14 de maio de 2013

Movimentos e sindicatos ocupam ministério contra leilão do petróleo














Pàgina do MST
Na manhã desta segunda-feira (13), cerca de 600 camponeses organizados pelo MST, MCP, MAB, além de quilombolas e dos trabalhadores ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) ocuparam o Ministério de Minas e Energia, em Brasília.

A ação faz parte do conjunto de protestos contra a 11ª rodada de licitações de blocos para a exploração de petróleo e gás natural, prevista para os dias 14 e 15 de maio, e contra a privatização de diversas barragens cujas concessões vencem até 2015.

11 de maio de 2013

“Lógica da governabilidade é entrave para memória e verdade”

Thiago Barison


O pesquisador Renan Quinalha, autor do livro Justiça de Transição: contornos do conceito, publicado neste ano em parceria das editoras Dobra Editorial e Expressão Popular, acredita que o Brasil paga o preço por ser o último país da América do Sul a instaurar uma Comissão Nacional da Verdade. Os vizinhos, como Chile, Uruguai e Argentina, que também passaram pelo processo de ditadura militar já estão julgando e condenando os autores de crimes.

O atraso de 30 anos, segundo Quinalha, traz peculiaridades ao processo brasileiro, como a dificuldade de acessar fontes documentais e acervos de informações novos sobre as violações de direitos humanos, dado o largo período de tempo já transcorrido. Confira abaixo entrevista com Quinalha.

2 de maio de 2013

Quem é você?



*George Luiz Santos de Sousa

Parece tão fácil essa pergunta. Seria insipiente respondê-la sem uma análise um pouco menos pessoal. Rapidamente a pergunta se tornaria um pouco mais dura e complexa: Quem é você na sociedade? Tendo plena noção da crítica que minha afirmação pode gerar, atesto que somos apenas o que representamos. Somos a troca de sensações. E ai reside a problemática dessa representação. 

Podemos sentir uma música, ler um quadro, e isso se dá por um meio decodificador. A comunicação distingue o homem dos outros animais. E ela pode ser entendida como um processo da troca de experiências para que se torne patrimônio comum. Ela modifica a disposição mental das partes envolvidas e inclui todos os procedimentos por meio dos quais uma mente pode afetar outra. Isso envolve não somente as linguagens oral e escrita, como também a música, as artes plásticas e cênicas, ou seja, todo comportamento humano. Neste contexto, atenho-me a identidade de gênero e sua representatividade social.

29 de abril de 2013

II Seminário de Direitos Humanos da UNE


O II Seminário de Direitos Humanos da UNE deverá contemplar leituras, diagnósticos e análises sobre a realidade histórica e atual dos Direitos Humanos, do ponto de vista dos mais diversos campos de atuação e dos diversos atores sociais envolvidos, de modo a indicar ou inferir caminhos na solução da problemática examinada. Tem foco principal no debate da Comissão da Verdade e dos mortos e desaparecidos políticos.

O II SDH da UNE irá ocorrer nos dias 2, 3 e 6 de maio deste ano, na Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, campus de Florianópolis, e é organizado pela Diretoria de Direitos Humanos da UNE e Centro Acadêmico Livre de Economia - CALE.

Confira a programação:

17 de abril de 2013

O emblemático ano de 2012 e os desafios de 2013 na UFBA

Sobre a Universidade Federal da Bahia

Faz-se fundamental situar historicamente a Universidade Federal da Bahia, para que assim sejam feitos os devidos balanços e perspectivas políticas. Compreender seu arranjo institucional, seus sujeitos políticos e sua comunidade viva – entendida como força motriz, agente sui generis da vida universitária- é da maior importância no sentido da organização das lutas e concretização das pautas de seus agentes, tendo como eixo central a construção de uma Universidade pública, gratuita, de qualidade e que sirva á quem de fato a constrói e financia.

A Universidade Federal da Bahia ao longo de toda a sua história não apenas constitui-se, como também posiciona-se ao lado e em favor da classe dominante, assim voltando toda a sua produção e existência á burguesia. Exemplo disso foi a aprovação da moção de apoio ao golpe civil-militar pelo Conselho Universitário em abril de 1964, assim como o famigerado sistema de cotas aos filhos de latifundiários que tanto perdurou no seio desta instituição.

A UFBa, alicerçada sob a lógica de unidades descentralizadas –sendo as mais antigas a Faculdade e Medicina e Escola de Belas Artes- e com alto grau de independência, arca com os malogros de uma estrutura medieval que historicamente deu eloqüência ás contradições da relação público x privado. O patrimonialismo é característica intrínseca á essa instituição.

