Diante dos fatos colocados, nós, integrantes d’O Estopim!, viemos por meio desta nota prestar nosso apoio à Organização Dandara Gusmão. Deixamos nítida a nossa oposição ao racismo que infesta a Universidade, que dificulta e torna ainda mais árdua a nossa passagem e a construção dos projetos maiores que, enquanto juventude, propomos para nós e para as pretas e pretos que ainda virão. O racismo não nos calará diante dos absurdos que nos empurram goela abaixo!
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17 de junho de 2019
3 de junho de 2019
LUTAR E MUDAR AS COISAS NOS INTERESSA MAIS | Sobre as Eleições para o 57º CONUNE na UFBA
Nós, jovens que sonhamos e lutamos por uma sociedade livre das amarras do capitalismo e de todas as opressões que assombram a vida cotidiana do nosso povo, organizadas/es/os nas fileiras do coletivo O Estopim!, compreendemos a necessidade de ocupar e fortalecer as entidades de representação estudantil em todos os lugares onde estudantes existem e re-existem na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade.
21 de janeiro de 2019
Construção do Observatório de Direitos Humanos da UFBA: Balanço e Perspectivas
| Leide Mota em discurso na Audiência Pública sobre o ODH/UFBA | Foto: Dêja Chagas |
A pauta do Observatório de Direitos Humanos (ODH) na UFBA, assim como muitas outras bandeiras de luta dos setores organizados na universidade, não é nova. Há anos, o movimento estudantil – sobretudo a partir da intervenção do Coletivo O Estopim! e mais recentemente do Diretório Acadêmico de Arquivologia – vem se debruçando no sentido de torná-la realidade.
Debater direitos humanos no ambiente universitário, assim como na sociedade como um todo, nunca foi tarefa fácil. Temos um modelo de universidade que, ainda sob a influência da reforma universitária promovida pelos militares em 1968, reproduz e reforça discursos que violam os mencionados direitos.
Essa pauta começou a ganhar força no ano de 2014 quando, a partir do fim dos trabalhos da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA (CMSMV), percebemos a necessidade da continuidade do resgate das memórias e histórias da instituição em relação à ditadura civil-militar – período sombrio da nossa história recente.
6 de setembro de 2018
Por que a UFBA deve criar o seu Observatório de Direitos Humanos?
Por Raquel Franco
Na tarde dessa terça-feira (04 de setembro) Leide Mota, Bruna Jacob e Raquel Franco, respectivamente integrantes do Diretório Acadêmico de Arquivologia, União dos Estudantes da Bahia e do Diretório Central de Estudantes da UFBA se reuniram com o Reitor da Universidade Federal da Bahia João Carlos Salles para oficializar uma demanda urgente: a criação do Observatório de Direitos Humanos da UFBA.
1 de maio de 2018
Os 10 Anos Do Coletivo O Estopim! e a Luta Pela Memória, a Verdade e a Justiça.
Por Bruna Jacob
Nesse dia 1° de maio, dia de luta da classe trabalhadora, o coletivo O Estopim! comemora 10 anos de existência. Nascido nas fileiras da Universidade Federal da Bahia, com presença importante do Diretório Acadêmico de enfermagem, de estudantes da área da ciência da informação e cursos correlatos (arquivologia, biblioteconomia e museologia), além do importante movimento de casas de estudantes - representado pela ACEB -, desde sua fundação O Estopim! se dedica à construção da luta, sempre na perspectiva de respeito aos direitos humanos.
Por Bruna Jacob
23 de maio de 2017
Eleição do CONUNE na UFBA: somos Chapa 1 - QUE A UNE SE PINTE DE POVO
Somos a Chapa 1 - Que A UNE Se Pinte de Povo para o 55º Congresso da União Nacional de Estudantes! O CONUNE é um espaço onde serão decididos os rumos e diretrizes da UNE nos próximos dois anos, bem como a sua direção. Todas as universidades do país tem direito a representação estudantil, incluindo a UFBA!
16 de maio de 2017
16 de maio de 2001: ainda não esquecemos!
Em 16 de maio de 2001, milhares de lutadores e lutadoras protestavam de forma pacífica em marcha pelas ruas do centro de Salvador. O Campo Grande, o Canela, a Graça e os contornos da Universidade Federal da Bahia foram tomados por trabalhadores/as, intelectuais, artistas e estudantes. O objetivo era constranger o então Senador Antônio Carlos Magalhães por suas peripécias no Congresso Nacional.
