Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

19 de fevereiro de 2014

O que está em jogo na Ucrânia?






(Da Coordenação)

O assédio é antigo.

Com a rearrumação do tabuleiro geopolítico no leste europeu gerado pelo fim da URSS, a disputa pelos destroços da nave mãe se intensificou.

Um cabo de guerra. De um lado os russos, do outro o ocidente pelas vias da UE.

Em jogo o futuro energético estratégico para os russos.

8 de agosto de 2013

Algumas lições de junho e o Partido dos Trabalhadores

Wanderson Pimenta*

Tivemos a oportunidade de acompanhar as maiores mobilizações dos últimos vinte anos. Desta vez, não estava em jogo os destinos institucionais da República, como no “Fora Collor” ou nas “Diretas Já”. Foram atropelados todos aqueles que imaginavam com certo de ar superioridade que havíamos atingido um status de bem estar social incompatível com grandes insatisfações. Enfim, se éramos um “País de classe média”, se estávamos todos absorvidos por um pacto de conciliação entre as classes e se o governo de composição

conseguia minimamente apresentar respostas a problemas seculares, como a redução da miséria, a partir do incremento das políticas de inclusão, qualquer previsão sobre algum tipo de convulsão social seria considerada loucura pelos céticos de plantão. Acontece que, nem sempre, as cartomantes a serviço da institucionalidade estão conectadas com o dia-a-dia das ruas. De tão acostumados ao ar condicionado das repartições, não conseguem mais se misturar aos novos ares das manifestações sem se resfriarem.

Assim, seria difícil imaginar que essa esquerda dispusesse de alguma condição para interpretar ou apresentar respostas às grandes mobilizações de junho. Atônitos, vendo pela televisão ou pela internet centenas de milhares de pessoas nas ruas de diversas cidades, não conseguiam acreditar no que viam. Os fatos que já desmentiam o triunfalismo medíocre há alguns anos, desta vez, sepultaram a tese do bem estar perpétuo propagada pelos tribunos da esquerda adepta “das leis e da ordem”. Entendemos com pesar, sob pena de do cometimento de equívocos, mas com a sobriedade da análise do momento, que a geração que fundou o Partido dos Trabalhadores, dirigiu o mesmo durante as grandes manifestações dos anos 80, criou a CUT, elegeu e reelegeu Lula, levou Dilma à presidência e, ainda mantém o PT sob férreo controle, foi completamente superada. Incapazes de abandonar as suas posições que, reconhecemos, foram duramente conquistadas, estão tão amarradas a elas que já não se diferenciam. Entrincheirados, já não se dispõem a qualquer tipo de revisão, retificação ou autocrítica. Como aqueles que se afogam, estão dispostos a arrastar com eles não apenas o salva-vidas, mas também o bote. De tanto nadarem a favor da correnteza, não conseguem visualizar o abismo adiante. De timoneiros, passaram a proprietários do navio.

29 de junho de 2013

da coordenação

reproduzimos aqui a polêmica entrevista de josé paulo bisol, candidato a vice-presidente na chapa de lula da silva em 89, quando da derrota para collor de melo. críticas ao pt, a este modelo de democracia e fundamentalmente a luta pelos direitos humanos no brasil atual.

desejamos a todos e todas uma boa leitura.




Por Samir Oliveira e Rachel Duarte do sul21

Ex-secretário de Segurança Pública do governo Olívio Dutra (PT), José Paulo Bisol afirma que passou sua gestão inteira tentando desmilitarizar a Brigada Militar. “Eles são submetidos a uma educação militar antidemocrática”, considera.

Aos 85 anos, José Paulo Bisol recebeu a equipe do Sul21 em sua casa, no município de Osório, para falar sobre segurança pública e policiamento. Ex-candidato a vice de Lula em 1989, quando ainda era filiado ao PSB, Bisol ainda mantém uma filiação formal ao PT – apenas por não ter se dado ao trabalho de cancelar -, mas assegura que não possui mais identificação com o partido. “O PT não existe mais”, entende.

Nesta entrevista, Bisol comenta também sobre as manifestações que vêm ocorrendo no país. Ele se mostra entusiasmado com o movimento, mas lamenta que as causas defendidas, na sua avaliação, sejam “muito pobres”.

