25 de janeiro de 2014

Não podemos perder o "funk" da história

*Wanderson Pimenta



2014 é o ano de incendiar corações e mentes. Em defesa da aliança entre os trabalhadores organizados e a juventude, a nossa intervenção passa por organizar as lutas pelos nossos direitos, relegados ao último plano. Em tempos de crise mundial, que também incide em nosso país, a juventude, em sua diversidade, é ator central das transformações. Muito embora tenhamos uma substancial melhora nas condições de vida do nosso povo, é preciso aprofundar. É preciso que os ricos paguem pelo que nos foi tirado ao longo de séculos. É preciso que os governos não sejam reféns dos interesses do capital.

27 de dezembro de 2013

Kalashnikov e a representação do brilhante improviso dos soviéticos

Ontem, 23, morreu um velhinho muito simpático na República de Udmurtia (cidade de Izhevsk - Russia) aos seus longevos 94 anos de idade.
Ah, ta! E daí?

Daí, caro leitor/a que este sinhozinho se chama  Михаил Тимофеевич Калашников ou Mikhail Timofeevich Kalashnikov ou simplesmente kalashnikov. Esse cara inventou uma das armas mais utilizadas no mundo inteiro em diferentes tipos de combate.

Ta, legal. Mas o que ela tem de tão especial diante das outras?


Aí que está a questão amiguinho\a. primeiramente ela é o que se pode chamar do exercício mais simplório e pobre do materialismo e as suas necessidades objetivas. O Mikhail, mik para os íntimos, percebeu a freqüente reclamação da tropa com as suas armas, foi até a oficina e saiu de lá com um protótipo que foi rejeitado pelo exército, uma tal de “ak-46”. Segundamente (perdoem o neologismo) que o que viria a ser a tal kalashnikov é de tão fácil manuseio que foi adotada por exércitos regulares e não regulares no mundo inteiro, seja em combates de guerra civil, seja em combates contra invasores estrangeiros.

Qualquer um\a pode usá-la. Absolutamente, qualquer um\a que tenha dois braços pode atirar com ela e a chance de sucesso é relativamente alta.

15 de dezembro de 2013

Paixões políticas

Vilma Leahy Martins é estudante de Letras da Universidade Federal da Bahia e militante do Coletivo O Estopim!

6 de dezembro de 2013

Ditadura em cena: a instalação da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA

O dia 04 de dezembro de 2013 assistiu a solenidade de lançamento da Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da Universidade Federal da Bahia. Marcada por forte intervenção artística dos estudantes de dança, teatro, música e letras, além do Coletivo O Estopim!, a comunidade acadêmica da UFBA pôde sentir as mazelas da ditadura militar, ao som de "Cálice", de Chico Buarque, e desta criativa e bela atuação.
 
Esse colegiado terá o papel de reconstituir a memória da UFBA. Ele será fundamental no sentido de revelar-nos as violações aos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar em nossa Universidade, bem como nos mostrar os resquícios que ainda são latentes na UFBA desse período tão sombrio na nossa história.
Parte da comissão no momento da cerimônia de instalação
 
Os desafios agora são enormes e nós convidamos a tod@s a construir essa comissão da verdade. Levantar, expor e assim transformar a Universidade são as palavras do dia! Que se traga a verdade a tona!

4 de dezembro de 2013

Milton Santos é homenageado em conquista histórica: Comissão de Memoria e Verdade da UFBA

Em 09 de abril de 1964 o Conselho Universitário da UFBA posicionou-se ferozmente a favor e em defesa irrestrita do golpe civil militar. “Congratula-se com a vitória da democracia contra o comunismo e saúda as gloriosas forças armadas por defenderem os interesses da nação”, diz a ata.
Se por um lado a Universidade colaborou institucionalmente com o golpe de 1964, por outro, esta mesma instituição foi um dos maiores palcos de resistência ao regime de exceção. A UFBA enquanto instituição burocrática apoiou esse levante militar, mas muitos resistiram e deram suas vidas em defesa da democracia.
Intitulada Comissão Milton Santos de Memória e Verdade da UFBA, em homenagem ao intelectual e ativista baiano, a comissão que no dia 04 de dezembro de 2013 será oficialmente homologada terá a árdua tarefa de revelar-nos a verdade de nossa historia, e contribuir para que possamos varrer os resquícios da ditadura militar nessa universidade.

ACEB participa mais uma vez do ENNECE e sai reforçada

 
Membros da Associação de Casas de Estudantes da Bahia (ACEB) participaram do Encontro Norte Nordeste de Casas de Estudantes (ENNECE), realizado entre os dias 12 e 17 de novembro de 2013 na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus de Ondina. O ENNECE que está em sua XVII edição sempre tem discutido as problemáticas das residências estudantis, pautando pelo fortalecimento do movimento e reoxigenando a partir da articulação entre os diversos setores que o compõe.

A ACEB representa o conjunto de casas de estudantes da Bahia, sobretudo das residências municipais ainda invisibilizadas e carentes de políticas publicas estruturais de assistência estudantil, discussão que ainda precisa muito ser ampliada, assim como em relação as estaduais, e as filantrópicas, e é com o intuito de inserir essas casas na discussão do movimento que a ACEB vem atuando com participação ativa nos últimos Encontros Nacionais de Casas de Estudantes (ENCE), e Encontro Norte Nordeste de Casas de Estudantes (ENNECE), destacando que deve ser colocada em prática uma política de inclusão para que assim as residências estaduais, municipais e filantrópicas também sejam representadas e atendidas dentro de suas necessidades básicas.

20 de novembro de 2013

20 de novembro: dia de incendiar corações e mentes por um Brasil sem racismo.

