Semana passada este blog escreveu a respeito do discurso de Chaves direcionado as FARC, sugerindo-lhe a entrega dos reféns ainda em poder da guerrilha. O texto faz uma alusão direta ao que aconteceu ao IRA na Irlanda, tendo em vista o grau de esgotamento da guerrilha nos últimos anos e a possibilidade de entregar as armas. Essa variável vem sendo trabalhada há alguns anos e a recente eleição de Juan Manuel Santos abriu essa perspectiva de diálogo.
É importante entendermos que o comitê central das FARC adiam essa possibilidade no intuito de ganhar algum tempo. O poder de alcance da guerrilha foi reduzido nos últimos anos, mas ainda é capaz de causar avarias no exército regular. O que resta ao comando central das FARC é negociar a paz da melhor forma possível. Mas não será fácil.



