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28 de outubro de 2015

PEC 395 não! Nota do Coletivo O Estopim!

O Coletivo O Estopim!, construído por militantes que atuam em Universidades e Escolas na Bahia, vem externar o seu mais profundo repúdio a aprovação da PEC 395/14 que acaba com a gratuidade em cursos públicos de especialização, extensão e mestrado profissional. A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) deve ser votada em 2º turno na Câmara e depois seguir para o Senado.
Essa proposta constitui, na prática, a consolidação de um projeto em curso: a privatização da Universidade Pública. Em nossa avaliação, a PEC 395/14 coloca em xeque o tão propalado lema do Governo Federal "Pátria Educadora". Em nossa opinião, é um precedente que abre caminho para novas cobranças em outras áreas e visa intensificar a lógica de uma universidade privatista e de modelo gerencial visando lucros e formando supostos técnicos para o mercado sem uma preocupação real com o ensino, a pesquisa e extensão.

20 de agosto de 2013

Homenagem a Trotsky: 73 anos de sua morte

 

Ao completar 73 anos da morte de Trotsky divulgamos um texto do camarada Rob Sewell escrito no ano passado lembrando os 72 anos de sua morte. Abaixo também publicamos trechos do testamento deste grande revolucionário. 

O homem e suas ideias

O dia 20 de Agosto marcou o aniversário do assassinato de Leon Trotsky. Há 72 anos, ele foi covardemente golpeado na cabeça por uma picareta que levava nas mãos o assassino estalinista. Trotsky logo entrou em coma e morreu no dia seguinte, 21 de Agosto de 1940.
O ataque não foi surpresa. Desde que Trotsky chegou ao México a imprensa estalinista estava ocupada em caluniar o Velho preparando o terreno para um ataque assassino. Ao mesmo tempo, Moscou travava uma campanha internacional massiva contra ele, infiltrando o movimento e, sob as ordens de Stalin, preparando sua morte.

Seguindo o fim da Guerra Civil Espanhola, os agentes estalinistas da NKVD foram despachados para o México para executar o plano. O primeiro assalto ocorreu em Maio de 1940, quando o quarto de Trotsky foi atacado a tiros e Robert Sheldon Harte, seu secretário de sua segurança, foi sequestrado e morto. O corpo de Sheldon foi descoberto depois em um poço de cal. Stalin ficou desesperado em seus esforços para eliminar Trotsky, um dos poucos velhos bolcheviques ainda vivos – o resto tinha sido assassinado por Stalin durante os Processos de Expurgos de 1936-38. Estes horrorosos processos, onde os réus eram forçados a envolverem-se em mentiras e crimes terroristas supostamente organizados por Trotsky, constituíram um rio de sangue, diferenciando o estalinismo contrarrevolucionário do genuíno Bolchevismo.

Stalin sabia que tendo traído a Revolução ele precisava eliminar aqueles que a defendiam e personificavam as ideias do Bolchevismo e da revolução mundial. Primeiro de tudo, isso recaiu sob Leon Trotsky, que tinha sido expulso para um exílio há cerca de onze anos atrás. Todos os recursos do estado Russo eram agora postos à disposição para executar seu assassinato. Muito antes, Stalin tinha assassinado vários colaboradores e amigos de Trotsky, sete de seus secretários e quatro de seus filhos – o ultimo deles, Leon Sedov, no início de 1938.

Trotsky foi um revolucionário e teórico excelente. No início de 1904, ele expôs a teoria da Revolução Permanente, que foi confirmada na prática pela Revolução de Outubro. Trotsky passou toda a sua vida no movimento revolucionário, liderou o Conselho Operário de Petrogrado em 1905, liderou com Lênin a Revolução de Outubro de 1917, criou o Exército Vermelho a partir da estaca zero, ajudou a construir a Terceira Internacional, e então, lutando contra a burocracia estalinista, foi cortado do poder e forçado a exilar-se por Stalin.

12 de agosto de 2013

12 de agosto de 1798: Nasce a chama da liberdade republicana

O 12 de agosto deveria ser sempre lembrado e celebrado por todos os brasileiros. Há 215 anos apareceram em locais públicos estratégicos da Bahia (São Salvador da Bahia de Todos os Santos) os primeiros manuscritos – depois chamados de “pasquins sediciosos” – assinados por um Partido da Liberdade que conclamava o Povo Bahinense para a “memorável revolução” que iniciaria um novo “tempo em que todos seremos irmãos; o tempo em que todos seremos iguais”.

