Prezada Senhora, com o respeito habitual que informá-la que após a divulgação pela mídia de que o Exmo. Presidente Napolitano lhe enviou uma carta na qual pede, EXIGE, minha extradição, permito-me escrever a minha vez a Vossa Excelência e ao querido povo Brasileiro. Tenho o intento que Vosa Excelência e a população do Brasil conheçam uma carta que foi escrita por cidadãos comuns. Diferente da outra que Vossa Excelência recebeu e cujo assinante foi parte em causa no sangrento conflito dos anos 60-70 e que também foi entre os dirigentes máximos, à época, do Partido Comunista Italiano. Partido esse que foi aliado fiel do Governo na guerra suja e ferrenha perseguição ao "Movimento Revolucionário". A carta anexada não é de pessoas que ocupam altos cargos no Poder Público, mas sim de membros idôneos da sociedade, equidistantes das partes e assim possíveis portadores da verdade. É certo que, de todos os textos que passaram através as grades, este é o que de forma sucinta, fidedigna e verossímel relata a minha história de maneira inequívoca.
Sem mais, encerro e ensejo préstimos de sucesso e felicidade no desafio de presidir este país continental. Certo de Vossa atenção, firmo e agradeço.
Papuda, 22/01/11
29 de janeiro de 2011
28 de janeiro de 2011
2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos - Memória e Resistência
O 2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos – Memória e Resistência será realizado entre os dias 30, 31 de março e 1º abril na sede do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro (Praça da República, 173, Centro). Clique aqui para fazer sua inscrição.
O evento visa realizar debates sobre os documentos reunidos pelos arquivos operários, rurais, sindicais e populares, bem como sobre as particularidades que envolvem o tratamento desses acervos, constituindo-se em um fórum privilegiado para a transferência de informações e o incentivo à recuperação e à preservação dos arquivos dos trabalhadores e suas organizações.
O Seminário contará com a participação de conferencistas e especialistas nacionais e internacionais que debaterão, a partir de diversas perspectivas disciplinares, temas de interesse no âmbito dos arquivos dos trabalhadores da cidade e do campo. Esses arquivos têm relevância por também preservarem documentos de grande importância para o conhecimento das formas de resistência ao regime militar brasileiro e para o processo de redemocratização e construção da história recente do país.
Período: 30, 31 de março e 1º de abril de 2011.
Local: Arquivo Nacional – Praça da República, 173, Centro - Rio de Janeiro – RJ.
O evento visa realizar debates sobre os documentos reunidos pelos arquivos operários, rurais, sindicais e populares, bem como sobre as particularidades que envolvem o tratamento desses acervos, constituindo-se em um fórum privilegiado para a transferência de informações e o incentivo à recuperação e à preservação dos arquivos dos trabalhadores e suas organizações.
O Seminário contará com a participação de conferencistas e especialistas nacionais e internacionais que debaterão, a partir de diversas perspectivas disciplinares, temas de interesse no âmbito dos arquivos dos trabalhadores da cidade e do campo. Esses arquivos têm relevância por também preservarem documentos de grande importância para o conhecimento das formas de resistência ao regime militar brasileiro e para o processo de redemocratização e construção da história recente do país.
Período: 30, 31 de março e 1º de abril de 2011.
Local: Arquivo Nacional – Praça da República, 173, Centro - Rio de Janeiro – RJ.
27 de janeiro de 2011
Central sindical UGTT joga papel central na luta que continua
Tunísia: mobilização popular derruba governo
20/01/2011
Escrito por: Júlio Turra
Na Tunísia, país árabe do norte da África, o ano de 2011 começou marcado por uma mobilização popular enorme que já provocou a fuga do país, em 14 de janeiro, do ditador Ben Ali, com a constituição de um governo provisório encabeçado por ministros e membros do seu partido (RCD) Durante semanas, a mobilização da juventude, dos trabalhadores e da população, se dirigiu contra o regime e suas instituições.
Em 17 de dezembro um jovem vendedor ambulante suicidou-se (imolando-se com fogo) em protesto contra a apreensão pela política de suas mercadorias. Foi um estopim para revoltas em várias cidades entre 3 e 10 de janeiro contra a alta de preços e a opressão do regime, contra o desemprego e as precárias condições de vida e trabalho neste país de 11 milhões de habitantes, cujo governo era apresentado como “modelo” pelo FMI poucos meses antes da insurreição popular que desembocou numa verdadeira revolução.
