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3 de maio de 2014

Que venham mais seis e outros tantos anos!



*** 6 anos de O ESTOPIM***


Tínhamos um sonho remoto, interpretado por muitos como um passo a mais do que a nossa perna chegaria, uma utopia... Há seis anos tínhamos um sonho remoto. Ousamos. A vontade de mudar o mundo, ou se isso for muita pretensão, a vontade de mudar a realidade a nossa volta, nos deu força, garra e coragem!

O termo escolhido por um grupo de estudantes da UFBA - há seis anos - para denominar nosso coletivo significa o grande estouro. O Estopim! é a chama inicial das grandes transformações que pretendemos ajudar a construir. Traçamos um paralelo também ao jornal ISKRA (Á CENTELHA) elaborado pelos revolucionários russos no exílio antes da grande revolução de 1917.

O Coletivo O Estopim completa hoje, e não é por acaso ser na data simbólica do 1º de maio, seis anos de muitas lutas. Já passaram por aqui tantas e tantos lutadoras/es pela veia do movimento estudantil que não da para parabenizar nominalmente a todas e todos

20 de novembro de 2013

20 de novembro: dia de incendiar corações e mentes por um Brasil sem racismo.

O 20 de novembro não é e nem poderia ser considerado qualquer dia. Há precisamente 318 anos, nessa mesma data, morria Zumbi. Zumbi dos Palmares, foi o grande líder do maior reduto de resistência de negros e negras à época do Brasil Colônia: o Quilombo dos Palmares. E foi só a partir de 2011 que o 20 de novembro se tornou o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. É o momento de celebrarmos e reavivarmos os personagens que doaram suas vidas na luta contra a escravidão no Brasil, bem como os que exigem hoje uma plena reparação social e histórica por parte do Estado brasileiro a essa população.

Contudo, o racismo ainda está impregnado na nossa vida cotidiana. Pior, ainda hoje ele é coisificado e banalizado por muitos.
Nossa formação ainda é pensada sob uma concepção eurocêntrica, onde pouco ou quase nada das culturas de raízes africanas é ensinado nas escolas. O racismo institucionalizado, enquanto conseqüência do conservadorismo que infelizmente reina por aqui, ainda impede que a população negra ocupe espaços de destaque em nosso país.

Nos morros e favelas, a polícia mata cotidianamente nosso povo. São jovens, homens e mulheres que são mortos pela cor de sua pele. São milhares de Amarildo’s que somem a cada hora no Brasil levados para averiguação, ou alvos dos “autos de resistência”. Os órgãos públicos que se omitem nos casos de racismo são co-responsáveis por essa conduta.

A intolerância religiosa mata mentes, almas e corpos.

As mulheres negras recebem menos do que os homens negros quando exercem a mesma função, e os homens negros recebem menos que as mulheres e homens não negros na mesma função.

Assim, o “20 de novembro” deve ser um momento para se refletir sobre o que a população negra representa para o Brasil. É momento de se considerar o papel do negro e combater a essência predominantemente racista no nosso país. Desta forma, nos somamos na luta pela aprovação do Projeto de Lei (PL) - 6787/13, protocolado hoje pelo Deputado Federal Renato Simões, que institui o dia 20 de novembro como feriado nacional.

29 de setembro de 2013

Moção de repúdio as declarações do vereador Délcio Mascarenhas


O Coletivo O Estopim! vem através desta moção repudiar veementemente as declarações racistas do vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores do município de Santo Antônio de Jesus, Délcio Mascarenhas (PP), contra o seu colega de parlamento, Cristiano Sena (PT), ocorrida durante sessão da última terça-feira (24), onde o edil se referiu ao petista taxando-o de " preto, descarado e vagabundo".

Reafirmamos o nosso posicionamento contrario a toda e qualquer forma de racismo. Acreditamos que declarações como esse, ainda mais vindas de um representante eleito democraticamente pelo povo, só reproduz um discurso vazio e intolerante que deve ser repudiado por tod@s. Infelizmente fatos como esse só confirmam que apesar dos avanços que a população negra obteve nos últimos anos a discriminação racial ainda precisa ser fortemente combatida em nosso país.