A historiografia brasileira tem chamado esse movimento de diferentes nomes, dentre eles: “sedição dos
mulatos”, “sublevação intentada”, “movimento revolucionário baiano”; “inconfidência baiana”; “conspiração baiana”; “revolta dos alfaiates”; “primeira revolução social brasileira”; “revolução dos búzios”; “conjuração baiana de 1798”.

Base social

Apesar das interpretações diversas que foram e continuam sendo feitas sobre a natureza e os objetivos do movimento baiano de 1798 e sobre suas contradições internas, estudos mais recentes que consultaram, além dos Autos das Devassas, outros arquivos e documentos no Brasil e em Portugal, revelam que estiveram envolvidos, pelo menos em suas origens, brasileiros e portugueses dos mais diferentes estratos sociais.

Embora as penas capitais (enforcamento) tenham recaído sobre dois soldados e dois alfaiates, e outras punições (degredo, açoites e prisão) tenham atingido a artesãos, escravos, pardos e negros forros, o Tribunal da Relação da Bahia chamou também para depor senhores de engenho, comerciantes, intelectuais, médicos, padres, professores, alguns deles diretamente ligados a ocupantes de altos cargos públicos do poder colonial na Bahia.

5 de julho de 2013

Comunicação: a mãe de todas as batalhas

 
Cartaz da Manifestação ocorrida em 3 de julho no Rio de Janeiro.

Em protesto diante da sede da Globo, no Rio de Janeiro, mil manifestantes exigiram que o Ministério Público investigue denúncia de sonegação milionária da Vênus Platinada
Por Miguel do Rosário, n’O Cafezinho

Foi uma manifestação pacífica, mas com muito sangue nas veias! Não quebramos nada, mas xingamos. Ah, como xingamos! Imagine mil pessoas na porta da Globo mandando o Merval e Jabor pra aquele lugar. Imagine mil pessoas ouvindo discursos sobre o mensalão que a Globo levou dos Estados Unidos para apoiar o golpe de 64. Imagina mil pessoas exigindo que o Ministério Público investigue a sonegação bilionária da Vênus Platinada.

7 de junho de 2013

O Estatuto do Nascituro : uma ameaça de retrocesso nos ronda ( ou A onda conservadora cresce)

Por Bruna Lima*

Em um momento em que grande parte da população se destaca participando efetivamente da política,assim como os movimentos sociais, contraditoriamente se destaca também um Projeto de Lei que foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o Estatuto do Nascituro. Este projeto fere diretamente o direito da mulher em dispor sobre o seu próprio corpo.

Não estamos falando apenas de uma proibição do aborto, mas sim da obrigação de criar um filho fruto de um estupro e com a ajuda do Estado, através do “Bolsa Gestação” ou do próprio estuprador que se identificado, deverá pagar pensão ao seu filho e terá o direito de visitá-lo ou até mesmo ter sua guarda. (pasmem).

Como mulher, digo com grande indignação que essa decisão nos priva de direitos garantidos na Constituição e que, se aprovado em outras Comissões, tornará um feto concebido através de abuso sexual mais importante que a mulher violentada.

23 de fevereiro de 2013

Projetos diferentes

Virou chavão, tanto de setores da direita, quanto de esquerda, reclamar da falta de um projeto para o Brasil. Todos reclamam dessa ausência, como se isso fosse tarefa de outros. Porém, de forma aberta ou mascarada, cada um à sua maneira, colocam em pauta suas próprias propostas.

À direita, por exemplo, o que existe é a tentativa, disfarçada, de retomar o projeto neoliberal, que entrou em colapso, mas ainda mantém seus restos fazendo estragos. Propostas de choque de gestão não passam da pretensão de remodelamento neoliberal, embora isto possa impressionar alguns setores sociais. Ao centro, a burguesia liberal procura um projeto de capitalismo sustentável, de alta rentabilidade e pequena turbulência, como se o capitalismo fosse capaz de unir esses dois aspectos irreconciliáveis de sua natureza.