20/01/2011
Escrito por: Júlio Turra
Na Tunísia, país árabe do norte da África, o ano de 2011 começou marcado por uma mobilização popular enorme que já provocou a fuga do país, em 14 de janeiro, do ditador Ben Ali, com a constituição de um governo provisório encabeçado por ministros e membros do seu partido (RCD) Durante semanas, a mobilização da juventude, dos trabalhadores e da população, se dirigiu contra o regime e suas instituições.
Em 17 de dezembro um jovem vendedor ambulante suicidou-se (imolando-se com fogo) em protesto contra a apreensão pela política de suas mercadorias. Foi um estopim para revoltas em várias cidades entre 3 e 10 de janeiro contra a alta de preços e a opressão do regime, contra o desemprego e as precárias condições de vida e trabalho neste país de 11 milhões de habitantes, cujo governo era apresentado como “modelo” pelo FMI poucos meses antes da insurreição popular que desembocou numa verdadeira revolução.
26 de janeiro de 2011
Já é um começo de golpe
Por Rui Martins
Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.
Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.
O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.
Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.
Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.
O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.
25 de janeiro de 2011
Brasileiro está desaparecido há 13 dias na Argentina
O estudante de direito da Universidade Federal da Bahia Luiz Henrique de Souza, de 26 anos, está desaparecido desde o dia 11 de janeiro em Buenos Aires, na Argentina.
Henrique mora com uma amiga há cerca de três meses em Delta do Tigre, região metropolitana de Buenos Aires. Seu último contato foi realizado no dia 10 de janeiro, quando avisou a um amigo e a namorada Valéria que pegaria uma balsa em direção a Buenos Aires, onde compraria uma passagem para a cidade de Tilcara. Desde então, nenhum dos amigos ou familiares tiveram qualquer contato com Luiz.
Henrique mora com uma amiga há cerca de três meses em Delta do Tigre, região metropolitana de Buenos Aires. Seu último contato foi realizado no dia 10 de janeiro, quando avisou a um amigo e a namorada Valéria que pegaria uma balsa em direção a Buenos Aires, onde compraria uma passagem para a cidade de Tilcara. Desde então, nenhum dos amigos ou familiares tiveram qualquer contato com Luiz.
“Caso” Battisti: Eis por que estamos com Lula
publicado em 07/01/2011
Por Saverio Ansaldi, Carlo Arcuri, Giorgio Passerone e Luca Salza
Fonte
Site Uninomade (via Vermelho), em 03/1/2011
Um grupo de intelectuais italianos radicados na França lançou na última terça-feira (4) documento apoiando a decisão do Brasil de não extraditar o ex-ativista Cesare Battisti e desmascarando os argumentos do governo ditreitista de Sílvio Berlusconi. A mídia italiana e alguns políticos que conforme a ocasião se apresentam como de “esquerda” são aqui submetidos a severa crítica Somos um certo número de italianos residentes no exterior, onde trabalhamos no ensino e na pesquisa, estupefatos com a postura da mídia e da “opinião pública” do nosso país diante do “caso” Cesare Battisti. A jornalista Anais Ginori, em La Reppublica de 2 de janeiro, parece por exemplo estigmatizar o “júbilo dos intelectuais franceses” (arbitrariamente identificados com Bernard-Henri Lévy e Fred Vargas) diante da recusa de extraditar Battisti, decidida pelo presidente brasileiro Lula da Silva.
Por Saverio Ansaldi, Carlo Arcuri, Giorgio Passerone e Luca Salza
Fonte
Site Uninomade (via Vermelho), em 03/1/2011
Um grupo de intelectuais italianos radicados na França lançou na última terça-feira (4) documento apoiando a decisão do Brasil de não extraditar o ex-ativista Cesare Battisti e desmascarando os argumentos do governo ditreitista de Sílvio Berlusconi. A mídia italiana e alguns políticos que conforme a ocasião se apresentam como de “esquerda” são aqui submetidos a severa crítica Somos um certo número de italianos residentes no exterior, onde trabalhamos no ensino e na pesquisa, estupefatos com a postura da mídia e da “opinião pública” do nosso país diante do “caso” Cesare Battisti. A jornalista Anais Ginori, em La Reppublica de 2 de janeiro, parece por exemplo estigmatizar o “júbilo dos intelectuais franceses” (arbitrariamente identificados com Bernard-Henri Lévy e Fred Vargas) diante da recusa de extraditar Battisti, decidida pelo presidente brasileiro Lula da Silva.