“A função policial é a mais difícil que existe e escolhemos os mais pobres para realizá-la”
Sul21 – Como o senhor avalia estes protestos que vêm ocorrendo no país inteiro ?
Bisol – Eu, pela própria condição da minha vida, sou um espectador, olho de longe. Isso já lamento. É um lamento de velho, pois eu gosto é de participar. Sou solidário com eles. O fato de haver violência é inerente a estes movimentos. O ser humano tem tendência para a violência e se a circunstância o envolve… Por melhor que eu seja, se eu me envolvo num movimento, se eu tenho paixões – e se eu não tenho paixões, não sou bem um ser humano -, essas paixões se manifestam e se põem para fora. A violência tem esse aspecto, ela é nossa. Não é dos outros.
“Eu fico impressionado com esse movimento” 

6 de junho de 2013

Campo Popular se firma na disputa por uma UNE do Povo!



A União Nacional dos Estudantes concluiu no ultimo domingo, 2 de junho, seu 53º Congresso, em Goiânia. Com participação recorde de jovens, representando universidades públicas, comunitárias e particulares de todo o país, o Congresso definiu as principais resoluções da UNE para o próximo período. Foram aprovados documentos nas áreas de Conjuntura, Educação e Movimento Estudantil. A plenária aconteceu na Goiânia Arena durante todo o dia de sábado e domingo e, em consequência da grande disposição dos estudantes, seguiu pelo início da noite nos dois dias na capital goiana.

O Coletivo O Estopim esteve presente durante todo o congresso e trás aqui um relato das atividades, plenárias, debates e atos em que participamos.

21 de maio de 2013

Amanhecerá! De novo em nós! Amanhã, será?

Por Hellen Cristhyan*

O movimento estudantil, depois de alguns anos de refluxo, busca novas formas de atuação para alcançar aquelas velhas e valorosas bandeiras por educação pública de qualidade. Em formatos irreverentes como escrachos,beijaços, disquetes e várias tecnologias nas redes sociais, o movimento tenta se reorganizar e alcançar o maior número de estudantes, acompanhando as transformações sócio-culturais.

Entretanto, alguns agrupamentos que dizem ser de esquerda esquecem-se da ideologia - da luta diária, real - e vivem de gincanas ou místicas mal elaboradas, e sem conteúdo.

Nós, socialistas, devemos cumprir o papel de elevar o discernimento e politização dos trabalhadores e trabalhadoras; pautar as bandeiras históricas e atuais de forma assídua e responsável; fazer a luta nas ruas e também disputar a intencionalidade, sem deixar que ela nos sugue para a burocracia.

29 de abril de 2013

II Seminário de Direitos Humanos da UNE


O II Seminário de Direitos Humanos da UNE deverá contemplar leituras, diagnósticos e análises sobre a realidade histórica e atual dos Direitos Humanos, do ponto de vista dos mais diversos campos de atuação e dos diversos atores sociais envolvidos, de modo a indicar ou inferir caminhos na solução da problemática examinada. Tem foco principal no debate da Comissão da Verdade e dos mortos e desaparecidos políticos.

O II SDH da UNE irá ocorrer nos dias 2, 3 e 6 de maio deste ano, na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, campus de Florianópolis, e é organizado pela Diretoria de Direitos Humanos da UNE e Centro Acadêmico Livre de Economia - CALE.

Confira a programação:

17 de abril de 2013

O emblemático ano de 2012 e os desafios de 2013 na UFBA

Sobre a Universidade Federal da Bahia

Faz-se fundamental situar historicamente a Universidade Federal da Bahia, para que assim sejam feitos os devidos balanços e perspectivas políticas. Compreender seu arranjo institucional, seus sujeitos políticos e sua comunidade viva – entendida como força motriz, agente sui generis da vida universitária- é da maior importância no sentido da organização das lutas e concretização das pautas de seus agentes, tendo como eixo central a construção de uma Universidade pública, gratuita, de qualidade e que sirva á quem de fato a constrói e financia.

A Universidade Federal da Bahia ao longo de toda a sua história não apenas constitui-se, como também posiciona-se ao lado e em favor da classe dominante, assim voltando toda a sua produção e existência á burguesia. Exemplo disso foi a aprovação da moção de apoio ao golpe civil-militar pelo Conselho Universitário em abril de 1964, assim como o famigerado sistema de cotas aos filhos de latifundiários que tanto perdurou no seio desta instituição.

