28 de julho de 2012

Reitoria abre mesa de negociação

Da coordenação

As barracas de campi e os diversos colchonetes na Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão expressam a organização estudantil da UFBA. Desde o dia 25 os cartazes na parede da FAPEX anunciam a construção coletiva de uma universidade socialmente referenciada, pública e gratuita.

Os estudantes não poderiam conjecturar outra coisa senão o fortalecimento do debate sobre as fundações privadas na universidade, pois este caso surgiu há mais de duas décadas. Já na UFBA o debate voltou a se fortalecer na construção do 7º ConUFBa, no qual fizemos o pré-congresso sobre o papel dessas fundações na universidade, desmitificando a ideia de que estas favorecem a Universidade Pública.

A história nos sujeita a um momento oportuno: nas resoluções do último congresso estudantil foi explicitada a necessidade de debate sobre o papel das fundações na UFBA; nas pautas da greve está contida a contrariedade da permanência destas no espaço público; a necessidade de radicalização da greve nos levou a optar pela ocupação de uma fundação. Mais que acertado. O debate hoje foi sobre Fundações.

25 de julho de 2012

Após 49 dias de greve, estudantes da UFBA ocupam a FAPEX

Convocados para debate sobre Assistência Estudantil seguido de Marmitaço na escola de Arquitetura estudantes de diversos cursos, organizados pelo Comando de Greve da UFBA, seguiram para a FAPEX em ato de radicalização como forma de dar celeridade as negociações das pautas da greve.

O ato ocorreu por volta das 15h e, de forma pacifica, construiu o dialogo com os trabalhadores sobre o porquê da ocupação, bem como fez o convite para estes participarem das agendas que ocorrerá dentro da fundação durante o período.

A auto-organização estudantil vem sendo construída dia após dia por estes que ainda ousam lutar por um novo projeto de universidade. A preservação do patrimônio é de extrema importância e preocupação destes estudantes que se encontram no local, desta forma prepararam comissões como a de Limpeza, Segurança, Mobilização e Formação Política.

22 de julho de 2012

O Estopim da greve na UFBA!


Da Coordenação

O Coletivo O Estopim! é um dos coletivos que tem protagonizado a greve dos estudantes da UFBA. Nestes 45 dias de greve, foram 03 assembleias de estudantes, várias reuniões do Comando de Greve, dezenas de atividades e debates locais, atos nacionais, 01 audiência pública, duas reuniões do CONSUNI e uma do CONSEPE em que a atuação discente foi fundamental para assegurar garantias formais aos estudantes grevistas. Em todos esses espaços, a nossa militância teve intervenção destacada.

Nesse cenário, aprofundamos os debates sobre a concepção de Universidade Pública. Assim, consideramos de fundamental importância os debates sobre a assistência estudantil e a EBSERH. Precisamos debater o financiamento da permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade financeira e a nossa participação nos rumos desse financiamento. Em defesa da autonomia universitária e rechaçando a concepção privatista por trás da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), é necessário acumular forças na universidade, em conjunto com os docentes e servidores técnico-administrativos, para obstruir no Conselho Universitário a aprovação da mesma.

15 de julho de 2012

O Estopim!

O Coletivo O Estopim realizou neste domingo mais uma de suas reuniões ordinárias semanais. Entretanto, não foi uma reunião como tantas outras. Esta, em especial, contou com a presença da mãe e das irmãs do camarada Fred: Elieze, Fernanda e Maria Thereza prestigiaram a reunião do coletivo formado basicamente por residentes e bolsistas. Neste domingo, também esteve presente o camarada Roger Conrado, organizador de um Núcleo de O Estopim na UFRB.



4 de julho de 2012

"A nossa luta é todo dia por assistência, respeito e moradia" Fred Vive!

“A nossa luta é todo dia por assistência, respeito e moradia”.