29 de agosto de 2013

Associação de Casas de Estudantes da Bahia realiza Seminário na Residência de Morro do Chapéu

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A Associação de Casas de Estudantes da Bahia (ACEB) acaba de completar quatro anos de refundação e em comemoração ao 4º aniversário de sua reestruturação foi realizado na tarde do último sábado (24.08), o Seminário “Balanços e Perspectivas”. O evento aconteceu na Residência Estudantil de Morro do Chapéu em Salvador (Remoc), e trouxe dois temas bastante emblemáticos: Trajetória do Movimento de Casa de Estudantes e Política Pública de Juventude.

 O orador do encontro Adílio Domingues, que é membro da ACEB e morador da Residência 5 da UFBA, deu as boas vindas aos presentes e convidou os membros a compor a mesa. Para debater Movimento de Casa de Estudantes foram convidados Antônio Claudio da Silva Pires, ex-morador da residência Estudantil de Ipirá, membro da comissão de fundação da ACEB, mestrando na Universidade Federal da Bahia; Wanderson Pimenta, ex-morador da residência Estudantil de Guanambi e Residência Universitária I UFBA, Estudante de Direito, articulador da refundação da ACEB; e o anfitriã Josemário de Carvalho Oliveira, morador da Residência Estudantil de Morro de Chapéu, estudante de Jornalismo e membro da comissão de refundação da ACEB.
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 Debatendo Política Pública de Juventude fizeram presente à mesa Rondinei Novaes, morador da Residência Estudantil de Mucugê, estudante de Direito, atual membro da ACEB; Patrício Souza representante do Conselho Estadual de Juventude; e o deputado estadual Yulo Oiticica, 1º vice-presidente da Assembléia Legislativa e Presidente da Frente de Juventude e Assistência Social.

18 de agosto de 2013

Nota de esclarecimento do Movimento Estudantil Unificado – UFOB

Em reunião realizada no dia 15 de agosto de 2013, iniciada ás 18 horas no Pe. Vieira, com os representantes dos cursos, com objetivo de trazer as respostas das assembleias dos cursos, no que diz respeito, a unificação do movimento e paralisação das atividades do Padre Vieira. Estiveram presentes os representantes dos cursos: Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental, Biologia, Geologia, Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, História, Física, Administração, Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades. Por quatro votos a favor, dois votos contra e três abstenções, os cursos decidiram por paralisar as atividades nos campi da Universidade Federal do Oeste da Bahia e unificar o movimento.

Dessa forma foi criada uma pauta única com as demandas dos cursos que trouxeram suas pautas já discutidas, em assembleia com os estudantes. Os cursos que apresentaram as pautas são: Biologia, Física, Historia, Geologia, Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Ambiental e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades. Sendo que os demais cursos devem entregar as pautas ao movimento unificado até o inicio das negociações, ou seja, em caráter de urgência.

18 de maio de 2013

Por que nunca precisamos de cotas no futebol?

Por Felipe Carrilho, colunista do Escrevinhador

“Nós não temos um problema racial. No Brasil, os negros conhecem o seu lugar”, diz um sinistro ditado, que poderia servir de epígrafe para análises de intelectuais conservadores ou mesmo para ilustrar muitos comentários que se lê por aí nas redes sociais em tempos de implementação de políticas reparatórias por parte do governo federal.

Muitas são as janelas que permitem sondar a dinâmica social de um país. Esta coluna procura fazer isso por meio da história do futebol brasileiro. No mês da Consciência Negra, cabe indagar em que medida o processo de integração dos descendentes de africanos no esporte que se tornou uma verdadeira “instituição nacional” pode revelar o destino social que a população negra do Brasil teve no período pós-abolição do sistema escravocrata.