A dificuldade homérica de dar poder aos espaços mais amplos e representativos de decisão na Universidade revela-nos a inexistência histórica de uma revolução burguesa no sentido clássico do termo nesta instituição. Vide deliberação sobre o CTIFRA no Conselho Universitário da UFBa no fim de 2012.Pode-se comparar ,dessa maneira, o Conselho Universitário, regente maior das deliberações universitárias ao parlamento ,órgão máximo de deliberação e formulação política no âmbito da democracia burguesa.

16 de abril de 2013

Nota sobre a direção do ICI

O Coletivo O Estopim! se soma aos protestos do corpo estudantil e docente do Instituto de Ciência da Informação exigindo a renúncia imediata do atual diretor do Instituto de Ciência da Informação, o Prof. Dr. Rubens Ribeiro Gonçalves da Silva, por entender que o assédio moral e a falta de cordialidade nas relações interpessoais que vem ocorrendo com sua comunidade ao longo dos últimos dois anos inviabiliza o andamento de parte significativa das atividades desta Unidade.
Compreendemos que a postura do citado diretor não condiz com a realidade de um espaço de formação acadêmica. A Universidade, enquanto espaço plural e de livre trânsito de ideias, deve propiciar a todos e todas um acúmulo amplo do conhecimento, respeitando, sobretudo, as divergências que são comuns em uma sociedade tão diversa como a nossa. Porém, infelizmente, não é isso que vem ocorrendo na gestão do afamado diretor.

5 de abril de 2013

Liminar da Justiça suspende aumento da passagem em Porto Alegre (RS)



Manifestantes receberam a notícia durante um protesto contra o reajuste da tarifa dos ônibus. Decisão reduz a passagem de R$ 3,05 para os R$ 2,85

05/04/2013

Samir Oliveira,

Quando, às 18h, na tarde desta quinta-feira (4), uma chuvinha fina começou a cair sobre o centro de Porto Alegre, muita gente pensou que o protesto contra o aumento da passagem de ônibus escorreria pelos bueiros como a água. Mas, aos poucos, as pessoas foram se reunindo na praça Montevidéu, em frente à prefeitura.

2 de abril de 2013

Diretoria de Direitos humanos da UNE sobre o aniversário do golpe militar.

Por diretoria de direitos humanos da une

Nesta segunda-feira (1º de abril) completaram-se 49 anos desde que um grupo de militares, em conluio com serviços secretos estrangeiros, e civis das classes abastadas orquestraram e executaram um golpe contra a democracia e o povo brasileiro. Foram longos 21 anos de um regime de exceção que assediou, torturou e matou opositores políticos e qualquer pessoa que ousasse divergir daquele horror.

Muitas vidas foram ceifadas durante aquele período, sendo que, algumas delas continuam sem a devida
explicação e elucidação dos fatos decorrentes, decorrente dessa mancha cinzenta que marca os anos de chumbo no Brasil. Muito há que se revelar para além, inclusive, dos casos mais famosos que de uma forma ou de outra recebem algum tipo de atenção nos veículos tradicionais de comunicação.

A tarefa de apurar e esclarecer os absurdos cometidos durante a ditadura esta nas mãos da comissão nacional da verdade, que essa semana recebeu duras críticas de um punhado de fascistas antiquados incapazes de conviver em um regime livre. Esses mesmos senhores, que se reúnem anualmente para comemorar o golpe de 64 e esculacham a dignidade da sociedade brasileira. Comemoram também a morte de opositores, a tortura de jovens, homens e mulheres cheios de vida e sonhos que foram sumariamente abortados em nome de um macarthismo chinfrim e sem nenhuma consistência.

6 de março de 2013

Força ao povo venezuelano

O coletivo Estopim! lamenta profundamente a morte prematura do presidente Venezuela Hugo Chavez por considerá-lo um importante ator político na América latina e sua luta anti-imperialista. Reconhecemos na figura de Chavez e no fenômeno do chavismo os elementos fundamentais que caracteriza o governo venezuelano como democrático e popular, capaz de aglutinar os anseios populares.

As contradições inerentes a luta anticapitalista em um sistema global hegemonizado pelo próprio capital ainda precisa ser melhor estudado e observado pelas organizações que se reivindicam revolucionárias. Não coadunamos a tese de alguns setores da esquerda de que Chavez era um ditador, bem como não assumimos a liderança dos confetes em qualificá-lo como o maior dos revolucionários. Em tempos de refluxo do movimento operário mundial saudamos vigorosamente todos os atores que ousem desafiar os interesses do imperialismo norte-americano.

Dessa forma, nos solidarizamos com a dor do povo venezuelano bem como com o sentimento de pesar de toda a esquerda latina e mundial com o falecimento deste grande líder bolivariano.
Comandante Chavez, presente!