A UFBa, alicerçada sob a lógica de unidades descentralizadas –sendo as mais antigas a Faculdade e Medicina e Escola de Belas Artes- e com alto grau de independência, arca com os malogros de uma estrutura medieval que historicamente deu eloqüência ás contradições da relação público x privado. O patrimonialismo é característica intrínseca á essa instituição.

A dificuldade homérica de dar poder aos espaços mais amplos e representativos de decisão na Universidade revela-nos a inexistência histórica de uma revolução burguesa no sentido clássico do termo nesta instituição. Vide deliberação sobre o CTIFRA no Conselho Universitário da UFBa no fim de 2012.Pode-se comparar ,dessa maneira, o Conselho Universitário, regente maior das deliberações universitárias ao parlamento ,órgão máximo de deliberação e formulação política no âmbito da democracia burguesa.

23 de fevereiro de 2013

Projetos diferentes

Virou chavão, tanto de setores da direita, quanto de esquerda, reclamar da falta de um projeto para o Brasil. Todos reclamam dessa ausência, como se isso fosse tarefa de outros. Porém, de forma aberta ou mascarada, cada um à sua maneira, colocam em pauta suas próprias propostas.

À direita, por exemplo, o que existe é a tentativa, disfarçada, de retomar o projeto neoliberal, que entrou em colapso, mas ainda mantém seus restos fazendo estragos. Propostas de choque de gestão não passam da pretensão de remodelamento neoliberal, embora isto possa impressionar alguns setores sociais. Ao centro, a burguesia liberal procura um projeto de capitalismo sustentável, de alta rentabilidade e pequena turbulência, como se o capitalismo fosse capaz de unir esses dois aspectos irreconciliáveis de sua natureza.

14 de fevereiro de 2013

Entraves e perspectivas para a integração latino americana




O mundo às avessas

Com o aprofundamento das crises política\economica\cultural nos centros tradicionais e a ausência de instrumentos organizativos dentro destes próprios centros que inspirem as massas populares em todo o mundo, a América Latina assume a vanguarda da luta antimperialista. Não foram raros os levantes, erupções políticas e mobilizações de massa que clamavam pela liberdade e pela justiça social nos últimos tempos. Interromper a hemorragia de séculos de exploração nas nossas veias abertas, superar essa agonia que atravessa gerações, desconstruindo um hábito cultural eurocentrista é tarefa mais que atual.

Apesar dos resquícios de feudalismo incrustados por décadas de um colonialismo usurpador e extremamente nocivo assistimos, de maneira inusitada, o encontro da Cúpula CELAC-UE no Chile, onde é possível registrar um maior interesse por parte dos europeus que dos latinos. Sim senhoras e senhores, a região da América Latina e do Caribe desperta mais interesse entre os europeus que a União Europeia para os latino-americanos por conta da crise generalizada concentrada nos principais blocos econômicos do capital, segundo estudo elaborado pelo Instituto de Prospectiva Internacional por ocasião da Cúpula Celac-EU que se encerrará na segunda-feira (28/01).

14 de setembro de 2012

Balanços e perspectivas da greve estudantil 2012

A greve de 2012 faz cair por terra à concepção pós-moderna de ideias e ações reinantes no seio da Universidade Federal da Bahia. A luta de classes se aprofunda e essa instituição experimenta o mais legitimo e eficaz mecanismo de combate da classe trabalhadora revelando importantes aspectos. Se por um lado, professores e técnicos administrativos declararam guerra á exploração de sua força de trabalho – assim reafirmando o valor da mesma, por outro, o corpo discente, ao travar luta pela assistência estudantil, evidencia a essência elitista da universidade: a UFBA serve, ainda, á burguesia. 

Nesse sentido, o movimento paredista não se limita apenas á conquistas concretas. Na construção da batalha por pautas que escancaram a magnitude da exploração existente. A classe trabalhadora, de forma dialética, percebe-se como tal, e assim posiciona-se na trincheira da luta de classes. O salto qualitativo proporcionado por esse processo de mobilizações coloca o movimento docente em outro patamar, superando o anestesiamento vivido nos últimos anos. Com isso, a greve apresenta-se como fomentadora, também, dos centros organizativos do proletariado. Só há greve porque há luta de classes. 