No final do sáculo 19, a intelectualidade do País estava empenhada em discutir a questão da nacionalidade brasileira que tinha na presença do negro, no seu entender, um problema crônico. Optou-se, então, por uma política de branqueamento, na qual o incentivo à imigração europeia para abastecer as lavouras de café e a produção da indústria era fundamental. Para Oliveira Viana, o apologista mais notório da arianização da nossa sociedade, o mestiço representava um atraso inevitável para o Brasil que só poderia ser amenizado com a diluição gradual e progressiva do elemento negro.

2 de maio de 2013

Quem é você?



*George Luiz Santos de Sousa

Parece tão fácil essa pergunta. Seria insipiente respondê-la sem uma análise um pouco menos pessoal. Rapidamente a pergunta se tornaria um pouco mais dura e complexa: Quem é você na sociedade? Tendo plena noção da crítica que minha afirmação pode gerar, atesto que somos apenas o que representamos. Somos a troca de sensações. E ai reside a problemática dessa representação. 

Podemos sentir uma música, ler um quadro, e isso se dá por um meio decodificador. A comunicação distingue o homem dos outros animais. E ela pode ser entendida como um processo da troca de experiências para que se torne patrimônio comum. Ela modifica a disposição mental das partes envolvidas e inclui todos os procedimentos por meio dos quais uma mente pode afetar outra. Isso envolve não somente as linguagens oral e escrita, como também a música, as artes plásticas e cênicas, ou seja, todo comportamento humano. Neste contexto, atenho-me a identidade de gênero e sua representatividade social.

15 de fevereiro de 2013

Por que defendemos a reativação imediata do Conselho Social de Vida Universitária (CSVU)

O Conselho Social de Vida Universitária, ou simplesmente CSVU, é um dos conselhos consultivos da Universidade Federal da Bahia. Em sua composição temos membros da administração central da universidade, componentes de Pró-reitorias, bem como representantes dos servidores técnico-administrativos, docentes e dos estudantes. É presidido pelo Pró-reitor de Assistência Estudantil.

Dentre as suas competências, conforme prevê o Regimento Geral da Universidade, estão: “I – propor à Reitoria e demais órgãos da Universidade Federal da Bahia ações no âmbito da vida universitária que fortaleçam a integração entre docentes, discentes e servidores técnico-administrativos; II – supervisionar a execução das políticas de ações afirmativas e de assistência estudantil aprovadas pelo Conselho Universitário; III – assessorar, quando solicitado, os Conselhos Superiores da Universidade Federal da Bahia, a reitoria, as Unidades Universitárias e outras instâncias acadêmicas no encaminhamento de questões pertinentes ao desempenho acadêmico; IV – julgar, em grau de recurso, a aplicação das penas disciplinares aos alunos assistidos pelos serviços componentes da Assistência Estudantil, conforme previsto nos Regulamentos específicos”.

Desde a entrada em vigor do novo Estatuto e Regimento Geral da UFBA, em julho de 2010, não tivemos uma única reunião do CSVU. Frisa-se, ademais, que algumas das suas competências foram alteradas com a edição do novo regimento, como por exemplo, a competência para elaborar, modificar e alterar o Regimento Interno das Residências Universitárias, que não consta do novo rol. Todavia, pendendo para o ponto de vista de que aquela relação de competências previstas no art. 52 são exemplificativas e não taxativas, em reunião ordinária do Conselho Universitário, em junho de 2012, foi aprovada a sua ampliação para comportar a faculdade de aprovar o novo regimento elaborado pelos residentes, que se encontra em fase de conclusão.

14 de setembro de 2012

Balanços e perspectivas da greve estudantil 2012

A greve de 2012 faz cair por terra à concepção pós-moderna de ideias e ações reinantes no seio da Universidade Federal da Bahia. A luta de classes se aprofunda e essa instituição experimenta o mais legitimo e eficaz mecanismo de combate da classe trabalhadora revelando importantes aspectos. Se por um lado, professores e técnicos administrativos declararam guerra á exploração de sua força de trabalho – assim reafirmando o valor da mesma, por outro, o corpo discente, ao travar luta pela assistência estudantil, evidencia a essência elitista da universidade: a UFBA serve, ainda, á burguesia. 