11 de maio de 2017
Boas-vindas aos/as calouros/as da UFBA
O Coletivo O Estopim! vem através desta mensagem dar boas-vindas a todos/as os/as calouros/as que estão adentrando na Universidade Federal da Bahia – UFBA em 2017.
21 de outubro de 2013
20 de o outubro: dia do Arquivista
Ontem comemoramos o dia do Arquivista! 20 de Outubro! Dia mais que especial para esses profissionais que lidam com a informação. Há cerca de 37 anos, os cursos de Arquivologia começaram a surgir nas Universidades Brasileiras. Cursos que funcionam como “embriões” de uma profissão que possui uma responsabilidade social gigantesca: a da garantia do acesso à informação e da preservação e que deve ocupar um espaço de honra no nosso país.
Em nosso contexto cotidiano, desde a década de 1970, a Arquivologia tem passado por diversas transformações, mas, nos últimos anos, sentimos um avanço (devido às legislações brasileiras) em sua valorização/visibilidade que implica diretamente em nossa atuação. Nesses 40 anos avançamos, claro. Não apenas numericamente, com dezessete cursos superiores em Arquivologia, mas com uma lei que regulamenta nacionalmente a profissão de Arquivista (lei 6.546/78), com a Criação de um Conselho Nacional de Arquivos, com a criação e participação de Associações e de um Sindicato Nacional, que possuem papel essencial na luta por melhoria, reconhecimento e ampliação da área. Avanços também no papel científico da área, como exemplo a Reunião de Pesquisa e Ensino em Arquivologia, que teve sua recente realização aqui em Salvador na Bahia (16 a 18 de Outubro).
27 de setembro de 2013
Milton Santos é homenageado em conquista histórica: Comissão da Memoria e Verdade da UFBA!
- Em 09 de abril de 1964 o Conselho Universitário da UFBA posicionou-se ferozmente a favor e em defesa irrestrita do golpe militar.”Congratula-se com a vitória da democracia contra o comunismo e saúda as gloriosas forças armadas por defenderem os interesses da nação”.
- Se por um lado, a Universidade colaborou institucionalmente com o golpe de 1964, por outro , esta mesma instituição foi um dos maiores palcos de resistência, ao regime de exceção. A UFBa enquanto instituição burocrática apoiou, mas muitos resistiram e deram suas vidas em defesa da democracia.
- Mais de vinte anos depois, a sessão ordinária do Conselho Universitário aprovou a Comissão da Memória e Verdade da UFBA. Tardiamente lançada, a comissão, que ainda não tem sua composição definida, deve ser compreendida como uma vitória daquel@s que lutam em defesa da democracia na universidade.
- De nome Comissão da Memoria e Verdade Milton Santos UFBA, em homenagem ao intelectual e ativista baiano,a comissão terá a árdua tarefa de revelar-nos a verdade de nossa historia, e contribuir para que possamos varrer os resquícios da ditadura militar nessa universidade. Resgatar nossa história, ainda que doa.
1 de setembro de 2013
Comissão da Verdade da UFBA: “antes tarde do que nunca”.
Com mais de um ano após a criação da Comissão Nacional da Verdade, a Universidade Federal da Bahia, berço de resistência à Ditadura Militar em nosso estado, se articula na perspectiva da criação de sua própria comissão da verdade.
É bem verdade que isso representa o reflexo do que vem ocorrendo em todo o país. Desde a criação da Comissão Nacional da Verdade, em 16 de maio do ano passado, muito por pressão da Sociedade Civil e de organizações ligadas aos Direitos Humanos, Universidades, Sindicatos, Assembléias Legislativas e Entidades Estudantis vêm criando as suas comissões da verdade, mostrando, dessa forma, a importância desses colegiados na constituição de nossa Memória Nacional.
A história de nosso país é repleta de intervenções militares. De 1964 a 1985, por exemplo, o Brasil viveu um dos períodos mais conturbados em sua história: o Regime Militar. Foram longos 21 anos onde a democracia, que desde a Constituição de 1946 já oferecia plena liberdade individual aos cidadãos, fora cerceada. E na Universidade Federal da Bahia isso não foge a regra. Enquanto reduto de resistência e espaço de intensa agitação política, sobretudo à época do Regime Militar, a comunidade UFBA sofreu em demasia durante esse período de extremo autoritarismo e constante violação dos Direitos Humanos.