A greve de 2012, árdua batalha construída pelo movimento estudantil, trouxe-nos conquistas objetivas e organizativas. A ausência de uma sólida e eficaz política de assistência estudantil e de diálogo construtivo com a Administração Central exalta o caráter essencialmente conservador da nossa instituição. A greve conseguiu, sobretudo, durante a ocupação da FAPEX, não apenas pressionar a reitoria ao debate encaminhativo das pautas, mas também deu celeridade á concretização das mesmas, tais como o edital do BUSUFBA, os pontos de distribuição do Canela, São Lazaro e Politécnica, reativação dos grupos de trabalho, continuando um ciclo de mobilizações iniciadas desde o ano passado. 

6 de agosto de 2012

Estudantes desocupam FAPEX, mas greve continua!

Ao passo que saímos da FAPEX após 13 dias de ocupação, chegamos ao segundo mês de greve dos estudantes. Esse processo diferenciado de mobilização, como há muito tempo não acontecia, reflete aos estudantes em luta o amadurecimento da categoria, comprovado pela organização de suas reivindicações e pela atuação em vista das conquistas.

Mesmo com a tentativa de criminalização, a greve discente se manteve na resistência e conseguiu pautar a Administração Central para o atendimento de suas pautas. Apesar de um duro método de negociação, colocado pela Reitoria, a obstinação estudantil deu exemplo e conquistou o BUSUFBA, agora em fase de pregão eletrônico.

Após audiência publica, da comunidade acadêmica e reitoria, realizada hoje, ficam duas lições: a primeira é que a gestão dessa universidade não tem um negociador, o que fortalece sua instabilidade e nos passa insegurança em sentar e resolver; a segunda é que, mesmo após intensa tentativa, a costura entre os três setores ainda é frágil.

Desta maneira, fica evidenciado que o próximo passo para consolidar a opinião dos segmentos combativos da Universidade é organizar um projeto de poder que possa polarizar com o conservadorismo e superá-lo. Dito isso, o movimento estudantil joga um papel protagonista para o desenvolvimento deste desafio que deve ser desde já enraizado entre os três setores.

30 de julho de 2012

Ocupação da FAPEX e debate sobre EBSERH

Continuando o ciclo de debates e formação política na Ocupação da FAPEX, professores e técnico-administrativos se incorporam na agenda de hoje para debater a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
Para realizar o debate montamos uma mesa redonda, com mais de 50 grevistas, sob as explanações de Cássia Maciel, servidora da Climério de Oliveira e diretora da ASSUFBA, Sarah Cortes, professora da Faculdade de Direito da UFBA e membro do Comando de Greve Docente e Yasmin Ferraz, estudante de Saúde Coletiva e diretora de Saúde do DCE-UFBA. Estavam presentes também estudantes da UFRB e o professor Tadeu Borges, professor da unidade de Enfermagem da UFRB e UNEB.

O debate girou em torno da necessidade de articulação política entre os seguimentos e para dentro das congregações para conseguir reprovar essa empresa na UFBA e dispor de alternativas para ela. Desta maneira ficou firmada a continuidade do ciclo de debates sobre a EBSERH e a criação de dois GT, um para pensar a Lei Orgânica e outro para propor uma alternativa que responsabilize a universidade pela estruturação dos Hospitais Universitários.

Greve, APUB e luta de classes na Universidade


Por Marina Fernandes*
                O ano de 2012 encaminha à história a possibilidade de fortalecer a disputa ideológica dentro da Universidade Federal da Bahia. Nesse sentido, as atuais greves dos três setores  (estudantes, professores e técnico-administrativos), tornam-se as maiores regentes de todo esse processo. Nos cabe analisar minuciosamente o passado e termos responsabilidade no presente para construção de um horizonte em uníssono.
                Diante desse quadro, o movimento docente oferece-nos não apenas o convite à luta pela base e a construção de uma unidade racional, mas também a retomada da real importância de um sindicato que de fato represente a classe trabalhadora no âmbito da luta de classes na Universidade. A construção da greve dos professores em 2012, após 8 anos sem fazê-la, significa, acima de tudo, uma vitória a categoria em si.
                A greve, essencialmente fruto da política pela base da APUB-LUTA, fora construída em meio a kafkiana guerra e, enquanto de um lado consta uma direção burocrata opta politicamente em desconstruí-la, de outro lado pleiteia uma amálgama de correntes políticas e gerações em um comando de greve, que se fez vitorioso, sobretudo a partir das assembleias dos dias 29 de maio e 26 de junho, quando ressurgiu a vontade da categoria de retornar á luta e refutar qualquer tipo de posicionamento que transformava a classe trabalhadora em braço sindical do governo. Os docentes viram-se como sujeitos na luta.
                A greve estudantil, deflagrada em 06 de junho com a presença histórica de 2000 estudantes, no entanto, nasceu sob outra perspectiva. O processo de mobilizações pelo qual passamos no ano de 2011 garantiu a construção de uma carta de pautas amplamente representativa e aprovada no CONSUNI. Por consequência da deflagração da greve, a maturidade política do corpo estudantil foi consolidada. O não cumprimento das pautas citadas gerou na Universidade não apenas um descontentamento geral, mas também maior segurança no que diz respeito à própria deflagração da greve. Afinal de contas, corria-se o risco de se fazer uma greve meramente a reboque da greve docente.

