28 de setembro de 2011
Trabalhadores da INB – URA paralisam as atividades em Caetité – BA
Em reunião com os trabalhadores do turno, no dia 26/09/2011, o gerente da URA em Caetité, Hilton Mantovani Lima, informou que, por decisão da diretoria executiva da empresa, a partir do dia 03/10/2011, a INB implantará uma quinta turma com jornada de trabalho de seis horas, decisão esta, tomada de forma unilateral, desrespeitando a portaria nº 412/2007 do Ministério do Trabalho e Emprego. Tal atitude reduz a remuneração dos trabalhadores em 50% (cinquenta por cento), pois suprime duas horas extras diárias recebidas habitualmente desde o ano 2000.
II CONFERÊNCIA LGBT DA REGIÃO METROPOLITANA FOI REALIZADA EM LAURO DE FREITAS
Durante a II Conferência LGBT Territorial da Região Metropolitana de Salvador, realizada em Lauro de Freitas neste sábado, a prefeita Moema Gramacho garantiu levar aos prefeitos dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Costa dos Coqueiros, as reivindicações e políticas públicas definidas no encontro.
"Me comprometo a realizar reunião com os prefeitos para apresentar as propostas da Conferência para que sirvam de auxilio na implementação das políticas para o público LGBT", afirmou a presidenta do Consórcio e prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.
27 de setembro de 2011
Comissão da Verdade gera debate e vontade de justiça
Carta Maior
Aprovado no último dia 21 pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei 7.376/2010, referente à criação da Comissão da Verdade, aumentou os debates em torno dos crimes cometidos durante o período militar. O atraso de mais de 30 anos no processo brasileiro de encontro com a sua história produziu dois movimentos simultâneos e contraditórios: frustrou expectativas de familiares e atingidos, que esperavam mais, após tantas dificuldades enfrentadas nos sucessivos governos pós-ditadura; e de outro, foi considerado como uma relativa vitória, já que a comissão é mais do que se conseguiu até agora.
26 de setembro de 2011
EESP prorroga inscrições para o processo seletivo de estagiários da 4ª edição do estágio de vivência no SUS
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), através da Superintendência de Recursos Humanos da Saúde (SUPERH) e da Escola Estadual de Saúde Pública Professor Francisco Peixoto de Magalhães Netto (EESP), torna público o processo seletivo de estagiários para a 4ª edição do Estágio de Vivências no SUS.
Os Estágios de Vivência no SUS promove discussões sobre a integração educação e trabalho na saúde, a partir da articulação de gestores, trabalhadores, usuários e instituições formadoras. Os estudantes selecionados, durante os dias 14 a 23 de dezembro de 2011, serão inseridos em municípios do estado da Bahia onde, acompanhados pelos Mediadores de Aprendizagem, poderão se aproximar da realidade do SUS (Unidades Básicas de Saúde, CAPS, Hospitais, Conselhos de Saúde, Central de regulação, ente outros). Participarão também de reuniões e oficinas com gestores, profissionais, usuários e movimentos sociais para tematizar coletivamente as questões vivenciadas.
A seleção está aberta para estudantes de todos os cursos da área da saúde no estado, regularmente matriculados e que não tenham participado em edições anteriores.
As inscrições FORAM PRORROGADAS e se encerram no dia 28/09/2011. Para mais informações, formulários e inscrição, acessar o site da EESP através do endereço:
http://www2.saude.ba.gov.br/eesp
Acesse também no site o projeto e a cartilha informativa da 4ª edição do Estágio de Vivências no SUS.
Fonte: EESP
Os Estágios de Vivência no SUS promove discussões sobre a integração educação e trabalho na saúde, a partir da articulação de gestores, trabalhadores, usuários e instituições formadoras. Os estudantes selecionados, durante os dias 14 a 23 de dezembro de 2011, serão inseridos em municípios do estado da Bahia onde, acompanhados pelos Mediadores de Aprendizagem, poderão se aproximar da realidade do SUS (Unidades Básicas de Saúde, CAPS, Hospitais, Conselhos de Saúde, Central de regulação, ente outros). Participarão também de reuniões e oficinas com gestores, profissionais, usuários e movimentos sociais para tematizar coletivamente as questões vivenciadas.
A seleção está aberta para estudantes de todos os cursos da área da saúde no estado, regularmente matriculados e que não tenham participado em edições anteriores.
As inscrições FORAM PRORROGADAS e se encerram no dia 28/09/2011. Para mais informações, formulários e inscrição, acessar o site da EESP através do endereço:
http://www2.saude.ba.gov.br/eesp
Acesse também no site o projeto e a cartilha informativa da 4ª edição do Estágio de Vivências no SUS.
Fonte: EESP
Inscrições abertas para a Code, edição Bahia
Ipea, em parceria com o Governo do Estado da Bahia, realiza em outubro a Conferência do Desenvolvimento, em Salvador
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Governo do Estado da Bahia, promoverá a Conferência do Desenvolvimento – Ipea, edição Bahia (Code Ipea/BA), nos dias 04 e 05 de outubro. A Conferência será uma oportunidade para aprofundar o conhecimento acerca da realidade socioeconômica brasileira, com ênfase nos eixos de desenvolvimento para a região Nordeste e o aperfeiçoamento das políticas governamentais. O evento acontecerá no Campus da Universidade Federal da Bahia, Av. Rto. Miguel Calmon, Canela, Salvador.
O evento visa promover um debate profundo na sociedade sobre os desafios que envolvem o desenvolvimento do Brasil e do Nordeste por meio de oito painéis e 40 oficinas, que terão a presença de autoridades, especialistas e acadêmicos. Por isso, a Code-BA será realizada de forma aberta à participação ampla de estudantes, profissionais, estudiosos, pesquisadores, agentes públicos, legisladores, especialistas, professores, entre outros.
A abertura da Conferência será em local diferente (Hotel Rua Fonte do Boi, 216 - Rio Vermelho) e contará com a participação do presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, e demais autoridades, no dia 04 de outubro, das 8h30 às 12h30.
Pesquisadores do Ipea estarão presentes em sete painéis para debater sobre Proteção Social, Garantia de Direitos e Geração de Oportunidades; Sustentabilidade Ambiental; Fortalecimento do Estado, das Instituições e da Democracia; Estrutura Tecnoprodutiva Integrada e Regionalmente Articulada; Infraestrutura Econômica, Social e Urbana; Macroeconomia para o Desenvolvimento; e Inserção Internacional Soberana. Os temas estão relacionados aos eixos do desenvolvimento definidos pelo Instituto. E o painel de encerramento traz o tema “Crise internacional e os Reflexos na Economia Brasileira”.
As vagas em cada atividade são limitadas. As inscrições já podem ser feitas pelo site do evento. www.ipea.gov.br/codebahia
Nem as crianças acreditam na propaganda contra o MST
Por Maria Luisa Mendonça *
Enquanto a mídia conservadora insiste em manter a ignorância sobre a situação anacrônica do monopólio da terra no Brasil e suas conseqüências desastrosas para a economia, o meio ambiente e a sociedade, algumas crianças de nove anos são mais bem informadas.
Em uma prova de história e geografia, as crianças interpretaram a música "Índios" do Legião Urbana para falar sobre a exploração da colonização portuguesa e as lutas da Inconfidência Mineira.
A última pergunta da prova era: “Muitas pessoas ainda lutam por leis mais justas e por uma vida melhor. Escreva o nome de um movimento atual que tenha esse ideal e comente sobre o que pretendem”. Resposta do meu filho: “O MST, porque pretende acabar com a fome e com toda a miséria”.
Vamos recomendar o livro "A história da luta pela terra e o MST", da Editora Expressão Popular. Não vamos deixar que nossas crianças sejam enganadas pela propaganda da mídia burra e vendida para o agronegócio.
* Maria Luisa Mendonça é jornalista
Fonte: MST
25 de setembro de 2011
Blog da UEB volta a ativa depois de muito tempo desativado
Nós do Coletivo Estopim, que reivindicamos e construímos a União dos Estudantes da Bahia, achamos louvável a iniciattiva tomada em atualizar o blog da entidade, tendo em vista que esse canal de diálogo virtual estava desativado há muito tempo por motivos não declarados por Diretorias passadas.
Fazemos votos de que essa ferramenta seja utilizada de forma democrática, onde as diretorias, tanto Executiva quanto da Plena da Entidade, possam divulgar suas atividades e assim, utilizar esse espaço para um diálogo mais próximo com os estudantes universitários de toda a Bahia na construção das lutas pela efetivação de direitos.
Segue link do blog para acesso:
http://blogdaueb.blogspot.com/
Na ONU, Dilma defende Brasil no Conselho de Segurança e Palestina
Em sua estréia - e das mulheres - na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas, Dilma Rousseff cobra reforma do Conselho de Segurança, com assento permanente ao Brasil, para devolver-lhe 'legimitidade'. Em discurso de 24 minutos em que foi aplaudida quatro vezes, também defende 'ingresso pleno' da Palestina na ONU e 'crescimento' como opção contra crise global.
André Barrocal
Na primeira vez que uma mulher abriu a Assembléia Geral das Nações Unidas em 66 anos, a presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta quarta-feira (21), que o Brasil tenha assento permanente no Conselho de Segurança; o reconhecimento formal da Palestina, com o ingresso dela na ONU; e que os países enfrentem a crise econômica global com crescimento e, não, recessão.
Para Dilma, é urgente e não dá para “protelar mais” a reforma do Conselho de Segurança, debate que se arrasta há 18 anos. A legitimidade do Conselho, criado numa geopolítica que ficou para trás, depende desta reforma, disse a presidenta, numa das quatro vezes em que arrancou aplausos da Assembléia durante o discurso de 24 minutos.
“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea, que incorpore novos membros permanentes e não permanentes, em especial, representantes dos países em desenvolvimento”, disse Dilma. “O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente.”
Segundo a presidenta, um Conselho mais legítimo seria mais eficiente para coordenar respostas a situações surgidas, por exemplo, na “Primavera Árabe”, com manifestações a reivindicar democracia e liberdade numa série de países. O Brasil, disse Dilma, se solidariza com o “ideal de liberdade” e repudia “com veemência a repressão brutal” que vitimou civis nestes movimentos.
Salientando o passado de perseguida e torturada política, Dilma condenou “autoritarismo, xenofobia, miséria, pena capital e discriminação” como “algozes dos direitos humanos” - presentes em todos os países, é preciso reconhecer, disse ela.
Neste momento, ela saudou o país caçula da ONU, o Sudão do Sul, que debutou na Assembléia Geral. E lamentou não poder dar uma segunda boas vindas. Para Dilma, o sonho de soberania é um direito “legítimo do povo palestino” que, se realizado, ajudaria a promover a paz no Oriente Médio. “Acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”, afirmou Dilma, outra vez inspirando palmas.
Mulheres e crise econômica
A primeira salva de palmas ocorreu logo no início do discurso, quando a presidenta referiu-se ao fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia. Para ela, quem se exprimia ali, naquele momento, era a “voz da democracia e da igualdade”, que se amplia no mundo.
Depois de dizer-se orgulhosa e de prever um “século das mulheres”, Dilma entrou direto no assunto que mais agita a comunidade internacional hoje, por atingir diretamente países ricos: a crise econômica global. Foi o tema que mais ocupou espaço no discurso da brasileira.
A presidenta classificou o momento atual de “extremamente delicado”. Disse que não é hora de procurar culpados pela crise, até porque já são bastante conhecidos. Criticou a falta de “recursos políticos”, em especial nos países ricos, para resolver os problemas. Reclamou do protecionismo como opção. Lamentou os efeitos sobre o desemprego, hoje superior a 200 milhões no mundo.
Segundo Dilma, os países em desenvolvimento podem ajudar a atravessar a crise, mas é preciso que fóruns globais como a ONU, o G20 (grupo das maiores economias do mundo), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) conversem e negociem mais. É necessário, disse, regular mais o setor financeiro. E, sobretudo, preferir a arma do crescimento à da estagnação.
“A solução do problema de dívida [dos governos] deve ser combinada com crescimento econômico. Há sinais evidentes de que os ricos estão no limiar da recessão”, afirmou Dilma, para quem “a prioridade mundial” deve ser resolver a questão fiscal daqueles países – sem crescer e gerar receita, seria mais difícil.
Mas Dilma não deixou de dizer, mais uma vez, que o Brasil tem sido menos afetado pela crise, embora “a capacidade de resistência [do país] não é ilimitada”. Ela vendeu ações do governo e a possibilidade que o Brasil tem hoje de usar o mercado interno para sair-se bem, em meio a turbulências.
Ao encerrar o discurso, a presidenta voltou ao tema da participação feminina na política. Saudou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, por estimular esse tipo de debate, ao coordenar a criação da ONU Mulher, referência que rendeu a Dilma sua quarta salva de palmas.
Para Dilma, é urgente e não dá para “protelar mais” a reforma do Conselho de Segurança, debate que se arrasta há 18 anos. A legitimidade do Conselho, criado numa geopolítica que ficou para trás, depende desta reforma, disse a presidenta, numa das quatro vezes em que arrancou aplausos da Assembléia durante o discurso de 24 minutos.
“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea, que incorpore novos membros permanentes e não permanentes, em especial, representantes dos países em desenvolvimento”, disse Dilma. “O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente.”
Segundo a presidenta, um Conselho mais legítimo seria mais eficiente para coordenar respostas a situações surgidas, por exemplo, na “Primavera Árabe”, com manifestações a reivindicar democracia e liberdade numa série de países. O Brasil, disse Dilma, se solidariza com o “ideal de liberdade” e repudia “com veemência a repressão brutal” que vitimou civis nestes movimentos.
Salientando o passado de perseguida e torturada política, Dilma condenou “autoritarismo, xenofobia, miséria, pena capital e discriminação” como “algozes dos direitos humanos” - presentes em todos os países, é preciso reconhecer, disse ela.
Neste momento, ela saudou o país caçula da ONU, o Sudão do Sul, que debutou na Assembléia Geral. E lamentou não poder dar uma segunda boas vindas. Para Dilma, o sonho de soberania é um direito “legítimo do povo palestino” que, se realizado, ajudaria a promover a paz no Oriente Médio. “Acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”, afirmou Dilma, outra vez inspirando palmas.
Mulheres e crise econômica
A primeira salva de palmas ocorreu logo no início do discurso, quando a presidenta referiu-se ao fato de ser a primeira mulher a abrir a Assembléia. Para ela, quem se exprimia ali, naquele momento, era a “voz da democracia e da igualdade”, que se amplia no mundo.
Depois de dizer-se orgulhosa e de prever um “século das mulheres”, Dilma entrou direto no assunto que mais agita a comunidade internacional hoje, por atingir diretamente países ricos: a crise econômica global. Foi o tema que mais ocupou espaço no discurso da brasileira.
A presidenta classificou o momento atual de “extremamente delicado”. Disse que não é hora de procurar culpados pela crise, até porque já são bastante conhecidos. Criticou a falta de “recursos políticos”, em especial nos países ricos, para resolver os problemas. Reclamou do protecionismo como opção. Lamentou os efeitos sobre o desemprego, hoje superior a 200 milhões no mundo.
Segundo Dilma, os países em desenvolvimento podem ajudar a atravessar a crise, mas é preciso que fóruns globais como a ONU, o G20 (grupo das maiores economias do mundo), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) conversem e negociem mais. É necessário, disse, regular mais o setor financeiro. E, sobretudo, preferir a arma do crescimento à da estagnação.
“A solução do problema de dívida [dos governos] deve ser combinada com crescimento econômico. Há sinais evidentes de que os ricos estão no limiar da recessão”, afirmou Dilma, para quem “a prioridade mundial” deve ser resolver a questão fiscal daqueles países – sem crescer e gerar receita, seria mais difícil.
Mas Dilma não deixou de dizer, mais uma vez, que o Brasil tem sido menos afetado pela crise, embora “a capacidade de resistência [do país] não é ilimitada”. Ela vendeu ações do governo e a possibilidade que o Brasil tem hoje de usar o mercado interno para sair-se bem, em meio a turbulências.
Ao encerrar o discurso, a presidenta voltou ao tema da participação feminina na política. Saudou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, por estimular esse tipo de debate, ao coordenar a criação da ONU Mulher, referência que rendeu a Dilma sua quarta salva de palmas.
Fonte: Carta Maior
23 de setembro de 2011
Culturas nacionais: Anotações sobre a morte e o esquecimento
Eric Nepomuceno
Carta Maior
1.
Aconteceu nos Estados Unidos, em Jackson, capital da Geórgia, um estado
sulista, por volta das sete da tarde, hora local, da quarta-feira, dia 21. Aconteceu com Troy Davis, negro, 42 anos de idade.
Aconteceu nos Estados Unidos, em Jackson, capital da Geórgia, um estado
sulista, por volta das sete da tarde, hora local, da quarta-feira, dia 21. Aconteceu com Troy Davis, negro, 42 anos de idade.
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