Vale lembrar que esta Instituição posicionou-se vorazmente á favor do regime militar. O Conselho Universitário do dia 09 de abril de 1964 não somente regojizou em defesa da intervenção das forças armadas “em prol dos interesses nacionais contra o comunismo", como também reafirmou o jubilamento de uma série de estudantes, invasão da Residência Universitária 3 e punição ás lideranças estudantis de centros acadêmicos, dce e ueb. Esta sessão do CONSUNI, inclusive, reafirma a exoneração de um funcionário, Isidoro Batista, por ser "negro, funcionário, analfabeto e agitador", e é assinada também por Alceu Hiltner, que hoje é o nome do PAF2.
18 de agosto de 2013
Nota de esclarecimento do Movimento Estudantil Unificado – UFOB
Em reunião realizada no dia 15 de agosto de 2013, iniciada ás 18 horas no Pe. Vieira, com os representantes dos cursos, com objetivo de trazer as respostas das assembleias dos cursos, no que diz respeito, a unificação do movimento e paralisação das atividades do Padre Vieira. Estiveram presentes os representantes dos cursos: Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental, Biologia, Geologia, Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, História, Física, Administração, Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades. Por quatro votos a favor, dois votos contra e três abstenções, os cursos decidiram por paralisar as atividades nos campi da Universidade Federal do Oeste da Bahia e unificar o movimento.
Dessa forma foi criada uma pauta única com as demandas dos cursos que trouxeram suas pautas já discutidas, em assembleia com os estudantes. Os cursos que apresentaram as pautas são: Biologia, Física, Historia, Geologia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades. Sendo que os demais cursos devem entregar as pautas ao movimento unificado até o inicio das negociações, ou seja, em caráter de urgência.
Dessa forma foi criada uma pauta única com as demandas dos cursos que trouxeram suas pautas já discutidas, em assembleia com os estudantes. Os cursos que apresentaram as pautas são: Biologia, Física, Historia, Geologia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades. Sendo que os demais cursos devem entregar as pautas ao movimento unificado até o inicio das negociações, ou seja, em caráter de urgência.
8 de julho de 2013
Por que não compomos chapa para eleições do CARB
A Faculdade de Direito da UFBa passou por um processo de movimentação politica seja por parte dos docentes seja por parte dos discentes. Dois exemplos comprovar essa assertiva: O FDUBA Movimenta que levou os estudantes dessa faculdade a conhecer e frequentar importantes espaços de deliberação em nossa universidade como o CONSUNI rompendo, naquele momento, com isolamento da Faculdade de Direito em relação à universidade e entre os docentes foi a forte participação desses na greve geral ocorrida em 2012 e posterior construção e apoio a chapa APUB VIVA nas eleições da APUB SINDICATO.
Porém, essa movimentação discente não teve consistência nem produziu os efeitos esperados, hoje a Faculdade passa pelo mesmo estado de apatia politica vivido antes desse período de movimentação.
Tínhamos, nesse processo de eleição do CARB, a oportunidade de tornar a faculdade de Direito um centro premente de debate e formação politica colocando em discussão assuntos em foco no cenário atual como, Projeto de Educação, adesão da UFBa ao SISU , Direitos humanos/ Comissão da Verdade, Democratização da mídia, redução da maior idade penal , Assistência Estudantil, Segurança na Universidade, Fundações na universidade Passe livre, dentre tantos outros assuntos.
Pautamos pela construção de uma Frente Ampla que unificasse a esquerda na faculdade de Direito, construída com base em um programa politico, partindo da concepção de que a divisão da esquerda só fortalece a direita.
O CARB é uma entidade de BASE, e como tal possui ou deveria possuir algumas peculiaridades no processo de composição de chapa para sua eleição:
10 de junho de 2013
A queda do Rei
“Pois a crosta apresentada pela vida de mentiras é feita de um estranho material. Ao se selar hermeticamente a toda a sociedade, ela parece feita de pedra. Mas, no momento em que alguém atravessa algum ponto,
quando alguém exclama “O imperador está nu!”- quando se quebram as regras do jogo, assim expondo-o como um jogo -, tudo de repente aparece a uma outra luz e então a crosta inteira parece feita de pano esgarçado, desintegrando-se de maneira incontrolável” . Václav Havel, “O poder dos sem poderes”, 1978.
A Universidade Federal da Bahia encontra-se ainda no Medievo. A relação historicamente conflituosa entre o público e o privado, a essência patrimonialista e a indisposição política em tornar os órgãos colegiados e conselhos superiores- teórica e regimentalmente democráticos e representativos- efetivos centros dos quais emanam as deliberações, tornam eloquente a ideia de que a UFBA ainda não passara pela revolução burguesa no sentido clássico do termo.
quando alguém exclama “O imperador está nu!”- quando se quebram as regras do jogo, assim expondo-o como um jogo -, tudo de repente aparece a uma outra luz e então a crosta inteira parece feita de pano esgarçado, desintegrando-se de maneira incontrolável” . Václav Havel, “O poder dos sem poderes”, 1978.
