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18 de maio de 2012

16 de maio: Para que nunca mais aconteça!

16 de maio: para que nunca se esqueça. Para que nunca mais aconteça!

Rumo ao 7° Congresso de Estudantes da UFBA – CONUFBA: 22 a 25 de maio

Em 16 de maio de 2001, milhares de pessoas protestavam de forma pacífica em marcha pelas ruas do centro de Salvador. O Campo Grande, o Canela, a Graça e os contornos da Universidade Federal da Bahia foram tomados por trabalhadores(as), intelectuais, artistas e estudantes. O objetivo era constranger o então Senador Antônio Carlos Magalhães (do antigo PFL e atual DEM) por suas peripécias no Congresso Nacional.

Mas o que era um protesto pacífico e democrático se transformou em um dos episódios mais violentos na história recente da Bahia. O Batalhão de Choque da Polícia Militar, autorizado pela então Secretária de Segurança Pública do Estado, Kátia Alves, e com a aquiescência do então Governador Cesar Borges, atacou o movimento com bombas e bordoadas, culminando com a tão propalada invasão por parte da PM no Campus da UFBA, mais precisamente à Faculdade de Direito. O resultado foram dezenas de estudantes feridos, correria generalizada e o constrangimento público de professores e servidores que tentavam, em vão, negociar com os invasores. O 16 de maio de 2001 não destoa, em linhas gerais, de episódios similares ocorridos durante a Ditadura Civil-Militar.

Nesse sentido, todo dia 16 de maio deve ser encarado pelos(as) trabalhadores(as) e estudantes como “Dia de Luta contra as Oligarquias Baianas”. Elas ainda existem, muitas vezes não facilmente identificáveis, mas com atuação plena nos bastidores do poder do Estado. Esse combate deve se dar de forma intransigente, de modo que possamos avançar na perspectiva de um Estado verdadeiramente republicano.

27 de abril de 2012

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Gramsci foi um grande líder revolucionário, preso por Mussolini, que nasceu na Itália próximo a região da Sardenha. Sua vida esteve dedicada à formulação teórica que deixou grandiosos legados para o movimento libertário do Ocidente. Concepção de Estado, Hegemonia, cultura etc. ganham vitalidade diferenciada a partir das suas interpretações.

No aniversário de sua morte nós do Coletivo O Estopim! prestamos essa simbólica homenagem a este grande homem.

Os Indiferentes


Antonio Gramsci
11 de Fevereiro de 1917


Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história.