14 de fevereiro de 2013

Entraves e perspectivas para a integração latino americana




O mundo às avessas

Com o aprofundamento das crises política\economica\cultural nos centros tradicionais e a ausência de instrumentos organizativos dentro destes próprios centros que inspirem as massas populares em todo o mundo, a América Latina assume a vanguarda da luta antimperialista. Não foram raros os levantes, erupções políticas e mobilizações de massa que clamavam pela liberdade e pela justiça social nos últimos tempos. Interromper a hemorragia de séculos de exploração nas nossas veias abertas, superar essa agonia que atravessa gerações, desconstruindo um hábito cultural eurocentrista é tarefa mais que atual.

Apesar dos resquícios de feudalismo incrustados por décadas de um colonialismo usurpador e extremamente nocivo assistimos, de maneira inusitada, o encontro da Cúpula CELAC-UE no Chile, onde é possível registrar um maior interesse por parte dos europeus que dos latinos. Sim senhoras e senhores, a região da América Latina e do Caribe desperta mais interesse entre os europeus que a União Europeia para os latino-americanos por conta da crise generalizada concentrada nos principais blocos econômicos do capital, segundo estudo elaborado pelo Instituto de Prospectiva Internacional por ocasião da Cúpula Celac-EU que se encerrará na segunda-feira (28/01).

7 de fevereiro de 2013

Entrevistas históricas: o escritor H.G. Wells entrevista Lenin



O britânico H.G.Wells (1866-1946) já tinha publicado seus famosos romancesA Guerra dos Mundos, A Ilha do Dr. Moreau e O Homem Invisível quando foi à Rússia, em outubro de 1920, e se encontrou com Vladimir Ilitch Lenin (1870-1924), o líder da revolução ocorrida no país três anos antes. Wells nunca foi marxista nem acreditava na chegada do socialismo ao poder pela via revolucionária. Sim, era socialista, mas um socialista utópico.

No entanto, ganha visível simpatia e admiração intelectual por Lenin nesse encontro que um amigo em comum, o também escritor Máximo Gorki (1868-1936), tornou possível. Wells chega ressabiado, cheio de críticas ao que viu no país até ali e cético com o futuro da União Soviética, mas nada foi capaz de causar tensão entre os dois: o papo flui de maneira agradável até o fim. Era a segunda vez que Wells visitava a Rússia. Ainda iria lá mais uma vez em 1934, quando entrevistou Stalin, a quem também admirou, mas achou “rígido demais”.

A entrevista foi publicada no The Sunday Express (edição de domingo do Daily Express), entre vários artigos que Wells escreveu sobre a viagem. No ano seguinte, saiu em livro, com o título Russia In the Shadows (Rússia nas Sombras). A conversa com Lenin, que traduzi e transcrevo aqui quase na totalidade, ocupa o penúltimo capítulo do livro. A edição original pode ser encontrada online, em inglês. É uma narrativa fascinante, rica em descrições e muito saborosa, que nada deixa a desejar ao “new journalism” que surgiria apenas 40 anos depois. Espero que desfrutem.

Fonte: http://www.socialistamorena.com.br

23 de agosto de 2012

Sobre Trotsky, Assange e Pussy Riot: Um planeta sem passaporte              

Retirado do blog de Rubra Pauta

Júlio Miragaia

Planeta sem passaporte. Este é o nome do manifesto assinado por intelectuais e artistas em solidariedade a um “indesejado” Leon Trotsky em 1934. Na ocasião, Trotsky buscava asilo político da ditadura stalinista que deformou a experiência de por o proletariado no poder em 1917 na Rússia. Nenhum governo do mundo queria ter em seu território um dos principais dirigentes (junto com Lênin) da revolução russa.

O nome do manifesto também cairia como uma luva para a situação nos dias de hoje do fundador do Wik Leaks, Julian Assange. Atualmente, Assange representa uma pedra no caminho dos governos em todo o mundo e principalmente ao governo norte-americano, depois de vazar em seu site diversos segredos de estado. A última tentativa de Assange foi o asilo político no Equador, porém, mesmo com a permissão do governo de Rafael Correa para que receba asilo, o governo britânico está impedindo sua saída da embaixada equatoriana em Londres.

Pussy Riot. Uma jovem banda punk russa tem suas três integrantes com prisões decretadas por realizarem uma “oração punk” contra o presidente Putin numa catedral.

Planeta sem passaporte. São tempos em que a liberdade de questionamento é descaradamente censurada.

27 de abril de 2012

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Gramsci foi um grande líder revolucionário, preso por Mussolini, que nasceu na Itália próximo a região da Sardenha. Sua vida esteve dedicada à formulação teórica que deixou grandiosos legados para o movimento libertário do Ocidente. Concepção de Estado, Hegemonia, cultura etc. ganham vitalidade diferenciada a partir das suas interpretações.