29 de julho de 2012

Mesa de negociação com Reitoria não avança

Os estudantes há quatro dias protocolaram uma carta de prioridades das reivindicações da greve na Reitoria para abrir a mesa de negociação. Os pontos carro-chefe dos estudantes são tocantes a assistência estudantil, como BUSUFBA e Restaurante Universitário.

Ontem, após cinco horas de reunião entre a comissão de estudantes que ocupam a FAPEX com administração central da UFBA, negociação terminou sem avanços. O grupo gestor da reitoria parece despreparado politicamente para dar avanços com pontos específicos como o prazo para lançamento de editais e licitação.

Reitoria alega não poder avançar por causa da greve dos técnico-administrativos e solicita desocupação da FAPEX. Entretanto, estudantes avaliam que a falta de prazos mínimos visam tratar o movimento com descaso, vide o desenho de principiante que foi apresentado como planta da residência universitária do Canela.

Carta dos três comandos de greve da UFBa

O que caracteriza a situação atual é a anarquia dos setores produtivos causado por um modelo capitalista onde os mais endinheirados concentram grandes quantidades de capital através de monopólios: trata-se de uma crise do capitalismo que onera fundamentalmente a classe trabalhadora. Para manter seus lucros, os imperialistas estadunidenses aliados aos imperialistas da união Europeia, liderada pela Alemanha, exploram ao máximo aquilo que dá valor a tudo – a força de trabalho. Tudo isso resulta em uma profunda desigualdade social no nosso país com marcas regionais, raciais e de gênero. Diminuir direitos, retirar conquistas é a receita. Pelo lado oposto, a classe trabalhadora, com suas formas de manifestações e uniões sindicais, usam uma tática oposta, de garantia e ampliação de direitos e pela implementação de um projeto de sociedade alternativo ao do grande capital.

O país convive com apenas 18% das crianças tendo acesso a serviço de creches; mais de 14 milhões de não alfabetizados; nossos jovens chegam ao final do ensino fundamental sem saber ler e escrever corretamente; apenas metade destes chegam ao ensino médio na idade correta e temos 1,5 milhões destes fora da escola; e apenas 14% dos jovens conseguem chegar ao ensino superior, sendo que em cada 100 apenas 26 conseguem cursar uma universidade pública. Faz-se fundamental o aumento de vagas nas Universidades, e assim, consequentemente, na UFBa.

Atualmente, o governo gasta quase metade do orçamento federal para pagar juros a banqueiros. Isso demonstra que o tesouro tem dinheiro, mas infelizmente esses recursos só servem para beneficiar os especuladores. Somos a favor da auditoria da Dívida Pública, já que, conforme estudos preliminares – da Auditoria Cidadã da Divida1 - indicam que grande parte dessa dívida remete-se ao século XIX e XX e, portanto já foram pagas ou não deveriam existir mais. É preciso lutar para inverter essa lógica, para que o dinheiro do povo seja voltado para a educação. E por isso a Educação está em greve!

A Universidade brasileira.

28 de julho de 2012

Reitoria abre mesa de negociação

Da coordenação

As barracas de campi e os diversos colchonetes na Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão expressam a organização estudantil da UFBA. Desde o dia 25 os cartazes na parede da FAPEX anunciam a construção coletiva de uma universidade socialmente referenciada, pública e gratuita.

