
Natureza, consciente, subconsciente, mistura de naturezas, do querer, do desejo.
Misturas do voluntário e involuntário. Do político e não político. Ora, onde está Foucault?
Juntas, são o poder da juventude, são o poder de O Estopim!.
O poder do mudar e conseguir
O poder das minorias
O poder das minorias
O poder das minorias
O poder das minorias
Que podem.

9 de maio de 2014

A centelha revolucionária do Movimento Estudantil: seis anos do Coletivo O Estopim!

" Há homens que lutam um dia e são bons, 
  há outros que lutam um ano e são melhores,
  há os que lutam muitoanos e são muito bons. 
  Mas há oque lutam toda a vida e estes são 
  imprescindíveis." (Bertold Brecht)

Há seis anos um coletivo de estudantes da UFBA anunciava a formação de um novo agrupamento político com a função de ser a centelha revolucionária do Movimento Estudantil. Forjado a partir da intervenção destacada nas áreas da Saúde e Assistência Estudantil, em função do perfil dos militantes que compunham esse coletivo, em sua ampla maioria estudantes dos cursos de Saúde e residentes universitários, nasce, 1 de maio de 2008, o Coletivo O Estopim!.

Elaborando programas estratégicos para essas áreas o Coletivo O Estopim! se consolidou e se tornou referência nessas pautas. Incendiando corações e mentes, novos militantes foram se integrando ao longo da jornada, e assim incorporando novas pautas, novas discussões, e hoje de forma qualificada intervimos, para além das pautas originárias, nas temáticas dos Direitos Humanos, Movimento LGBT, Mulheres e Meio Ambiente.

3 de maio de 2014

Que venham mais seis e outros tantos anos!



*** 6 anos de O ESTOPIM***


Tínhamos um sonho remoto, interpretado por muitos como um passo a mais do que a nossa perna chegaria, uma utopia... Há seis anos tínhamos um sonho remoto. Ousamos. A vontade de mudar o mundo, ou se isso for muita pretensão, a vontade de mudar a realidade a nossa volta, nos deu força, garra e coragem!

O termo escolhido por um grupo de estudantes da UFBA - há seis anos - para denominar nosso coletivo significa o grande estouro. O Estopim! é a chama inicial das grandes transformações que pretendemos ajudar a construir. Traçamos um paralelo também ao jornal ISKRA (Á CENTELHA) elaborado pelos revolucionários russos no exílio antes da grande revolução de 1917.

O Coletivo O Estopim completa hoje, e não é por acaso ser na data simbólica do 1º de maio, seis anos de muitas lutas. Já passaram por aqui tantas e tantos lutadoras/es pela veia do movimento estudantil que não da para parabenizar nominalmente a todas e todos

18 de abril de 2014

Por uma Comissão de Reparação da Ditadura Militar no Brasil

* Vilma Leahy


Frente ao panorama atual que vive o Brasil, em resgate à memória e a verdade aos 21 anos sangrentos vividos pelo país sob o regime militar, de 1964 a 1985, é relevante assumir a participação dos Estados Unidos da América, que, com seus membros ativos, Dean Rusk (secretário do estado americano), Lincoln Gordon (embaixador americano no Brasil), John Kennedy (presidente dos EUA no período de 1961-1963), Richard Goodwin (conselheiro do presidente Kennedy), Lyndon B. Johnson (presidente dos EUA no período de 1963-1969), Vernon Walter (general do exército americano) e agentes da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), financiaram e comandaram o golpe de estado que depôs o presidente João Goulart e deu início a esse período trágico de torturas, mortes e desaparecimentos de vítimas pela repressão militar.

A aproximação dos militares brasileiros com os americanos se deu no período da Segunda Guerra Mundial, onde ambos lutaram contra Hitler, líder da Alemanha nazista, país do Eixo. Os EUA tinham como membro principal de cooperação o oficial Vernon Walters, que comandava as tropas do exército. O período pós-guerra foi de muito intercâmbio entre oficiais brasileiros e americanos, onde centenas de brasileiros foram estudar no exterior. Principalmente na Escola das Américas no Panamá - centro de treinamento criado pelos Estados Unidos, e na National War College, onde surgiu a inspiração para Escola Superior de Guerra no Brasil. A partir disso, o oficial Vernon Walter articulado juntamente com os militares brasileiros compartilhavam da mesma ideia: eliminar o comunismo.

16 de abril de 2014

Mais uma oitiva da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA


Da coordenação

Ocorreu ontem, 15, na Faculdade de Comunicação, mais uma oitiva da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA. Essa oitiva, mediada por Ilka Dias Bichara, representante docente nesse colegiado, teve como depoentes João Coutinho, Júlio Guedes e Carlos Sarno, todos ex-estudantes da Universidade durante a ditadura civil militar.

Empossada em dezembro de 2013, a comissão vem desde fevereiro promovendo oitivas abertas as terças-feiras a partir das 14h no auditório da Facom, Campus de Ondina. O objetivo desses depoimentos, bem como do levantamento de informações nos arquivos da instituição, é resgatar a história da UFBA acerca desses anos de ditadura, assim como recomendar ações, ao final de seus trabalhos, para que a Universidade varra para sempre os resquícios desse período em sua estrutura.

9 de abril de 2014

As Comissões da Verdade e a Justiça de Transição no Brasil


* Leandro Coutinho

A partir da criação da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em maio de 2012, centenas de comissões da verdade vem sendo criadas por todo Brasil. Mas afinal, para que serve mesmo esses colegiados e, sobretudo, qual a contribuição que eles podem oferecer à Justiça de Transição que há pouco mais de trinta anos vigora no país?

Essa discussão não vem de agora. Desde os últimos anos da ditadura militar, inúmeras ações vêm sendo tomadas na perspectiva da consolidação da democracia no país. Dentre elas temos a abertura dos arquivos desse período, a criação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a Comissão de Anistia, no âmbito do Ministério da Justiça e a criação do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, denominado Memórias Reveladas.
Outras contribuições vieram também a partir da criação, na década de noventa, do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Instituído pelo Decreto Lei n° 1904, de 13 de maio de 1996, esse plano já possui três versões. A última, de 2009, é estrutura em eixos orientadores, sendo o último o Direito à Memória e à Verdade, tendo como objetivo “afirmar a importância da memória e da verdade como princípios históricos dos Direitos Humanos”, segundo o texto oficial.

3 de abril de 2014

Sobre o Centro Acadêmico de Ciências Sociais


* Marina Fernandes

O último período permitiu ao Centro Acadêmico de Ciências Sociais pensar-se para além do historicamente construído. Durante algum tempo a dificuldade deste centro político, fundamental para os pretensos cientistas sociais, em fazer-se real na vida do estudante, portar-se como pólo organizativo das lutas, caro custou aos estudantes do curso. Ao centro acadêmico cabe a tarefa da disputa cotidiana, na base, da consciência de classe daqueles e daquelas que representa, organizar suas lutas e fazer-se espaço por essência democrático. E essa tarefa por muito tempo não fora cumprida.

O momento agora é outro: a tarefa mínima de existir fora efetivada. O CACISO portou-se como centro acadêmico presente no cotidiano dos estudantes de ciências sociais, ainda que porventura possam haver democráticas e saudáveis criticas á sua condução. A tarefa histórica agora é outra e o avanço urge! Faz-se necessário que possamos fazer deste pólo um espaço por essência democrático e que respeite a pluralidade do curso e ao movimento estudantil caberia a maturidade de portar-se em unidade.

29 de março de 2014

UFBA em luto


O Coletivo O Estopim! lamenta profundamente a morte do estudante do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia, Charles Müller Silva dos Santos.

Na noite da última sexta-feira, 28, por volta das 21h30, em frente à Residência Universitária Estudante Frederico Perez Rodrigues Lima, mais um jovem teve sua vida ceifada de forma trágica na capital baiana. Charlie Muller, natural do município de Brumado, foi morto com um tiro e teve em seguida seu veículo levado pelos infratores.

28 de março de 2014

Os 50 anos do golpe de 1964

*Leandro Coutinho

Em 2014 completam-se 50 anos do golpe de Estado no Brasil. De 1964 a 1985 nosso país viveu um momento que, enquanto fato histórico, representou o engessamento de um processo de democratização iniciado com a Constituinte de 1946. Esse levante militar sentenciou o Brasil a longos e difíceis anos em sua história.

Nos pouco mais de 120 anos de República o Brasil conviveu com algumas intervenções militares. Por mais que grande parte dessas interferências não tenham resultado em governos presidido por militares, esses momentos foram marcados pelo autoritarismo e pela constante violação dos Direitos Humanos.

E nesse golpe não foi diferente. Assim ocorre, em 1º de abril de 1964, um dos momentos mais tenebrosos na história recente do Brasil. Encabeçado pelos militares, com o apoio de setores da burguesia e do governo norte americano, foi constituída uma ruptura institucional que ofereceu aos milicos plenos poderes durante um longo tempo.

É importante compreendermos esse golpe sem retirar o seu caráter civil. O que ocorreu no Brasil, naquele fatídico ano de 1964, foi um golpe civil militar de grandes proporções. Assim, influentes setores da sociedade civil se colocaram em apoio a essa tomada de poder, a exemplo de parte significativa da grande mídia, setores religiosos e do grande empresariado.

23 de março de 2014

Breves observações sobre a assistência estudantil na UFBA


Mobilização. Mais uma vez essa palavra marcou o ultimo período da assistência estudantil na UFBA. Saímos de um contexto de greve, em 2012, que consumou com a conquista do BUZUFBA. Em 2013, houve a necessidade de permanência do statos de mobilização, dessa vez pela reativação dos Restaurantes Universitário ora fechados, tanto o da Residência Universitária I do Canela, quanto do Restaurante Universitário de Ondina, ampliação da frota do BUZUFBA, pagamentos das bolsas da assistência estudantil em dia e avançamos na construção dos pontos do restaurante universitário do Canela e São Lázaro, vitórias alcançados, a universidade deu a importante sinalização de que é possível investir recursos do orçamento próprio na assistência ao estudante e não ficar refém apenas da verba do PNAES - Plano Nacional de Assistência Estudantil.

Estruturalmente discutimos, no âmbito da universidade, a reativação do CSVU, Conselho Social de Vida Universitária, compostos por todos os seguimentos da universidade, estudantes, professores e técnicos, um importante espaço para construção de um projeto de Assistência Estudantil com a concepção da assistência como direito e não como assistencialismo.

25 de fevereiro de 2014

A UFBA e o golpe de Estado no Brasil em 1964


* Leandro Coutinho


Para muitos uma “revolução”. Para outros, um golpe de Estado. O Brasil viveu em 1964 um momento que, enquanto fato histórico, representou o engessamento de um processo de democratização iniciado em 1946 com a promulgação da Carta Magna. O levante militar brasileiro, ocorrido em 1º de abril de 1964, sentenciou o Brasil a longos e difíceis anos em sua história.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial o mundo sofreu grandes mudanças em sua estrutura política. Segundo Fico (2000, p. 165), após a vitória dos Aliados em 1945, encabeçados pelos EUA e URSS, o mundo entra em um período de polarização política, ideológica e militar sem precedentes.

É nesse contexto que ocorre no Brasil uma articulação entre setores conservadores que, preocupados com a ascensão do comunismo pelo mundo e, também, com o discurso do Presidente da República à época, João Goulart, que mantinha estreita relação com segmentos progressistas naquele período, temiam a instalação de uma república comunista no país.

Assim ocorre, em 1º de abril de 1964, um dos golpes mais duros na história do Brasil. Foram 21 anos em que a democracia e os direitos humanos foram cerceados em nome de um projeto de poder, por essência, autoritário. Por mais que o país já tenha passado por momentos parecidos em sua história recente, sobretudo a partir do Brasil República, essa ditadura modificou profundamente a estrutura do Estado brasileiro, bem como abriu cicatrizes que até hoje não foram fechadas.

24 de fevereiro de 2014

Coletivo O Estopim! participa de mais uma atividade preparatória para o Plebiscito Popular

O Coletivo O Estopim! participou, nesse último fim de semana, do primeiro Curso Estadual de Formação de Formadorxs do Plebiscito Popular na Bahia. 

A escolha do local não poderia ter sido melhor: o recém-nomeado Colégio Estadual STIEP Carlos Marighella. Essa unidade escolar, que há pouco homenageava o ex-Presidente Emílio Garrastazu Médici, teve, por iniciativa de sua comunidade o seu nome modificado através de eleição, e referendado pelo governo do estado na última semana. 

19 de fevereiro de 2014

O que está em jogo na Ucrânia?






(Da Coordenação)

O assédio é antigo.

Com a rearrumação do tabuleiro geopolítico no leste europeu gerado pelo fim da URSS, a disputa pelos destroços da nave mãe se intensificou.

Um cabo de guerra. De um lado os russos, do outro o ocidente pelas vias da UE.

Em jogo o futuro energético estratégico para os russos.

17 de fevereiro de 2014

O GOVERNO DO PT E A COMUNIDADE LGBT EM UMA ANÁLISE CRÍTICA.






O maior partido do país foi o partido mais engajado na luta pelos direitos LGBT, mas fatos que se desenrolaram nos últimos anos mancharam a sua reputação. Em relação ao termo de compromisso com a ABGLT, é o partido com maior número de candidatos que assinaram o documento proposto por aquela ONG, com 31 dos 94 candidatos a deputado federal comprometidos. Foi MartaSuplicy a primeira deputada federal a propor a união civil entre pessoas do mesmo sexo ainda na década de 1990. Em vários governos municipais, estaduais e no governo federal, implantou inúmeras políticas públicas voltadas às demandas LGBT.

30 de janeiro de 2014

Torturador não acusa, é acusado!


Ocorreu na última terça-feira, 28, às 14h, no Fórum Ruy Barbosa, mais uma audiência entre o jornalista Emiliano José e o pastor Átila Brandão. O pastor, como consta em relatos, foi torturador da ditadura militar e está processando Emiliano José por causa da publicação do texto intitulado “A premonição de D. Yayá”, em que o jornalista expõe as torturas cometidas por Átila Brandão contra o professor Renato Afonso.

25 de janeiro de 2014

Não podemos perder o "funk" da história

*Wanderson Pimenta



2014 é o ano de incendiar corações e mentes. Em defesa da aliança entre os trabalhadores organizados e a juventude, a nossa intervenção passa por organizar as lutas pelos nossos direitos, relegados ao último plano. Em tempos de crise mundial, que também incide em nosso país, a juventude, em sua diversidade, é ator central das transformações. Muito embora tenhamos uma substancial melhora nas condições de vida do nosso povo, é preciso aprofundar. É preciso que os ricos paguem pelo que nos foi tirado ao longo de séculos. É preciso que os governos não sejam reféns dos interesses do capital.