A Universidade Federal da Bahia encontra-se ainda no Medievo. A relação historicamente conflituosa entre o público e o privado, a essência patrimonialista e a indisposição política em tornar os órgãos colegiados e conselhos superiores- teórica e regimentalmente democráticos e representativos- efetivos centros dos quais emanam as deliberações, tornam eloquente a ideia de que a UFBA ainda não passara pela revolução burguesa no sentido clássico do termo.
4 de junho de 2013
A Luta do ICS!
A crônica ausência de docentes -
sobretudo para os últimos semestres dos cursos de fisioterapia e fonoaudiologia
e a já conhecida ausência de espaço físico prejudicam de maneira contundente aqueles que de fato o
constroem: sua comunidade acadêmica.
As mobilizações do ICS são um exemplo a
ser seguido, pela justeza de suas reivindicações, organização e fervor político.
Nesse sentido, o Coletivo O Estopim! se coloca ao lado destes lutadores e
lutadoras que tanto sofrem e tanto lutam no cotidiano por uma universidade popular e socialmente referenciada.
28 de maio de 2013
DAENF agora é Frederico Perez
Da coordenação
O dia 28 de Maio esta marcado na história do movimento estudantil baiano. Umas das principais entidades estudantis da UFBA aprovou em assembléia realizada na ultima segunda-feira a alteração do seu nome em homenagem ao camarada Frederico Perez.
O diretório acadêmico de enfermagem foi a entidade que revelou o camarada Fred para o movimento estudantil geral. Militando nesta entidade, Fred articulou diversas pautas ligadas a área de saúde e ao debate de assistência estudantil. Àqueles que não sabem, foi o referido camarada em conjunto com o DAENF que formulou e popularizou a campanha – que hoje é consenso em todos os grupos do M.E. – dos 15% do orçamento da UFBA para assistência estudantil.
Além disso, Fred foi diretor do DCE na gestão “Primavera nos dentes” (2010\11) que conquistou importantes vitórias para o movimento de casas estudantis. A residência estudantil modelo situada na avenida Garibaldi, em Salvador, também leva o seu nome, reflexo do reconhecimento de todos os setores da Universidade a sua luta.
22 de maio de 2013
Diga sim ao casamento igualitário já!
17 de abril de 2013
O emblemático ano de 2012 e os desafios de 2013 na UFBA
Sobre a Universidade Federal da Bahia
Faz-se fundamental situar historicamente a Universidade Federal da Bahia, para que assim sejam feitos os devidos balanços e perspectivas políticas. Compreender seu arranjo institucional, seus sujeitos políticos e sua comunidade viva – entendida como força motriz, agente sui generis da vida universitária- é da maior importância no sentido da organização das lutas e concretização das pautas de seus agentes, tendo como eixo central a construção de uma Universidade pública, gratuita, de qualidade e que sirva á quem de fato a constrói e financia.
A Universidade Federal da Bahia ao longo de toda a sua história não apenas constitui-se, como também posiciona-se ao lado e em favor da classe dominante, assim voltando toda a sua produção e existência á burguesia. Exemplo disso foi a aprovação da moção de apoio ao golpe civil-militar pelo Conselho Universitário em abril de 1964, assim como o famigerado sistema de cotas aos filhos de latifundiários que tanto perdurou no seio desta instituição.
A UFBa, alicerçada sob a lógica de unidades descentralizadas –sendo as mais antigas a Faculdade e Medicina e Escola de Belas Artes- e com alto grau de independência, arca com os malogros de uma estrutura medieval que historicamente deu eloqüência ás contradições da relação público x privado. O patrimonialismo é característica intrínseca á essa instituição.
A dificuldade homérica de dar poder aos espaços mais amplos e representativos de decisão na Universidade revela-nos a inexistência histórica de uma revolução burguesa no sentido clássico do termo nesta instituição. Vide deliberação sobre o CTIFRA no Conselho Universitário da UFBa no fim de 2012.Pode-se comparar ,dessa maneira, o Conselho Universitário, regente maior das deliberações universitárias ao parlamento ,órgão máximo de deliberação e formulação política no âmbito da democracia burguesa.