Este foi o grito dos estudantes que predominou durante a inauguração da Residência Universitária Estudante Frederico Perez Rodrigues Lima, marcada pela emoção, nesta manhã (4), na Garibaldi. A homenagem, que contou com a presença dos familiares, foi feita pelo Movimento Estudantil da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sobretudo pelo coletivo O Estopim, ao estudante e militante, Frederico Perez, morto em trágico acidente no dia 23 de janeiro deste ano.

Fred, como era conhecido, era estudante de enfermagem e liderança da Ufba, além de militante nas áreas de saúde e assistência estudantil. Representado o deputado estadual Yulo Oiticica (PT), a coordenadora do Núcleo de Gestão Popular (NOP,) Jéssica Sinai, se emocionou ao lado dos irmãos e amigos de Frederico e da reitora da UFBA, Dóre Leal.

Em um discurso emocionante, o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Wanderson Pimenta, disse que Frederico era uma máquina de trabalhar e que a inauguração deste espaço é resultado de uma luta dos residentes liderado por Frederico e demais companheiros.

1 de julho de 2012

Mineradora Vale despejou 1.300 famílias em Moçambique


Mineradora Vale despejou 1.300 famílias em Moçambique
25 de junho de 2012

Da Comunicação da Via Campesina

Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Global, foi impedido na última semana de entrar no Brasil para participar do Encontro Internacional de Atingidos pela Vale. Em entrevista, ele explica como foi a sua deportação, o seu trabalho de denúncia na África dos impactos da atuação da empresa sobre as comunidades africanas.
Crítico do processo de expropriação implementado pela Vale em vários países, Jeremias vem há cerca de três anos denunciando esse processo e circulando imagens da degradação a que as famílias de Moçambique estão submetidas. Por causa de seu trabalho, ele tem recebido ameaças e acredita que sua deportação tenha a ver com isso.

30 de junho de 2012

Professores derrotam intransigência

Da coordenação

A greve dos professores da rede Estadual de ensino se arrasta a mais de dois meses o diálogo com o governo parece mesmo fechado. Em cabo de guerra, o governo tenta infringir uma derrota ao movimento grevista corta-lhes o oxigênio e arrastando a disputa ao limite. O novo capítulo dessa disputa foi a noticia de que o STF declarou legal a greve da categoria.

Com essa notícia os professores ganham um novo ânimo para manter as mobilizações em torno das suas reivindicações salariais. Cabe ao governo sentar com o movimento e ser mais propositivo quanto às tentativas de negociação.

Ademais, Wagner poderia passar sem essa.

29 de junho de 2012

Apub “reconhece” greve docente!


Da coordenação

O clima de indefinição instaurado na Universidade Federal da Bahia acerca da legitimidade ou não da greve dos docentes deflagrada na assembléia do dia (29-05) ganhou um novo e decisivo capítulo esta semana. Após a manobra organizada pela diretoria da APUB de um pretenso plebiscito para deliberar sobre a paralisação das atividades, o clima entre os professores andou muito acirrado. De um lado a direção puxava a corda para a manutenção das atividades com claras intenções de desmobilizar a categoria, do outro a oposição da entidade organizava atividades de base para convencer o conjunto dos professores sobre a pauta grevista.


Pois bem, em assembléia realizada na ultima terça-feira (26) a categoria docente votou por unanimidade a continuidade da greve rechaçando qualquer tentativa de desmobilização por parte dos setores contrários a paralisação. É certo que algumas unidades continuam com aulas normais desrespeitando as deliberações, mas a vitória dos grevistas aponta uma importante perspectiva para as mobilizações. O comando de greve docente já discute a possibilidade de organizar intervenções nas unidades que ainda não aderiram ao movimento sustentando a tese de que é necessário incorporá-los a discussão.

28 de junho de 2012

#LeiCulturaViva: “Essa Ciranda é de todos nós”

#LeiCulturaViva: vitória do povo brasileiro

Em dia histórico para os fazedores da Cultura no Brasil, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o parecer do relator Antônio Roberto (PV/MG) sobre o Projeto de Lei 757/2011, de autoria da Deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que cria a Política Nacional de Cultura, Educação e Cidadania, consolidando o Cultura Viva e os Pontos de Cultura como política permanente de Estado.