22 de dezembro de 2010
Caso João Leonardo da Silva Rocha
Entenda o caso:
Ainda hoje, familiares buscam conhecer o destino de centenas de pessoas que desapareceram durante a ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985. Muitas destas pessoas foram mortas e enterradas de maneira clandestina, sem que seus corpos fossem devidamente identificados.
O advogado e professor João Leonardo da Silva Rocha pode ser um destes desaparecidos. Banido do país em 1969, ele pode ter sido enterrado com um nome falso no sertão da Bahia, em Palmas de Monte Alto, que fica a 730 quilômetros de Salvador.O advogado integrava o grupo de presos políticos que foram soltos em troca da libertação do embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado em 1969 por militantes do MR8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e da ALN (Aliança de Libertação Nacional).
Ainda hoje, familiares buscam conhecer o destino de centenas de pessoas que desapareceram durante a ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985. Muitas destas pessoas foram mortas e enterradas de maneira clandestina, sem que seus corpos fossem devidamente identificados.
O advogado e professor João Leonardo da Silva Rocha pode ser um destes desaparecidos. Banido do país em 1969, ele pode ter sido enterrado com um nome falso no sertão da Bahia, em Palmas de Monte Alto, que fica a 730 quilômetros de Salvador.O advogado integrava o grupo de presos políticos que foram soltos em troca da libertação do embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado em 1969 por militantes do MR8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e da ALN (Aliança de Libertação Nacional).
20 de dezembro de 2010
O Estopim marca presença em reunião do Setorial de Saúde do PT
O Coletivo O Estopim, marcou presença na reunião do Setorial de Saúde do Partido dos Trabalhaores que ocorreu no dia 13 de dezembro na sede do PT. Nesta ficou encaminhada uma Comissão, que fazemos já parte enquanto coletivo, para discutir e traçar a metodologia de um seminário que além de fazer o plenejamento do Setorial para 2011 também servirá para reorganizá-lo e formar politicamente novos quadros da saúde no PT.
Em breve traremos mais informações.
7 de dezembro de 2010
Deu na agência Reuters
Por Peter Griffiths
LONDRES (Reuters) - Uma socialite, um cineasta e um veterano jornalista se apresentaram como testemunhas na terça-feira em um tribunal londrino numa frustrada tentativa de impedir que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, permaneça preso enquanto aguarda o processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Assange fez sua primeira aparição pública desde a divulgação de mais de 250 mil comunicações diplomáticas sigilosas dos EUA na semana passada. Foi no banco dos réus da Primeira Vara do tribunal de Westminster, bem perto do Parlamento britânico e do rio Tâmisa.
LONDRES (Reuters) - Uma socialite, um cineasta e um veterano jornalista se apresentaram como testemunhas na terça-feira em um tribunal londrino numa frustrada tentativa de impedir que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, permaneça preso enquanto aguarda o processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Assange fez sua primeira aparição pública desde a divulgação de mais de 250 mil comunicações diplomáticas sigilosas dos EUA na semana passada. Foi no banco dos réus da Primeira Vara do tribunal de Westminster, bem perto do Parlamento britânico e do rio Tâmisa.
3 de dezembro de 2010
Wikileaks: Revolução na informação ou mais do mesmo?
Por Diego Rabelo*
A imprensa mundial noticiou nos últimos dias a publicação de alguns documentos oficiais do governo dos EUA através do site Wikileaks. Cerca de 90 mil relatórios da guerra do Afeganistão que detalham ações militares vazaram levando o governo americano a alguns embaraços. O australiano Julian Assangue, de 39 anos, responde oficialmente pelo portal e se diz vítima de perseguição pelo governo estadunidense e de outros países, também é acusado de supostos crimes sexuais. A Interpol emitiu um mandado de prisão a pedido do governo sueco onde Assangue é acusado.
Mas de que trata esse portal?
A imprensa mundial noticiou nos últimos dias a publicação de alguns documentos oficiais do governo dos EUA através do site Wikileaks. Cerca de 90 mil relatórios da guerra do Afeganistão que detalham ações militares vazaram levando o governo americano a alguns embaraços. O australiano Julian Assangue, de 39 anos, responde oficialmente pelo portal e se diz vítima de perseguição pelo governo estadunidense e de outros países, também é acusado de supostos crimes sexuais. A Interpol emitiu um mandado de prisão a pedido do governo sueco onde Assangue é acusado.
Mas de que trata esse portal?
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