Faz-se fundamental situar historicamente a Universidade Federal da Bahia, para que assim sejam feitos os devidos balanços e perspectivas políticas. Compreender seu arranjo institucional, seus sujeitos políticos e sua comunidade viva – entendida como força motriz, agente sui generis da vida universitária- é da maior importância no sentido da organização das lutas e concretização das pautas de seus agentes, tendo como eixo central a construção de uma Universidade pública, gratuita, de qualidade e que sirva á quem de fato a constrói e financia.
A Universidade Federal da Bahia ao longo de toda a sua história não apenas constitui-se, como também posiciona-se ao lado e em favor da classe dominante, assim voltando toda a sua produção e existência á burguesia. Exemplo disso foi a aprovação da moção de apoio ao golpe civil-militar pelo Conselho Universitário em abril de 1964, assim como o famigerado sistema de cotas aos filhos de latifundiários que tanto perdurou no seio desta instituição.
A UFBa, alicerçada sob a lógica de unidades descentralizadas –sendo as mais antigas a Faculdade e Medicina e Escola de Belas Artes- e com alto grau de independência, arca com os malogros de uma estrutura medieval que historicamente deu eloqüência ás contradições da relação público x privado. O patrimonialismo é característica intrínseca á essa instituição.
A dificuldade homérica de dar poder aos espaços mais amplos e representativos de decisão na Universidade revela-nos a inexistência histórica de uma revolução burguesa no sentido clássico do termo nesta instituição. Vide deliberação sobre o CTIFRA no Conselho Universitário da UFBa no fim de 2012.Pode-se comparar ,dessa maneira, o Conselho Universitário, regente maior das deliberações universitárias ao parlamento ,órgão máximo de deliberação e formulação política no âmbito da democracia burguesa.
16 de abril de 2013
Nota sobre a direção do ICI
O Coletivo O Estopim! se soma aos protestos do corpo estudantil e docente do Instituto de Ciência da Informação exigindo a renúncia imediata do atual diretor do Instituto de Ciência da Informação, o Prof. Dr. Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva, por entender que o assédio moral e a falta de cordialidade nas relações interpessoais que vem ocorrendo com sua comunidade ao longo dos últimos dois anos inviabiliza o andamento de parte significativa das atividades desta Unidade.
Compreendemos que a postura do citado diretor não condiz com a realidade de um espaço de formação acadêmica. A Universidade, enquanto espaço plural e de livre trânsito de ideias, deve propiciar a todos e todas um acúmulo amplo do conhecimento, respeitando, sobretudo, as divergências que são comuns em uma sociedade tão diversa como a nossa. Porém, infelizmente, não é isso que vem ocorrendo na gestão do afamado diretor.
14 de setembro de 2012
Balanços e perspectivas da greve estudantil 2012
A greve de 2012 faz cair por terra à concepção pós-moderna de ideias e ações reinantes no seio da Universidade Federal da Bahia. A luta de classes se aprofunda e essa instituição experimenta o mais legitimo e eficaz mecanismo de combate da classe trabalhadora revelando importantes aspectos. Se por um lado, professores e técnicos administrativos declararam guerra á exploração de sua força de trabalho – assim reafirmando o valor da mesma, por outro, o corpo discente, ao travar luta pela assistência estudantil, evidencia a essência elitista da universidade: a UFBA serve, ainda, á burguesia.
Nesse sentido, o movimento paredista não se limita apenas á conquistas concretas. Na construção da batalha por pautas que escancaram a magnitude da exploração existente. A classe trabalhadora, de forma dialética, percebe-se como tal, e assim posiciona-se na trincheira da luta de classes. O salto qualitativo proporcionado por esse processo de mobilizações coloca o movimento docente em outro patamar, superando o anestesiamento vivido nos últimos anos. Com isso, a greve apresenta-se como fomentadora, também, dos centros organizativos do proletariado. Só há greve porque há luta de classes.
A greve de 2012, árdua batalha construída pelo movimento estudantil, trouxe-nos conquistas objetivas e organizativas. A ausência de uma sólida e eficaz política de assistência estudantil e de diálogo construtivo com a Administração Central exalta o caráter essencialmente conservador da nossa instituição. A greve conseguiu, sobretudo, durante a ocupação da FAPEX, não apenas pressionar a reitoria ao debate encaminhativo das pautas, mas também deu celeridade á concretização das mesmas, tais como o edital do BUSUFBA, os pontos de distribuição do Canela, São Lazaro e Politécnica, reativação dos grupos de trabalho, continuando um ciclo de mobilizações iniciadas desde o ano passado.
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