Os Pontos de Cultura representa a democratização e o protagonismo cultural do nosso povo, sobretudo da juventude! E a mobilização dos movimentos sociais e culturais foi fundamental para mais esse passo! Os próximos passos são na Comissão de Finanças e Tributação, e em seguida na Comissão de Constituição e Justiça. Agora é continuar mobilizando para até o final do ano o projeto chegar para votação no plenário.

“Essa Ciranda é de todos nós”

Na Universidade Federal da Bahia o Coletivo do Movimento Estudantil "O Estopim" junto com o CUCA da UNE escreveu o projeto Cultura e Educação como prática de Extensão – CUCA UFBA/UNE que foi aprovado como projeto de extensão da universidade e pelo PERMANECER possibilita bolsa de pesquisa para três estudantes empenhadas na área.

De acordo com Hellen, uma das estudantes contempladas com a bolsa, o projeto vem como um desafio de colocar a cultura como protagonista na consolidação do papel social da universidade:

"De forma interdisciplinar, o projeto visa integrar Cultura e Educação no dia a dia da universidade e da comunidade local. Combina as características acadêmicas da salas de aula com o fazer cotidiano do estudante e sua capacidade critica e criativa. Esse projeto possibilita maior organicidade do estudante dentro da universidade através do fazer cultural" e de acordo com Hellen essa é uma importante tarefa de uma Universidade pública.

(Hellen é estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades e Diretora de Assuntos Acadêmicos do DCE UFBA)

Idealizador do programa Cultura Viva, o historiador e escritor Célio Turino, Secretário da Cidadania Cultural do MinC entre 2004 e 2010, comemorou a conquista:

“Como diz a canção de Lia de Itamaracá, ‘essa ciranda é de todos nós’. É apenas um passo, mas um avanço muito importante para a Cultura Brasileira. Não há projeto de desenvolvimento para o Brasil que não tenha a cultura na centralidade das políticas públicas. Espero que esta vitória de hoje sinalize para a atual gestão do MinC a necessidade de cuidar melhor do Cultura Viva e dos Pontos de Cultura.

27 de junho de 2012

Lições paraguaias

(Da coordenação)

A cassação do mandato do presidente paraguaio Fernando Lugo revela a fragilidade e o longo caminho ainda por percorrer para a estabilização dos regimes democráticos em toda a América Latina. A queda de Lugo ocorre em um momento de ascensão da esquerda democrática no continente e recoloca a ordem do dia os golpes e contra-golpes financiados pelos EUA na região. Golpes de novo tipo, respaldados em supostas constitucionalidades, com a intenção de gerar o mínimo de distúrbios necessários a implementação de um novo governo sempre alinhado a Washington.

Em 2009, o governo legitimamente eleito de Manuel Zelaya foi deposto pela direita conservadora em Honduras sob a alegação de uma cláusula pétrea não permitir, sequer o debate, sobre a reeleição. Vale ressaltar que a imprensa conservadora brasileira e os seus jornalões festejaram a queda de Zelaya com argumentos muito semelhantes aos quais festejam também a queda de Lugo, as constituições. Nunca é demais lembrar que, no Brasil, esses mesmos aparelhos de disputa ideológica trabalharam diretamente na reeleição de FHC e seu projeto privatista.

O desgaste do imperialismo ianque provoca uma reformulação na sua forma de intervir nas zonas de influência e o que aconteceu em Honduras (2009) e Paraguai (2012) é um novo mecanismo de imposição dos seus planos de hegemonia. É necessário alertar também que Honduras e Paraguai representam os elos mais frágeis na cadeia de ascensão dos governos progressistas, ou seja, são uma possibilidade de entrada maior para os agentes conservadores externos. Também é importante dizer que o giro da estratégia adotada pelos EUA não significa o abandono da sua pressão militar sobre esses países como é possível perceber com restabelecimento da 4º frota.