No aniversário de sua morte nós do Coletivo O Estopim! prestamos essa simbólica homenagem a este grande homem.

Os Indiferentes


Antonio Gramsci
11 de Fevereiro de 1917


Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história.

25 de abril de 2012

O que é ação afirmativa? o que é raça?



O que é ação afirmativa?

Um conjunto de ações privadas e/ou políticas públicas que tem como objetivo reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades. Um exemplo é a política de criação de delegacias policiais especializadas no atendimento a mulheres. A falta de treinamento específico e da compreensão dos tipos de crimes que mais vitimam as mulheres influi na capacidade de oferecer um atendimento adequado às vítimas e na devida punição dos criminosos.

Afinal, o que é raça?

Há alguns anos, descobriu-se que a diferença genética entre os mais diferentes grupos étnicos do mundo é muito pequena, o que derruba o mito da existência de diferentes raças humanas. No entanto, existe um sentido social para o termo “raça”, pois os traços físicos (cor da pele, textura do cabelo etc.) ainda influenciam na percepção historicamente construída, muitas vezes com valores negativos para a população negra, podendo assim orientar ações sobre esses indivíduos. Quando as pessoas que defendem as cotas raciais falam de “raça”, estão dando um sentido político e social ao termo. Ou seja, referem-se às pessoas que, por considerarem importante para suas identidades a presença de componentes de matriz africana, se autodeclaram ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como “pretas” ou “pardas”. Numa leitura política, essas duas categorias de cores (preta e parda) são entendidas como o segmento “negro” da população, pois as pesquisas mostram que as trajetórias de vida das pessoas pretas e pardas são
muito mais próximas entre si do que se comparadas com as trajetórias das pessoas brancas.

A desigualdade e a discriminação raciais precisam ser corrigidas também com políticas públicas, e não
só com a idéia de que somos um “paraíso racial”. Por isso, a política de cotas tem adotado o critério da
autoclassificação em um contexto de construção da identidade negra.

O STF julgará hoje a constitucionalidade das cotas para afrodescendentes e índios nas universidades públicas brasileiras



O Supremo Tribunal Federal julgará hoje a ADPF – Ação Descumprimento de Preceitos Fundamentais 186, impetrada pelo DEM, Partido dos Democratas, contra a UNB – Universidade de Brasília e outra por um estudante branco do Rio Grande do Sul, que se sentiu prejudicado pela reserva de uma parte das vagas numa universidade a negros e pardos.

É julgamento pela constitucionalidade das Cotas Raciais que tem como objetivo promover acesso de Negros e Índios às Universidades.
É momento de LUTA por igualdade, dignidade, respeito e reparação!!!


Para ajudar a conhecer o debate O Estopim disponibiliza informações do IBASE sobre as cotas
Com dados do http://ibase.br/userimages/cart_ibase_cotas_completo.pdf


Universidades públicas com políticas de ações afirmativas
Das 79 universidades listadas a seguir, 54 possuem cotas raciais (marcadas com *). As demais aplicam 
um outro tipo de reserva de vaga, como as destinadas para alunos(as) oriundos(as) de escolas públicas.
Veja a lista:

22 de abril de 2012

Debate com Olívio Dutra



 A Militância Socialista e o Coletivo O Estopim! apoiam esta iniciativa.

O Diálogo Petista convida para os “Debates com Olívio Dutra” que, este mês, serão realizados nas cidades de Salvador (23/04) e Recife (24/04).

Em Salvador, a atividade conta com o apoio da Juventude do PT-BA, da Setorial de Educação PT-BA, da Executiva da EPS, do mandato do deputado federal Valmir Assunção, de Paulo Mota (Exec. PT Salvador), Julio Rocha (2º vice-presidente PT Salvador) e Lourival Lopes, da corrente O Trabalho.

O debate será no dia 22 de abril, as 18:30 Faculdade Visconde de Cairu (Rua do Salete, 50 - Barris). 

11 de abril de 2012

Reunião com os movimentos sociais para o III Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas


A Comissão dos Blogueiros Progressistas da Bahia, juntamente com representantes da Comissão Nacional para o III Encontro Nacional de Blogueir@s Progressistas, vem por meio desta, convidar os movimentos sociais para reunião nesta quinta-feira, às 19 horas no Sindicato dos Comerciários.