Nesse sentido, o movimento paredista não se limita apenas á conquistas concretas. Na construção da batalha por pautas que escancaram a magnitude da exploração existente. A classe trabalhadora, de forma dialética, percebe-se como tal, e assim posiciona-se na trincheira da luta de classes. O salto qualitativo proporcionado por esse processo de mobilizações coloca o movimento docente em outro patamar, superando o anestesiamento vivido nos últimos anos. Com isso, a greve apresenta-se como fomentadora, também, dos centros organizativos do proletariado. Só há greve porque há luta de classes. 

A greve de 2012, árdua batalha construída pelo movimento estudantil, trouxe-nos conquistas objetivas e organizativas. A ausência de uma sólida e eficaz política de assistência estudantil e de diálogo construtivo com a Administração Central exalta o caráter essencialmente conservador da nossa instituição. A greve conseguiu, sobretudo, durante a ocupação da FAPEX, não apenas pressionar a reitoria ao debate encaminhativo das pautas, mas também deu celeridade á concretização das mesmas, tais como o edital do BUSUFBA, os pontos de distribuição do Canela, São Lazaro e Politécnica, reativação dos grupos de trabalho, continuando um ciclo de mobilizações iniciadas desde o ano passado. 

29 de agosto de 2012

Dia da Visibilidade Lésbica!


Em homenagem ao dia da visibilidade lésbica citamos a revolucionária Alexandra Kollontai em O Comunismo e a Família:

"O Estado dos Trabalhadores tem necessidade de uma nova forma de relação entre os sexos. O carinho estreito e exclusivista da mãe por seus filhos tem que ampliar-se até dar conta de todos os filhos da grande família proletária.

Ao invés do matrimônio indissolúvel, baseado na servidão da mulher, veremos nascer a união livre fortalecida pelo amor e o respeito mútuo de dos membros do Estado Operário, iguais em seus direitos e em suas obrigações."

Pela liberdade sexual e igualdade entre os sexos.

17 de agosto de 2012

ASSISTENCIA ESTUDANTIL: CONQUISTAS E DESAFIOS

A greve estudantil deflagrada no último dia seis de junho na UFBA trouxe como pauta muitas reivindicações apresentada em função da Assistência Estudantil. Isso se justifica em primeiro momento pela abrangência da matéria, visto que compreende desde o aspecto que versa sobre acesso, saúde, meio ambiente e instrumento pedagógico necessário à formação profissional e social dos estudantes, perpassando ainda pela permanência na universidade tida como provimento dos recursos mínimos para a sobrevivência estudantil tais como moradia, alimentação, transporte e recursos financeiros.

Esse aspecto ainda é fortalecido pela carência da implantação de uma politica, por parte da Administração central, que priorize a Assistência Estudantil o que é facilmente identificado pelo descompasso entre o número de oferta e a procura nos programas de assistência aos estudantes da UFBA.

A assistência estudantil como politica da universidade deve prover os recursos necessários para transposição dos obstáculos e superação dos impedimentos ao bom desempenho acadêmico, permitindo que o estudante desenvolva-se perfeitamente bem durante a graduação e obtenha um bom desempenho curricular, minimizando, dessa forma, o percentual de abandono e de trancamento de matricula. Assim sendo, ela transita em todas as áreas dos direitos humanos.

25 de julho de 2012

Após 49 dias de greve, estudantes da UFBA ocupam a FAPEX

Convocados para debate sobre Assistência Estudantil seguido de Marmitaço na escola de Arquitetura estudantes de diversos cursos, organizados pelo Comando de Greve da UFBA, seguiram para a FAPEX em ato de radicalização como forma de dar celeridade as negociações das pautas da greve.

O ato ocorreu por volta das 15h e, de forma pacifica, construiu o dialogo com os trabalhadores sobre o porquê da ocupação, bem como fez o convite para estes participarem das agendas que ocorrerá dentro da fundação durante o período.

