15 de maio de 2019

QUEM TEM MEDO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL? | Manifesto d'O Estopim! Rumo ao 57º CONUNE



Este manifesto é um chamamento aos braços de lutas dispostos a construção de um movimento estudantil como ele deve ser: combativo, popular, enraizado na base, SEM MEDO de mudar o Brasil e lutar por educação pública, gratuita e de qualidade para que toda população tenha condições de acesso e permanência.



Apresentação


Essa é uma contribuição do coletivo O Estopim! ao 57º Congresso da União Nacional d@s estudantes. Somos jovens que acreditam ser possível construir um novo modelo organizativo e de lutas para o movimento estudantil e para as juventudes. Convocamos as e os estudantes e as juventudes para que lado a lado possamos seguir construindo A UNE, retomando a tarefa de ser um movimento estudantil de massas, da classe trabalhadora, socialista e que seja protagonista da transformação social - construindo frentes democráticas e populares para uma mudança radical no sistema econômico e político - contra o monopólio das comunicações, pela garantia de direitos para trabalhadores/as, mulheres, negros e negras, LGBTQIA+. Contra os ataques à educação, na arte e na cultura, pelo fim do genocídio da juventude negra, pela reforma agrária e urbana, pela demarcação de terras indígenas e quilombolas, por mais saúde, educação, respeito ao meio ambiente e pelos direitos humanos, caminhando assim rumo a luta internacionalista e socialista.

31 de março de 2019

1964: Não Há Nada O Que Comemorar

Estudantes queimam a bandeira dos Estados Unidos na Sexta Feira Sangrenta, Rio de Janeiro, 21 de Junho de 1968. Fotografia: Evandro Teixeira

A determinação do presidente Jair Bolsonaro para que os Comandos Militares das Forças Armadas comemorem o golpe civil-militar ocorrido no Brasil em 1964 é mais uma afronta, dentre tantas outras deste governo, à memória do povo brasileiro.

17 de fevereiro de 2019

Manifesto: Incendiar o Velho Para Construir a Boa-Nova




"Não será a tristeza do deserto presente que nos roube as perspectivas dum futuro melhor."
Antonieta de Barros




QUEM SOMOS

O Estopim! na Plenária Final do 66º Conselho de Entidades de Base da UNE (CONEB).
Fotografia: Dêja Chagas

Nós, d’O Estopim!, nos caracterizamos enquanto coletivo que se organiza nas fileiras dos movimentos de juventudes desde 1º de Maio de 2008. Nascemos no seio da Universidade Federal da Bahia, entre o mais vulneráveis socioeconomicamente e à partir de uma contradição latente do movimento estudantil organizado. Naquele momento, os coletivos que estavam à frente do M.E da UFBA se posicionavam contra a implementação das cotas raciais e do REUNI (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), enquanto nós já expressávamos a importância da efetivação dessas políticas de ações afirmativas como importante iniciativa para a popularização da universidade, embora soubéssemos que esse era só o início de um processo de expansão e democratização do acesso para quem antes, como muitos de nós, nunca tiveram na história de suas famílias  acesso à educação superior pública e de qualidade. Partimos do movimento de casas de estudantes, atuação coletiva que posteriormente em 2009, desaguou na refundação da Associação de Casas de Estudantes da Bahia (ACEB), instrumento esse que é muito importante para aquelas e aqueles que lutam por moradia digna para que a possibilidade do acesso ao ensino superior seja, de fato, concreta.

21 de janeiro de 2019

Construção do Observatório de Direitos Humanos da UFBA: Balanço e Perspectivas



Leide Mota em discurso na Audiência Pública sobre o ODH/UFBA | Foto: Dêja Chagas

A pauta do Observatório de Direitos Humanos (ODH) na UFBA, assim como muitas outras bandeiras de luta dos setores organizados na universidade, não é nova. Há anos, o movimento estudantil – sobretudo a partir da intervenção do Coletivo O Estopim! e mais recentemente do Diretório Acadêmico de Arquivologia – vem se debruçando no sentido de torná-la realidade.
Debater direitos humanos no ambiente universitário, assim como na sociedade como um todo, nunca foi tarefa fácil. Temos um modelo de universidade que, ainda sob a influência da reforma universitária promovida pelos militares em 1968, reproduz e reforça discursos que violam os mencionados direitos.
Essa pauta começou a ganhar força no ano de 2014 quando, a partir do fim dos trabalhos da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA (CMSMV), percebemos a necessidade da continuidade do resgate das memórias e histórias da instituição em relação à ditadura civil-militar – período sombrio da nossa história recente.

6 de setembro de 2018

Por que a UFBA deve criar o seu Observatório de Direitos Humanos?