Em meio a uma diversidade de opiniões na plenária de encerramento do II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas (BlogProg), em Brasília, 19 de junho de 2011, uma das poucas decisões unânimes foi a escolha da sede do evento, em maio 2012, na Bahia.

A reunião visa mobilizar os demais movimentos sociais para o III Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas que acontecerá de 25 à 27 de maio, em Salvador.

Endereço do Sindicato dos Bancários
RUA FRANCISCO FERRARO, Nº53, NAZARÉ
SALVADOR - BAHIA
TEL: (71) 3555-3300

8 de abril de 2012

Jovens feridos em protesto no Clube Militar: “Fomos agredidos pela história de uma instituição”


         No Hospital Pedro Ernesto, de onde concederam entrevista exclusiva para o QTMD?, dois jovens feridos na manifestação no Clube Militar seguram um exemplar do livro "Direito à Memória e à Verdade". Foto: Ana Helena Tavares


Por Ana Helena Tavares – do Quem tem medo da democracia?



Rodrigo Mondego -
Foto: Ana Helena Tavares

Eles empunhavam cartazes com rostos. Rostos que não têm corpos.

“Ali, a gente não estava fazendo um carnaval, não estava fazendo palhaçada. Para ver um cara que foi do regime que matou rindo das fotos dos companheiros que foram mortos. E sumiram. Rindo também de gente que estava lá, que tinha sido torturada e que traz cicatrizes no corpo”, desabafa Rodrigo Mondego, de 27 anos, bacharel em direito, que esteve na quinta-feira, 29 de Março, em frente ao Clube Militar no Rio de Janeiro, protestando contra a comemoração do golpe de 64, promovida no mesmo dia por integrantes do Clube.

Ele não estava sozinho. Segundo seus cálculos, havia cerca de 700 pessoas. Gustavo Santana, sociólogo, de 28 anos, também estava lá. Ambos dizem ter sido agredidos por PMs. Mondego sofreu ferimentos leves, porém Santana teve o braço quebrado e terá que ser operado. Do Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde está internado, ele e Mondego concederam entrevista exclusiva para o site “Quem tem medo da democracia?”.

28 de março de 2012

‘Nada além da verdade’


Ao atestar a validade da Lei da Anistia em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que uma página da história brasileira tinha ficado para trás. Torturas, assassinatos e desparecimentos praticados no perído da ditadura ficariam esquecidos. Formadores de opinião de relevo somaram-se ao coro.
 Movimentos sociais fazem manifestações para expor publicamente ex-militares e policiais acusados de tortura, abusos sexuais e homicídios durante a ditadura. Foto: Bruno Bocchini/ABr

Vozes dissonantes, no entanto, começam a surgir. No começo do mês, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu contornar a lei da Anistia ao denunciar o major Sebastião Curió, responsável pelo sumiço de militantes da guerrilha do Araguaia – ainda que a denúncia tenha sido rejeitada pelo Tribunal de Justiça. Na segunda-feira 26, foi a vez de um grupo de jovens expor publicamente onde hoje vivem algumas das principais figuras da repressão. Em cinco estados, realizaram manifestações na frente da atual casa ou empresa de antigos torturadores.

Em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Pará e Rio Grande do Sul, os manifestantes pediram a “verdade, nada além da verdade”. Na prática, os jovens tornaram público o passado não tão nobre de ex-militares e personagens do período. O movimento teve inspiração em algo que já ocorre em vizinhos latino-americanos. Na Argentina, esse tipo de ação – apontar para a comunidade que convive com criminosos sua condição – é chamada de escrache. No Brasil, o protesto foi apelidado de “esculacho”.

25 de março de 2012

Novo Código Florestal x Preço Água


Na avaliação do professor e presidente do Instituto Internacional de Ecologia (IEE), José Galizia Tundisi, aprovação de alguns pontos do novo Código Florestal vai fazer com que o preço da água aumente no Brasil. Ele alerta que a redução das matas ciliares (aquela na margem de rios e lagos) vai interferir diretamente na quantidade e na qualidade da água disponível no País. Segundo o professor, o novo texto está deixando de lado o impacto que o uso dos solos tem sobre as águas.