Os estudantes não poderiam conjecturar outra coisa senão o fortalecimento do debate sobre as fundações privadas na universidade, pois este caso surgiu há mais de duas décadas. Já na UFBA o debate voltou a se fortalecer na construção do 7º ConUFBa, no qual fizemos o pré-congresso sobre o papel dessas fundações na universidade, desmitificando a ideia de que estas favorecem a Universidade Pública.

A história nos sujeita a um momento oportuno: nas resoluções do último congresso estudantil foi explicitada a necessidade de debate sobre o papel das fundações na UFBA; nas pautas da greve está contida a contrariedade da permanência destas no espaço público; a necessidade de radicalização da greve nos levou a optar pela ocupação de uma fundação. Mais que acertado. O debate hoje foi sobre Fundações.

1 de julho de 2012

Mineradora Vale despejou 1.300 famílias em Moçambique


Mineradora Vale despejou 1.300 famílias em Moçambique
25 de junho de 2012

Da Comunicação da Via Campesina

Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Global, foi impedido na última semana de entrar no Brasil para participar do Encontro Internacional de Atingidos pela Vale. Em entrevista, ele explica como foi a sua deportação, o seu trabalho de denúncia na África dos impactos da atuação da empresa sobre as comunidades africanas.
Crítico do processo de expropriação implementado pela Vale em vários países, Jeremias vem há cerca de três anos denunciando esse processo e circulando imagens da degradação a que as famílias de Moçambique estão submetidas. Por causa de seu trabalho, ele tem recebido ameaças e acredita que sua deportação tenha a ver com isso.

29 de junho de 2012

Apub “reconhece” greve docente!


Da coordenação

O clima de indefinição instaurado na Universidade Federal da Bahia acerca da legitimidade ou não da greve dos docentes deflagrada na assembléia do dia (29-05) ganhou um novo e decisivo capítulo esta semana. Após a manobra organizada pela diretoria da APUB de um pretenso plebiscito para deliberar sobre a paralisação das atividades, o clima entre os professores andou muito acirrado. De um lado a direção puxava a corda para a manutenção das atividades com claras intenções de desmobilizar a categoria, do outro a oposição da entidade organizava atividades de base para convencer o conjunto dos professores sobre a pauta grevista.


Pois bem, em assembléia realizada na ultima terça-feira (26) a categoria docente votou por unanimidade a continuidade da greve rechaçando qualquer tentativa de desmobilização por parte dos setores contrários a paralisação. É certo que algumas unidades continuam com aulas normais desrespeitando as deliberações, mas a vitória dos grevistas aponta uma importante perspectiva para as mobilizações. O comando de greve docente já discute a possibilidade de organizar intervenções nas unidades que ainda não aderiram ao movimento sustentando a tese de que é necessário incorporá-los a discussão.

27 de junho de 2012

Lições paraguaias

(Da coordenação)

A cassação do mandato do presidente paraguaio Fernando Lugo revela a fragilidade e o longo caminho ainda por percorrer para a estabilização dos regimes democráticos em toda a América Latina. A queda de Lugo ocorre em um momento de ascensão da esquerda democrática no continente e recoloca a ordem do dia os golpes e contra-golpes financiados pelos EUA na região. Golpes de novo tipo, respaldados em supostas constitucionalidades, com a intenção de gerar o mínimo de distúrbios necessários a implementação de um novo governo sempre alinhado a Washington.

Em 2009, o governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya foi deposto pela direita conservadora em Honduras sob a alegação de uma cláusula pétrea não permitir, sequer o debate, sobre a reeleição. Vale ressaltar que a imprensa conservadora brasileira e os seus jornalões festejaram a queda de Zelaya com argumentos muito semelhantes aos quais festejam também a queda de Lugo, as constituições. Nunca é demais lembrar que, no Brasil, esses mesmos aparelhos de disputa ideológica trabalharam diretamente na reeleição de FHC e seu projeto privatista.

O desgaste do imperialismo ianque provoca uma reformulação na sua forma de intervir nas zonas de influência e o que aconteceu em Honduras (2009) e Paraguai (2012) é um novo mecanismo de imposição dos seus planos de hegemonia. É necessário alertar também que Honduras e Paraguai representam os elos mais frágeis na cadeia de ascensão dos governos progressistas, ou seja, são uma possibilidade de entrada maior para os agentes conservadores externos. Também é importante dizer que o giro da estratégia adotada pelos EUA não significa o abandono da sua pressão militar sobre esses países como é possível perceber com restabelecimento da 4º frota.