A auto-organização estudantil vem sendo construída dia após dia por estes que ainda ousam lutar por um novo projeto de universidade. A preservação do patrimônio é de extrema importância e preocupação destes estudantes que se encontram no local, desta forma prepararam comissões como a de Limpeza, Segurança, Mobilização e Formação Política.

27 de junho de 2012

Nota do DCE-UFBA sobre votação do PNE


Em meio ao estouro de tantas mobilizações em diferentes categorias no último período, a greve da educação se define no Brasil como um fenômeno resultante da situação social colocada pelas necessidades históricas da área. A educação brasileira após constantes ciclos de sucateamento consegue iniciar uma reversão do quadro na ultima década, com maiores investimentos e programas de apoio, porém ainda não somam sequer 5% do orçamento da união na área, permanecendo o gargalo educacional.
Hoje, 26 de junho de 2012, completam-se 77 dias de greve dos professores da rede publica do estado da Bahia, três universidades federais no estado (as únicas existentes) estão em greve de professores, e na UFBA a greve já é geral. Não para por ai, estas três universidades somam-se a mais de 50 em todo o país que deflagraram greve por mais estrutura, assistência estudantil e um Projeto Educacional socialmente referenciado, alem de plano de carreira e melhor condição de trabalho e salário para os servidores.

É também nesta data que se inicia a votação do Plano Nacional de Educação, o tão falado PNE, que traça as metas educacionais para o país na próxima década e vai definir o esforço que o Brasil pretende realizar para ‘priorizar’ a educação e o quanto de tempo pretende gastar para chegar aos níveis educacionais de um país com um patamar de 6ª maior economia mundial. 

25 de junho de 2012

Companheiro Wanderson Pimenta assume a coordenação geral do DCE-UFBa


A partir de hoje (25) a coordenação geral do DCE-UFBa terá o companheiro Wanderson Pimenta como membro da pasta. Wanderson é estudante de direito e militante do movimento estudantil desde 2007 e esta participando ativamente das mobilizações estudantis na nossa Universidade. A coordenação geral da entidade foi revezada com a companheira Yasmin Ferraz que cumpriu os primeiros seis meses da gestão Ciranda de Lutas.

Repleto de desafios, o movimento estudantil da UFBa deve ser protagonista da luta por uma educação popular e socialmente referenciada disputando os seus rumos na sociedade baiana e brasileira. Os problemas de infra-estrutura e insuficiência nos programas de assistência estudantil devem dar o tom das mobilizações no próximo período, caracterizando a nova composição social que a universidade começa a experimentar.

Superar a falsa polêmica entre expansão e sucateamento é também um tema central para o Diretório Central dos Estudantes que deve promover debates e intervenções que qualifiquem a temática. Além disso, é fundamental para os rumos da UFBa a reorganização da esquerda universitária que perpassa pela organização dos docentes.

28 de maio de 2012

"ATÉ QUANDO ESPERAR?" RESUMÃO DA TESE DO COLETIVO O ESTOPIM!



“Mas isso não é desculpa pela má distribuição...” 
Até Quando Esperar - Plebe Rude


APRESENTAÇÃO

Damos as nossas boas vindas ao VII CONGRESSO DOS ESTUDANTES DA UFBA. Assim, saudamos as/os estudantes da UFBA mencionando Frederico Perez, companheiro de luta que nos deixou recentemente e que foi um dos mentores desta tese, com atuação destacada no último Congresso dos Estudantes da UFBA em 2009, pautando a temática da Assistência Estudantil.

E neste sentido, apresentamos a nossa contribuição ao VII Congresso, intitulada “Até quando esperar?”, uma alusão á eterna espera pelas nossas reivindicações e necessidades. Alusão também á paciência, que certamente não será eterna com aqueles que gerem as instituições, que fazem da Universidade um espaço extremamente excludente.

Esta tese é destinada àqueles e àquelas que enfrentam a falta de uma política de assistência estudantil efetiva, as adversidades de gênero, a violência na sua amplitude, enfim, todas as dificuldades que compõem a vida da juventude brasileira.

