Em meio ao estouro de tantas mobilizações em diferentes categorias no último
período, a greve da educação se define no Brasil como um fenômeno resultante da
situação social colocada pelas necessidades históricas da área. A educação
brasileira após constantes ciclos de sucateamento consegue iniciar uma reversão
do quadro na ultima década, com maiores investimentos e programas de apoio,
porém ainda não somam sequer 5% do orçamento da união na área, permanecendo o
gargalo educacional.
Hoje, 26 de junho de 2012, completam-se 77 dias de greve dos professores da rede publica do estado da Bahia, três universidades federais no estado (as únicas existentes) estão em greve de professores, e na UFBA a greve já é geral. Não para por ai, estas três universidades somam-se a mais de 50 em todo o país que deflagraram greve por mais estrutura, assistência estudantil e um Projeto Educacional socialmente referenciado, alem de plano de carreira e melhor condição de trabalho e salário para os servidores.
É também nesta data que se inicia a votação do Plano Nacional de Educação, o
tão falado PNE, que traça as metas educacionais para o país na próxima década e
vai definir o esforço que o Brasil pretende realizar para ‘priorizar’ a
educação e o quanto de tempo pretende gastar para chegar aos níveis
educacionais de um país com um patamar de 6ª maior economia mundial.


