3 de abril de 2015

Breves comentários sobre questões políticas e econômicas

*Por Diego Rabelo

O mundo ainda sente o impacto da quebra do subprime nos EUA, em 2008, e a nova ordem econômica desenvolvida desde então. Na Europa, a zona do euro segue tateando em terrenos instáveis com a crise grega que promete contagiar em grau superior Portugal e Espanha. O deslocamento dos investimentos atraídos da União europeia e dos Estados Unidos para os emergentes é produto de uma taxa de juros alta e retorno financeiro seguro. Contudo, há uma recuperação, mesmo que disforme, dessas economias o que tem provocado em alguma medida fuga de capitais.

25 de março de 2015

Lava Jato: a visão distorcida dos fatos


*Caio Teixeira
Iniciou-se a operação Lava Jato em 17 de marco de 2014 para investigar esquemas de corrupção, desvios, superfaturamento em contratos da Petrobras. Desde então a Petrobras, o governo, a corrupção e o sistema político estão no centro das atenções da opinião pública.

24 de março de 2015

A política do “tudo nosso, nada deles”

*Daniel Mathias

"Há um mal econômico, que é a errada distribuição da riqueza. Há um mal político, que é o fato de a política não estar a serviço dos pobres". (José Saramago)

Recentemente, ao dialogar com uma cidadã da minha cidade natal, Caém-BA, fui inserido numa reflexão muito interessante. Palavras que nos fazem pensar, e nos causam indignação. Fazem-nos compreender o porquê de precisarmos vivenciar a política, mesmo que em nível micro, e sermos “a mudança que queremos ver no mundo”. De buscarmos, com todas as forças, reverter o quadro perverso, retrógrado e injusto representado pela política do “tudo nosso, nada deles”.

14 de março de 2015

Algumas considerações sobre questões políticas e militares


Por Diego Rabelo*

Existem, a meu ver, dois equívocos recorrentes dos analistas que tratam da questão militar no mundo. São eles: a) analistas que tratam os aspectos de um ponto de vista exclusivamente técnico, com todo o arcabouço dos números e do desenvolvimento tecnológico, como se fosse possível afastar o elemento da análise política; e b) analistas que tratam a questão exclusivamente com o prisma político, respaldado somente na diplomacia, como se fosse possível afastar o elemento técnico.

4 de março de 2015

Rui erra e o rato rei ri

*Wanderson Pimeta




É certo que não se pode caracterizar um Governo apenas pelas declarações de seus dirigentes. Contudo, a partir de falações públicas, o Governador Rui Costa aponta como será o seu governo, pelo menos do ponto de vista da disputa ideológica. Declarações que celebram a atitude da PM, como no caso da “Chacina do Cabula”, em que morreram 12 jovens, apontam que “bandidos” sentirão “a mão forte do Estado”.

As comunidades empobrecidas, de fato, sentem há décadas que a única parte forte do Estado ali é a Polícia. E ela não vem oferecer nenhum tipo de política pública.

21 de fevereiro de 2015

A assustadora e inadmissível violência dos EUA e aliados no oriente médio deve ser combatida e denunciada, mas preocupe-se quando eles perderem o interesse por lá.



Por Diego Rabelo*

“A coerência é a virtude dos imbecís” - Chateaubriand

Enquanto os EUA estiverem preocupados com o oriente médio e os infinitos conflitos que a região apresenta estaremos, relativamente, estáveis na América Latina. Ocorre que, ao que parece, a tendência é que os norte-americanos aos poucos diminuam o interesse na região do ponto de vista dos recursos minerais. Frise-se aqui que, jamais irão abandonar a região tendo em vista a sua localização estratégica próxima de seus adversários militares em potencial, Rússia e China.

11 de fevereiro de 2015

Contra o Genocídio do Povo Negro, Nenhum Passo Atrás!


O Ato em respeito a memória das vítimas da chacina da Vila Moíses, Estrada das Barreiras, Cabula, aconteceu hoje (11/02). O Ato saiu da UNEB e foi até o local que aconteceu a chacina, na Vila Moíses. A Campanha Reaja ou Será Morta. Reaja ou Será Morto esteve a frente do Ato e convocou outras entidades para se solidarizar e dar o suporte necessário as famílias das vítimas e comunidade,que vem sofrendo violências e ameaças.

5 de fevereiro de 2015

Constituinte, democracia e insurgência

*Wanderson Pimenta



"A dogmática jurídica é muito limitada frente à insurgência jurídica. E com o processo popular brasileiro estamos ante um direito insurgente." (Jesus Antonio de La Torre Rangel)

Existem alguns marcos que precisam ser observados. As manifestações de junho de 2103, quando milhões de jovens, nas mais diversas cidades brasileiras, saíram às ruas em luta por mais direitos, mesmo que de forma difusa e genérica. As manifestações de julho, organizadas pelas centrais sindicais, ainda que apresentadas pela mídia como um fracasso, que conseguiu mobilizar milhares de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. Ademais, existia no Brasil uma efervescência acima da média, que se deu no aumento do número de greves, bem como na duração das mesmas, e mobilizações autônomas dentro dos sindicatos, em que muitas vezes a base forçou às direções a irem além dos pactos ordeiros.

29 de janeiro de 2015

O Estopim! na 9ª Bienal da UNE!

Entre os dias 01 e 06 de fevereiro ocorrerá no Rio de Janeiro a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes. Evento de máxima importância e que contará com a participação de milhares de estudantes de todo o Brasil, a militância do Coletivo O Estopim! estará em peso nesse espaço que é de fundamental importância para a articulação política, integração e contatos. 

Aproveitaremos também essa oportunidade para organizarmos a Plenária Nacional do nosso coletivo, deverá ocorrer no dia 04. Maiores informações serão dadas em breve!

19 de janeiro de 2015

Algumas observações sobre a posse de Dilma

*Wanderson Pimenta

Tenho uma leve impressão que a direção majoritária do PT esvaziou a posse da Presidenta Dilma.

Em Brasília, no dia primeiro, cerca de 10 mil pessoas acompanhavam o ato. Aquém do que poderíamos construir caso ocorresse um empenho mediano dos dirigentes. Ônibus cancelados em cima da hora, confusão nas informações atinentes às hospedagens, programação etc, foram alguns dos elementos que ajudaram a reduzir bastante a chegada de ativistas das mais variadas partes do país. O que não impediu, diga-se de passagem, o empenho de militantes que viajaram dias e dias para chegarem ao evento. Persiste, resiste e insiste, a boa e velha relutância da militância petista em desistir!