Novo Código Florestal vai encarecer a água no País
02 de março de 2012 • 09h14
Sabrina Bevilacqua
Direto de São Paulo



Segundo Tundisi, várias das mudanças propostas no texto do novo Código Florestal, que deve ser apreciado na câmara na próxima semana, serão para pior. Pela lei atual, é proibido plantar ou ocupar áreas de várzea, encostas inclinadas e topos de morro. Essas zonas são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs). O novo texto regulariza as áreas desmatadas até julho de 2008, desobrigando os proprietários a reflorestar essas zonas. Além disso, o código atual prevê a proteção mínima de 30 metros de mata ciliar em rios com até 10 metros de largura. O novo Código reduz essa faixa pela metade, 15 metros.

28 de fevereiro de 2012

Entrevista da Semana com Gabrielli

Nosso blog esta com uma nova ferramenta - Entrevista da Semana.

Click e leia a
Entrevista da Semana com Gabrielli 

Para inaugurar nossa página trouxemos o Professor da Universidade Federal da Bahia, formado em Economia, 62 anos, militante do Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação, José Sérgio Gabrielli, ou simplesmente Zé para os mais chegados, é um dos quadros técnicos mais preparados do PT. Recentemente anunciou a sua saída da Presidência da Petrobrás para assumir a chefia de uma Secretaria de Estado no Governo da Bahia e contribuir com o projeto do governador Wagner.


O Estopim!
- Presidente, para nós é de grande satisfação tê-lo como entrevistado do nosso blog, inaugurando o quadro “Entrevista da semana” do nosso portal. Gostaríamos de saber um pouco sobre a sua trajetória de militância e quando o PT apareceu na sua vida?

José Sérgio Gabrielli - Comecei minha militância política ainda secundarista no Colégio Severino Vieira e Central, lá pela primeira metade dos anos sessenta e depois que entrei na Universidade fui Vice presidente do DCE eleito cinco dias antes do AI5. Era militante da APML e por isso fui preso varias vezes, julgado e condenado a seis meses de prisão. Com o processo de redemocratização participei da fundação do MDB jovem e logo que começaram as articulações para a fundação do PT me envolvi com o processo aqui na Bahia. Fui membro da primeira executiva do PT junto, entre outros, com o Governador Wagner.
... Continua na Página Entrevista da Semana

16 de fevereiro de 2012

“É o mercado quem tem que estar subordinado ao Carnaval, e não o contrário”


*Revista Muito »
O pesquisador Paulo Miguez, doutor em Comunicação e Cultura e professor do IHAC-Ufba, conversou com Muito sobre os novos rumos do Carnaval de Salvador. Confira a entrevista na íntegra:



Como o senhor vê esse movimento de grandes estrelas saírem sem cordas no Carnaval?

Toda e qualquer ação dentro do Carnaval que atue na direção de permitir mais acessos, abrir mais à participação, é sempre bem-vinda. Mas acho que a gente tem que olhar as coisas exatamente como elas são. E aí me parece que isso está surgindo… Eu não duvido das intenções pessoais de ninguém,
mas aí me parece que está acontecendo uma troca. A questão central é reorganizar a lógica dos desfiles, que nesse momento obedece exclusivamente aos interesses de mercado. E aí estou falando fundamentalmente da fila. Não faz sentido que essa fila empurre para determinados horários instituições
do Carnaval que são verdadeiros monumentos, como o Trio Elétrico de Armandinho, Dodô e Osmar ou os afoxés. Da maneira como está sendo feito, é absolutamente prejudicial à festa. Na realidade, hoje quando você negocia um bloco, está vendendo um lugar na fila, porque isso tem a ver com a dimensão midiática, espetacularizada da festa. Dependendo do horário que eu passo em frente às câmeras, isso aumenta ou diminui meu capital simbólico na hora de disputar o mercado. Se há uma disposição de se fazer algo diferente para o Carnaval, vamos fazer o que é certo. O Carnaval é a mais importante manifestação do patrimônio imaterial da cultura baiana e desgraçadamente vem sendo cuidado como se fora apenas um fato de mercado. Como a cultura acaba em muitos momentos produzindo renda, emprego, ela terminou virando importante. Essa ideia é muito perigosa. Cultura é importante porque é cultura, educação é importante porque é educação, saúde é importante porque é saúde, não precisa se explicar isso. O que é assustador é a maneira como a prefeitura trabalha, como se fosse mais um a disputar o mercado. Quem tem poder de polícia sobre a festa, no sentido de que pode organizá-la, pode determinar seus horários, a ocupação do seu espaço, é justamente a prefeitura. E ela simplesmente abre mão disso.