Por Raquel Franco



Na tarde dessa terça-feira (04 de setembro) Leide Mota, Bruna Jacob e Raquel Franco, respectivamente integrantes do Diretório Acadêmico de Arquivologia, União dos Estudantes da Bahia e do Diretório Central de Estudantes da UFBA se reuniram com o Reitor da Universidade Federal da Bahia João Carlos Salles para oficializar uma demanda urgente: a criação do Observatório de Direitos Humanos da UFBA. 

10 de julho de 2018

Coletivo O Estopim! se posiciona acerca das eleições do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal da Bahia.




Compreendemos o DCE enquanto uma entidade legítima de representação dos/as estudantes da UFBA. Nossa organização, sempre optou por construir e legitimar essa histórica entidade do Movimento Estudantil brasileiro, responsável por encampar grandes lutas em defesa das bandeiras históricas da classe trabalhadora, independente de estarmos ou não a frente da mesma.  

1 de maio de 2018

Os 10 Anos Do Coletivo O Estopim! e a Luta Pela Memória, a Verdade e a Justiça.


Por Bruna Jacob


Nesse dia 1° de maio, dia de luta da classe trabalhadora, o coletivo O Estopim! comemora 10 anos de existência. Nascido nas fileiras da Universidade Federal da Bahia, com presença importante do Diretório Acadêmico de enfermagem, de estudantes da área da ciência da informação e cursos correlatos (arquivologia, biblioteconomia e museologia), além do importante movimento de casas de estudantes - representado pela ACEB -, desde sua fundação O Estopim! se dedica à construção da luta, sempre na perspectiva de respeito aos direitos humanos.

25 de março de 2018

Mulheres SEM MEDO de mudar a universidade, o Brasil e o mundo!

Rumo ao 8º EME da UNE, que acontecerá entre 30 de março a 1º de abril, na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)




Historicamente a luta pela democratização do acesso à educação tem um protagonismo importante das mulheres organizadas em defesa da mesma. Mesmo sendo maioria nas universidades há duas décadas, a verdade é que as mulheres ainda não encontram nessas instituições um ambiente confortável e acessível diante de suas especificidades. Para além da pouca representatividade das mulheres nas instâncias deliberativas das universidades, ainda resistimos ao machismo e racismo institucional durante todo o nosso percurso acadêmico.

18 de março de 2018

O corpo se foi, mas o sonho resiste


Pautas do movimento negro e homenagens à Marielle Franco marcam o último dia da Tenda Sem Medo no FSM 2018


Texto: Thídila Salim


O terceiro e último dia (16) da Tenda Sem Medo no Fórum Social Mundial (FSM) manteve sua programação original, porém, todas as atividades da tenda foram marcadas por menções e homenagens a ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, morta à tiros nesta quarta-feira (14), por volta das 21h30 no centro do Rio de Janeiro. O dia final do evento foi aberto com uma grande roda de conversa feminista Mulheres Sem Medo, com a participação de Paula Coradi, executiva nacional do PSOL, Marcela Prestes, militante feminista contra a violência obstétrica, Andrea Zhouri da organização Brigadas Populares, Sandra Siqueira do coletivo Lemarx, entre outras convidadas significativas do movimento feminista nacional. A discussão foi aberta a todas as mulheres presentes na tenda, que tiveram tempo de contribuir com a roda expondo pensamentos e críticas. A atividade foi construída para trocar experiências e informações sobre a pauta feminista nos movimentos sociais e organizações políticas do Brasil e do mundo. Paula foi a primeira das convidadas a se manifestar e iniciou sua fala prestando homenagem a Marielle: “Não tem como o espaço não ser sobre isso”. O principal assunto girou em torno da mulher negra na sociedade, também foi discutido a violência obstétrica, leis de atentado a vida das mulheres, lesbofia, entre outros temas.

16 de março de 2018

Marcha para Marielle marca segundo dia da Tenda Sem Medo durante o FSM 2018

Morte da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) mudou programação da Tenda Sem Medo, que organizou grande marcha em sua homenagem


Texto: Thídila Salim
Fotografia: Wallace Cardozo



A programação que estava prevista para o segundo dia (15) da Tenda do Povo Sem Medo no Forúm Social Mundial foi interrompida com a terrível notícia da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite anterior (14), na rua Joaquim Palhares do bairro Estácio, região central do Rio de Janeiro (RJ).  Foram disparados nove tiros contra o veículo que se encontrava a vereadora, por volta das 21h30. Ela foi atingida por quatro balas na cabeça e faleceu junto ao motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, que também foi atingido. Uma marcha foi organizada pelos convidados e pessoas que foram conferir a programação do segundo dia da tenda em ato de homenagem. Muitos convidados de movimentos sociais e partidos políticos de esquerda prestaram discursos de solidariedade ao caso de Marielle, entre eles, o candidato à presidência da república, Guilherme Boulos (PSOL) e sua vice Sônia Guajajara (PSOL). “Nós vamos exigir uma investigação independente, vamos cobrar justiça pelos quatro cantos desse país”, disse Boulos antes da marcha se organizar.