18 de maio de 2012

Manifesto ao 7º Congresso de Estudantes da UFBA


JOVENS E TRABALHADORES LUTAM PELOS SEUS DIREITOS, SOBERANIA E CONTRA AS GUERRAS!


No mundo, jovens e trabalhadores lutam pelos seus direitos, contra as guerras e exploração e pela soberania nacional. Nos países da Europa (Grécia, Espanha, Itália, Portugal, Reino Unido, etc.) os planos de austeridade, medidas econômicas para salvar o capital de sua crise, retira direitos, além de corte de salários, demissões e ataque às organizações da juventude.

No Haiti, mantém-se por oito anos a ocupação da ONU, liderada pelo Brasil, que reprime os trabalhadores e a juventude que lutam por melhores condições de vida, por um país livre e soberano, soberania que o governo brasileiro deve respeitar retirando os seus soldados e enviando uma verdadeira ajuda como professores, médicos e engenheiros! Essa ocupação só serve aos interesses das multinacionais e do imperialismo.

ASSIM, É NECESSARIO QUE DILMA ADOTE OUTRA POLITICA!

25 de abril de 2012

O que é ação afirmativa? o que é raça?



O que é ação afirmativa?

Um conjunto de ações privadas e/ou políticas públicas que tem como objetivo reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades. Um exemplo é a política de criação de delegacias policiais especializadas no atendimento a mulheres. A falta de treinamento específico e da compreensão dos tipos de crimes que mais vitimam as mulheres influi na capacidade de oferecer um atendimento adequado às vítimas e na devida punição dos criminosos.

Afinal, o que é raça?

Há alguns anos, descobriu-se que a diferença genética entre os mais diferentes grupos étnicos do mundo é muito pequena, o que derruba o mito da existência de diferentes raças humanas. No entanto, existe um sentido social para o termo “raça”, pois os traços físicos (cor da pele, textura do cabelo etc.) ainda influenciam na percepção historicamente construída, muitas vezes com valores negativos para a população negra, podendo assim orientar ações sobre esses indivíduos. Quando as pessoas que defendem as cotas raciais falam de “raça”, estão dando um sentido político e social ao termo. Ou seja, referem-se às pessoas que, por considerarem importante para suas identidades a presença de componentes de matriz africana, se autodeclaram ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como “pretas” ou “pardas”. Numa leitura política, essas duas categorias de cores (preta e parda) são entendidas como o segmento “negro” da população, pois as pesquisas mostram que as trajetórias de vida das pessoas pretas e pardas são
muito mais próximas entre si do que se comparadas com as trajetórias das pessoas brancas.

A desigualdade e a discriminação raciais precisam ser corrigidas também com políticas públicas, e não
só com a idéia de que somos um “paraíso racial”. Por isso, a política de cotas tem adotado o critério da
autoclassificação em um contexto de construção da identidade negra.

O STF julgará hoje a constitucionalidade das cotas para afrodescendentes e índios nas universidades públicas brasileiras



O Supremo Tribunal Federal julgará hoje a ADPF – Ação Descumprimento de Preceitos Fundamentais 186, impetrada pelo DEM, Partido dos Democratas, contra a UNB – Universidade de Brasília e outra por um estudante branco do Rio Grande do Sul, que se sentiu prejudicado pela reserva de uma parte das vagas numa universidade a negros e pardos.

É julgamento pela constitucionalidade das Cotas Raciais que tem como objetivo promover acesso de Negros e Índios às Universidades.
É momento de LUTA por igualdade, dignidade, respeito e reparação!!!


Para ajudar a conhecer o debate O Estopim disponibiliza informações do IBASE sobre as cotas
Com dados do http://ibase.br/userimages/cart_ibase_cotas_completo.pdf


Universidades públicas com políticas de ações afirmativas
Das 79 universidades listadas a seguir, 54 possuem cotas raciais (marcadas com *). As demais aplicam 
um outro tipo de reserva de vaga, como as destinadas para alunos(as) oriundos(as) de escolas públicas.
Veja a lista: