24 de agosto de 2014

Porque apoiamos e construímos o Plebiscito Popular pela Constituinte



As manifestações de junho e julho de 2013 mostraram como @s brasileir@s estão ávid@s por mudanças. Nesse período as ruas foram tomadas por um forte sentimento de descrédito em relação as atuais instituições representativas. Como motivo, dentre outros elementos, apontamos a transição conservadora vivida no Brasil a partir do fim da ditadura, que, apesar dos avanços, pouco rompeu com a lógica militar vigente em muitas dessas instituições na atualidade.

No espectro político isso não foge a regra. Temos um sistema político viciado e excludente, que consolida a hegemonia da burguesia em detrimento da classe trabalhadora. Esse mesmo sistema é responsável por colocar nas mãos dos empresários o poder de eleger grande parte dos nossos representantes, influenciando, assim, a atuação desses no exercício de suas funções. Trocando em miúdos: as eleições se tornaram um grande balcão de negócios.

12 de agosto de 2014

Por que as pessoas me perguntam se eu não sinto falta de carne?

* Rafa Cardoso

Não estou aqui para fazer apologia ao vegetarianismo ou veganismo, só gostaria de partilhar um desabafo e quem sabe refletirmos juntos. 
Eu tenho um bichinho de estimação. O nome dele é Jhon e está conosco há 13 anos. Confesso que converso com ele milhares de vezes ao dia e ele parece entender e responder com latidos, gestos, formas que facilitam a compreensão. Ele faz parte da minha família, tanto quanto a minha mãe, irmã e avó.
Não como carne há muitos anos e peixe deixei de comer há uns 3 anos. Muitos perguntam se foi uma opção minha. E explico que nunca gostei do gosto da carne e a gota d'água foi quando eu tive uma anemia e fui obrigada a comer bife de figado.

26 de julho de 2014

Por que provocar a Palestina ajuda a resolver os problemas internos do Estado Sionista?


* Diego Rabello

Mais uma vez perplexo, o mundo acompanha pelas redes alternativas de informação o massacre da ocupação israelense a gaza. Até aí, nada de muito novo, muita desinformação – quando não informações falsificadas – sobre a investida de um dos exércitos regulares mais bem equipados do planeta. Mas, de fato, o que há de novo nessa nova provocação de Israel contra o povo palestino? O mísseis tomahawk? O sequestro de três jovens judeus? O Hamas?

A máquina de propaganda do imperialismo norte-americano foi capaz de manter durante décadas a opinião pública mundial sob uma absoluta confusão com o que se passa no oriente médio. É muito difícil compreender todos aqueles conflitos, que envolvem lutas internas encarniçadas, mas que se tornaram relevantes – pode-se dizer vitais - para o xadrez global por conta do petróleo, elemento fundamental para a existência da produção mundial tal como a conhecemos.

22 de julho de 2014

Moção de solidariedade ao Povo Palestino




O Coletivo O Estopim! vem a público demonstrar seu irrestrito apoio ao Povo Palestino e repudiar veementemente os ataques orquestrados pelo governo israelense que estão sendo responsáveis por um verdadeiro massacre na Palestina. 
  
Os motivos dessa investida transcende o sequestro e morte dos três israelenses na Cisjordânia e remonta ao século passado. Com a criação do Estado de Israel, em 1948, os palestinos vem gradualmente perdendo seu território, bem como sofrendo duras restrições econômicas e de circulação de pessoas em Gaza. Esses ataques, que fique claro, vem também no sentido de enfraquecer a unidade das forças políticas que lutam pela independência do Estado Palestino.

20 de julho de 2014

Comunidade do ICI aponta novos rumos para sua direção

Apoiadores da chapa 1 logo após a apuração

Ocorreu nos dias 17 e 18 de julho a Consulta Pública para escolha da nova direção do Instituto de Ciência da Informação, quadriênio 2014-2018. A Chapa 1, Tod@s por um novo ICI, encabeçada pelas docentes Hildenise Novo e Henriette Gomes, ganhou a preferência da comunidade e assumirá após os tramites legais a direção da unidade em setembro.

É indispensável fazer um resgate histórico para compreender a importância dessa consulta. Iniciada em 2010, a gestão do Prof. Dr. Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva, atual diretor, acumula uma série de problemas, sobretudo de ordem interpessoal. Perseguições a professores e servidores, ofensas e abusos de poder são comuns em seu mandato, levando a comunidade, que há tempos sofre com as mazelas de seu diretor, a levantar-se e pedir um basta.

6 de junho de 2014

Representa


Aquela natureza humana pronta para olhar, pensar e mudar.
Aquela que pode nascer de qualquer um desenvolvido dos neurônios dos primatas.
O incômodo daquilo que nos incomoda e a possibilidade de mudança são irmãs.
Natureza, consciente, subconsciente, mistura de naturezas, do querer, do desejo.
Misturas do voluntário e involuntário. Do político e não político. Ora, onde está Foucault?
Juntas, são o poder da juventude, são o poder de O Estopim!.
O poder do mudar e conseguir
O poder das minorias
O poder das minorias
O poder das minorias
O poder das minorias
Que podem.

9 de maio de 2014

A centelha revolucionária do Movimento Estudantil: seis anos do Coletivo O Estopim!

" Há homens que lutam um dia e são bons, 
  há outros que lutam um ano e são melhores,
  há os que lutam muitos anos e são muito bons. 
  Mas há os que lutam toda a vida e estes são 
  imprescindíveis." (Bertold Brecht)

Há seis anos um coletivo de estudantes da UFBA anunciava a formação de um novo agrupamento político com a função de ser a centelha revolucionária do Movimento Estudantil. Forjado a partir da intervenção destacada nas áreas da Saúde e Assistência Estudantil, em função do perfil dos militantes que compunham esse coletivo, em sua ampla maioria estudantes dos cursos de Saúde e residentes universitários, nasce, 1 de maio de 2008, o Coletivo O Estopim!.

Elaborando programas estratégicos para essas áreas o Coletivo O Estopim! se consolidou e se tornou referência nessas pautas. Incendiando corações e mentes, novos militantes foram se integrando ao longo da jornada, e assim incorporando novas pautas, novas discussões, e hoje de forma qualificada intervimos, para além das pautas originárias, nas temáticas dos Direitos Humanos, Movimento LGBT, Mulheres e Meio Ambiente.

3 de maio de 2014

Que venham mais seis e outros tantos anos!



*** 6 anos de O ESTOPIM***


Tínhamos um sonho remoto, interpretado por muitos como um passo a mais do que a nossa perna chegaria, uma utopia... Há seis anos tínhamos um sonho remoto. Ousamos. A vontade de mudar o mundo, ou se isso for muita pretensão, a vontade de mudar a realidade a nossa volta, nos deu força, garra e coragem!

O termo escolhido por um grupo de estudantes da UFBA - há seis anos - para denominar nosso coletivo significa o grande estouro. O Estopim! é a chama inicial das grandes transformações que pretendemos ajudar a construir. Traçamos um paralelo também ao jornal ISKRA (Á CENTELHA) elaborado pelos revolucionários russos no exílio antes da grande revolução de 1917.

O Coletivo O Estopim completa hoje, e não é por acaso ser na data simbólica do 1º de maio, seis anos de muitas lutas. Já passaram por aqui tantas e tantos lutadoras/es pela veia do movimento estudantil que não da para parabenizar nominalmente a todas e todos

18 de abril de 2014

Por uma Comissão de Reparação da Ditadura Militar no Brasil

* Vilma Leahy


Frente ao panorama atual que vive o Brasil, em resgate à memória e a verdade aos 21 anos sangrentos vividos pelo país sob o regime militar, de 1964 a 1985, é relevante assumir a participação dos Estados Unidos da América, que, com seus membros ativos, Dean Rusk (secretário do estado americano), Lincoln Gordon (embaixador americano no Brasil), John Kennedy (presidente dos EUA no período de 1961-1963), Richard Goodwin (conselheiro do presidente Kennedy), Lyndon B. Johnson (presidente dos EUA no período de 1963-1969), Vernon Walter (general do exército americano) e agentes da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), financiaram e comandaram o golpe de estado que depôs o presidente João Goulart e deu início a esse período trágico de torturas, mortes e desaparecimentos de vítimas pela repressão militar.

A aproximação dos militares brasileiros com os americanos se deu no período da Segunda Guerra Mundial, onde ambos lutaram contra Hitler, líder da Alemanha nazista, país do Eixo. Os EUA tinham como membro principal de cooperação o oficial Vernon Walters, que comandava as tropas do exército. O período pós-guerra foi de muito intercâmbio entre oficiais brasileiros e americanos, onde centenas de brasileiros foram estudar no exterior. Principalmente na Escola das Américas no Panamá - centro de treinamento criado pelos Estados Unidos, e na National War College, onde surgiu a inspiração para Escola Superior de Guerra no Brasil. A partir disso, o oficial Vernon Walter articulado juntamente com os militares brasileiros compartilhavam da mesma ideia: eliminar o comunismo.

16 de abril de 2014

Mais uma oitiva da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA


Da coordenação

Ocorreu ontem, 15, na Faculdade de Comunicação, mais uma oitiva da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA. Essa oitiva, mediada por Ilka Dias Bichara, representante docente nesse colegiado, teve como depoentes João Coutinho, Júlio Guedes e Carlos Sarno, todos ex-estudantes da Universidade durante a ditadura civil militar.

Empossada em dezembro de 2013, a comissão vem desde fevereiro promovendo oitivas abertas as terças-feiras a partir das 14h no auditório da Facom, Campus de Ondina. O objetivo desses depoimentos, bem como do levantamento de informações nos arquivos da instituição, é resgatar a história da UFBA acerca desses anos de ditadura, assim como recomendar ações, ao final de seus trabalhos, para que a Universidade varra para sempre os resquícios desse período em sua estrutura.