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29 de agosto de 2012

Dia da Visibilidade Lésbica!


Em homenagem ao dia da visibilidade lésbica citamos a revolucionária Alexandra Kollontai em O Comunismo e a Família:

"O Estado dos Trabalhadores tem necessidade de uma nova forma de relação entre os sexos. O carinho estreito e exclusivista da mãe por seus filhos tem que ampliar-se até dar conta de todos os filhos da grande família proletária.

Ao invés do matrimônio indissolúvel, baseado na servidão da mulher, veremos nascer a união livre fortalecida pelo amor e o respeito mútuo de dos membros do Estado Operário, iguais em seus direitos e em suas obrigações."

Pela liberdade sexual e igualdade entre os sexos.

23 de agosto de 2012

Sobre Trotsky, Assange e Pussy Riot: Um planeta sem passaporte              

Retirado do blog de Rubra Pauta

Júlio Miragaia

Planeta sem passaporte. Este é o nome do manifesto assinado por intelectuais e artistas em solidariedade a um “indesejado” Leon Trotsky em 1934. Na ocasião, Trotsky buscava asilo político da ditadura stalinista que deformou a experiência de por o proletariado no poder em 1917 na Rússia. Nenhum governo do mundo queria ter em seu território um dos principais dirigentes (junto com Lênin) da revolução russa.

O nome do manifesto também cairia como uma luva para a situação nos dias de hoje do fundador do Wik Leaks, Julian Assange. Atualmente, Assange representa uma pedra no caminho dos governos em todo o mundo e principalmente ao governo norte-americano, depois de vazar em seu site diversos segredos de estado. A última tentativa de Assange foi o asilo político no Equador, porém, mesmo com a permissão do governo de Rafael Correa para que receba asilo, o governo britânico está impedindo sua saída da embaixada equatoriana em Londres.

Pussy Riot. Uma jovem banda punk russa tem suas três integrantes com prisões decretadas por realizarem uma “oração punk” contra o presidente Putin numa catedral.

Planeta sem passaporte. São tempos em que a liberdade de questionamento é descaradamente censurada.

6 de abril de 2012

SER MULHER: REFLEXÕES SOBRE UMA CULTURA DE EMBATES E RESISTÊNCIAS

 


* Taísa Ferreira

As reflexões desenvolvidas no bojo da militância e da vivência universitária me suscitaram a escrever sobre os embates e resistências que permeiam a vivência das mulheres na sociedade, neste sentido me proponho a trazer algumas considerações sobre os enfrentamentos vividos a partir do entendimento de que pertencer a um ou outro sexo diferencia atitudes, crenças e códigos numa determinada sociedade.

11 de fevereiro de 2012

Democracia esvaziada na terra de Rousseau

*Marina Fernandes
**Gerson Costa

Há cerca de três anos deu-se inicio ao processo que faz-se hoje comprovado de hecatombe dos valores ocidentais,tradicionalmente regidos sob a os paradigmas da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. A França, país tipicamente reconhecido por sua intelectualidade e respeito aos mais fundamentais direitos de homens e mulheres, expôs suas vísceras a partir do processo de migração, sobretudo africana e árabe, à terra de Rousseau. Se por um lado, aos franceses fora interessante admiti-los para cumprirem cargos de baixa remuneração, por outro sua entrada só foi efetivada diante de uma democracia que apenas atende á ricos europeus : os imigrantes são vitimas diárias de humilhações cuja ordem é racista e eurocêntrica.