O 20 de novembro não é e nem poderia ser considerado qualquer dia. Há precisamente 318 anos, nessa mesma data, morria Zumbi. Zumbi dos Palmares, foi o grande líder do maior reduto de resistência de negros e negras à época do Brasil Colônia: o Quilombo dos Palmares. E foi só a partir de 2011 que o 20 de novembro se tornou o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. É o momento de celebrarmos e reavivarmos os personagens que doaram suas vidas na luta contra a escravidão no Brasil, bem como os que exigem hoje uma plena reparação social e histórica por parte do Estado brasileiro a essa população.

Contudo, o racismo ainda está impregnado na nossa vida cotidiana. Pior, ainda hoje ele é coisificado e banalizado por muitos.
Nossa formação ainda é pensada sob uma concepção eurocêntrica, onde pouco ou quase nada das culturas de raízes africanas é ensinado nas escolas. O racismo institucionalizado, enquanto conseqüência do conservadorismo que infelizmente reina por aqui, ainda impede que a população negra ocupe espaços de destaque em nosso país.

Nos morros e favelas, a polícia mata cotidianamente nosso povo. São jovens, homens e mulheres que são mortos pela cor de sua pele. São milhares de Amarildo’s que somem a cada hora no Brasil levados para averiguação, ou alvos dos “autos de resistência”. Os órgãos públicos que se omitem nos casos de racismo são co-responsáveis por essa conduta.

A intolerância religiosa mata mentes, almas e corpos.

As mulheres negras recebem menos do que os homens negros quando exercem a mesma função, e os homens negros recebem menos que as mulheres e homens não negros na mesma função.

Assim, o “20 de novembro” deve ser um momento para se refletir sobre o que a população negra representa para o Brasil. É momento de se considerar o papel do negro e combater a essência predominantemente racista no nosso país. Desta forma, nos somamos na luta pela aprovação do Projeto de Lei (PL) - 6787/13, protocolado hoje pelo Deputado Federal Renato Simões, que institui o dia 20 de novembro como feriado nacional.

19 de novembro de 2013

Frederico Perez, presente! Hoje e sempre!

Mais uma homenagem ao camarada Frederico Perez


O dia 16 de novembro de 2013 foi marcado por mais uma homenagem ao nosso eterno camarada Frederico Perez. A biblioteca da Residência Estudantil de Guanambi, localizada no Largo 2 de julho, centro da capital baiana, foi inaugurada nesse dia e leva o seu nome, reflexo do reconhecimento de sua luta pelos residentes em nosso estado. 

A trajetória de Frederico Perez sempre esteve ligada a luta pelos menos favorecidos. Militante do movimento de casas de estudantes, sendo inclusive um dos responsáveis pela refundação da Associação de Casas de Estudantes da Bahia (ACEB) em 2009, Fred foi um incansável ativista da luta em prol de melhores condições de vida para os residentes.

Assim, parabenizamos e saudamos os nobres camaradas de Guanambi pela iniciativa de homenagear esse importante militante que nos deixou em 2012 devido a um trágico incidente provocado pela omissão dos poderes públicos na cidade de Malhada. 

21 de outubro de 2013

20 de o outubro: dia do Arquivista

Ontem comemoramos o dia do Arquivista! 20 de Outubro! Dia mais que especial para esses profissionais que lidam com a informação. Há cerca de 37 anos, os cursos de Arquivologia começaram a surgir nas Universidades Brasileiras. Cursos que funcionam como “embriões” de uma profissão que possui uma responsabilidade social gigantesca: a da garantia do acesso à informação e da preservação e que deve ocupar um espaço de honra no nosso país. 

Em nosso contexto cotidiano, desde a década de 1970, a Arquivologia tem passado por diversas transformações, mas, nos últimos anos, sentimos um avanço (devido às legislações brasileiras) em sua valorização/visibilidade que implica diretamente em nossa atuação. Nesses 40 anos avançamos, claro. Não apenas numericamente, com dezessete cursos superiores em Arquivologia, mas com uma lei que regulamenta nacionalmente a profissão de Arquivista (lei 6.546/78), com a Criação de um Conselho Nacional de Arquivos, com a criação e participação de Associações e de um Sindicato Nacional, que possuem papel essencial na luta por melhoria, reconhecimento e ampliação da área. Avanços também no papel científico da área, como exemplo a Reunião de Pesquisa e Ensino em Arquivologia, que teve sua recente realização aqui em Salvador na Bahia (16 a 18 de Outubro).

8 de outubro de 2013

Fundações de apoio e autonomia universitária ou a síndrome de Estocolmo

A existência e vitalidade das fundações de apoio não origina-se de mera fatalidade histórica, um casualismo necessário: trata-se não somente de profundo debate sobre concepção de Universidade, bem como da conflituosa relação público x privado no Brasil. A construção de um Estado altamente aliado ao interesse das classes dominantes, de uma burocracia excessivamente vigorosa e da orientação política que aviltou o interesse privado em detrimento do público contribuem para a compreensão da relação das universidades com as ditas fundações de apoio assim como a formação do patrimonialismo nesta instituição.

Criadas sob a lógica de um projeto político de enfraquecimento da construção de estruturas organizacionais de ordem pública em favor da privatização interna das universidades, a Lei Nº8.958, de 20 de dezembro de 1994 dita:

Art.1 As Instituições Federais de Ensino Superior- IFES e as demais Instituições científica e Tecnológicas- ICTs, sobre as quais dispõe a Lei Nº10.973, de 2 de dezembro de 2004, poderão celebrar contratos e convênios, nos termos do inciso XII do Art.24 da lei Nº8.666,de 21 de junho de 1993, por prazo determinado com fundações de instituídas com a finalidade de dar apoio a projetos de ensino, pesquisa , extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, inclusive na gestão administrativa e financeira estritamente necessária a execução desses projetos.