A história do ME nos BI´s
Em 2009 o sentimento de curiosidade e vontade de se sentir pertencente à universidade tomava conta dos egressos nos novos cursos, os Bacharelados Interdisciplinares. Registros nas redes sociais[1] mostram que a organização dos novos estudantes começou a ser feita antes mesmo do inicio das aulas. Reuniões que partiam de Diretórios Acadêmicos de outros cursos ajudavam a dar organicidade aos calouros, como foi o caso do DA de Enfermagem (DAENF), que realizou diversas reuniões com os estudantes que haviam passado no vestibular do BI.
Naquela época, as principais questões eram organizadas em torno da noção dos Bacharelados Interdisciplinares, do que representava esse novo curso e com que base se sustentava sua implementação na UFBA. Disso decorriam diversos posicionamentos. Se por um lado não havia mais espaço para dizer “não ao REUNI”, por outro os questionamentos eram pertinentes e hoje se mostram acertados na greve de 2012. Após cinco anos de REUNI e quatro anos do BI podemos comprovar o excesso de estudante por professor, superlotação das salas, bem como a falta de professor em diversos componentes, a falta de assistência estudantil e a irresponsabilidade da instituição e do Governo em não dar essa assistência aqueles que se formam no BI e ingressam em um novo curso, agora profissionalizante, na universidade.
O que se pode dizer entre as particularidades desse momento histórico e as características apontadas para a consolidação da representação estudantil dos BI’s? Todos esses questionamentos e a necessidade de defesa da opinião estudantil nos espaços decisórios nos levaram a organizar o processo da fundação do Centro Acadêmico do BI em Humanidades. A Assembléia Geral do dia 26 de março de 2009 teve como pauta[2] a fundação do CABIH, a elaboração do estatuto e a comissão eleitoral para a primeira representação estudantil do curso. Foram mais de 50% dos estudantes presentes, o que à época representava cerca de 200 estudantes. Diversos debates ocorreram, alguns que achavam precipitada a formação do C.A. e tantos outros, a maioria, que achavam de suma importância sua construção. O Estatuto foi elaborado e aprovado ao fim.
Inicio do sentimento de impunidade